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Estes foram os 7 ambientes mais comentados da CASACOR São Paulo 2026

Os projetos mais lembrados da CASACOR São Paulo 2026 revelam uma edição guiada por afeto, experimentação, natureza e identidade

Por Milena Garcia

Publicado em 7 de out. de 2026, 12:00

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Ambientes CASACOR São Paulo 2026

Ambientes CASACOR São Paulo 2026 (CASACOR)

A CASACOR São Paulo 2026 reuniu, no Parque da Água Branca, 70 projetos inspirados por Mente e Coração, tema que conduziu a edição. Arquitetura, design e paisagismo exploraram caminhos ligados à memória, natureza, afeto e presença, traduzidos em ambientes que convidavam a desacelerar e olhar a casa sob novas perspectivas.


Após o encerramento da mostra, a equipe CASACOR mapeou os sete ambientes que mais repercutiram junto ao público e à imprensa. Em ordem alfabética, a seleção a seguir apresenta os projetos e recupera reflexões de seus autores em entrevistas concedidas ao nosso site.

Da Terra ao Solo, de Maria Fernanda Marques Paisagismo


Maria Fernandes Marques Paisagismo - Da Terra ao Solo. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Maria Fernandes Marques Paisagismo - Da Terra ao Solo. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Roberta Gewehr/CASACOR)

Em Da Terra ao Solo, Maria Fernanda Marques criou um jardim de 330 m² que aproximava paisagismo ecológico, arte e biodiversidade. Rochas posicionadas a partir da medicina do habitat, colmeias de João Machado e totens de Carol Ambrósio se integravam à vegetação, enquanto o alpendre reunia memórias e fragmentos da trajetória da paisagista.


“Os visitantes passavam ansiosos para conhecer os ambientes internos e nós tínhamos a missão de fazê-los parar para conhecerem as causas-base do nosso projeto”, conta Maria Fernanda, citando biodiversidade, insetos, arte brasileira e compostagem entre os pilares do espaço. A entrevista completa com a paisagista aprofunda as referências e princípios que orientam seu trabalho.

Casa Coral Celeiro Alvorada, de Nildo José | NJ+ Arquitetos


Nildo José | NJ+ Arquitetos - Casa Coral Celeiro Alvorada. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Nildo José | NJ+ Arquitetos - Casa Coral Celeiro Alvorada. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/CASACOR)

Na Casa Coral Celeiro Alvorada, Nildo José transformou a memória do pai em fio condutor de um living de 213 m². A grande estante com livros e fotografias, a escada helicoidal roxa e a bancada de travertino com figuras rurais criavam uma atmosfera marcada por referências à vida na fazenda e por uma arquitetura carregada de afeto.


Para o arquiteto, a maior conquista foi “apresentar um projeto que realmente traduzisse o nosso olhar” e perceber que sua autenticidade e vulnerabilidade encontraram eco no público. Nildo José fala mais sobre memória, emoção e sua maneira de contar histórias pela arquitetura.

Casa Memórias Essenciais, de Felipe de Almeida


Felipe de Almeida - Casa Memórias Essenciais. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Felipe de Almeida - Casa Memórias Essenciais. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Bia Nauiack/CASACOR)

A Casa Memórias Essenciais reuniu em 115 m² referências campestres, clássicas e contemporâneas em uma composição assumidamente maximalista. Janelões, tesouras aparentes, marcenaria escura, papéis de parede florais e objetos do acervo pessoal de Felipe de Almeida criavam uma casa marcada por camadas de memória e personalidade.


“Muitas pessoas me perguntavam que estilo era aquele e eu dizia: ‘É o estilo Felipe de Almeida’”, conta o designer, que combina referências diversas de maneira intuitiva em seu processo criativo. Memória, artesanato e liberdade para misturar estilos aparecem entre os temas abordados por Felipe na entrevista.

Casa Simonetto - Tributo a Janete Costa, de Gabriel Fernandes


Gabriel Fernandes - Casa Simonetto - Tributo a Janete Costa. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Gabriel Fernandes - Casa Simonetto - Tributo a Janete Costa. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)

Gabriel Fernandes homenageou Janete Costa em um espaço de espaço de 160 m² marcado pela valorização do artesanato e do saber fazer brasileiro. A estante de pau-ferro com gavetas entalhadas manualmente, os tecidos produzidos em tear e as obras ligadas ao acervo da arquiteta pernambucana reforçavam a presença da cultura brasileira no projeto.


Para Gabriel, a repercussão do ambiente teve importância justamente por ampliar a visibilidade desses trabalhos. “Os artesãos são vistos, os trabalhos são apresentados, nós conseguimos criar protagonismo para os elementos que marcam e valorizam nossa cultura”, afirma. O arquiteto detalha essa relação entre artesanato, memória e identidade brasileira ao longo da conversa com a CASACOR.

Estúdio Semibreve, de Estúdio Clara Nahas


Estúdio Clara Nahas - Estúdio Semibreve. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Estúdio Clara Nahas - Estúdio Semibreve. (Carolina Mossin/CASACOR)

Inspirado na figura musical de maior duração, o Estúdio Semibreve propôs uma casa voltada a um ritmo mais lento. Em 55 m², Clara Nahas combinou cerâmica bordô, vitrola, capim-dourado e referências afetivas, incluindo uma partitura composta por sua mãe no dia de seu nascimento.


“A maior conquista sem dúvida alguma é o reconhecimento”, conta a arquiteta, que celebrou a possibilidade de transformar em experiência física uma linguagem já acompanhada pelo público nas redes sociais. Na entrevista completa, Clara Nahas revela os bastidores da mostra e reflete sobre autenticidade e presença digital.

Memórias Costuradas em Uso, de Paulo Azevedo


Paulo Azevedo - Memórias Costuradas em Uso. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Paulo Azevedo - Memórias Costuradas em Uso. (Carolina Mossin/CASACOR)

Logo na entrada do primeiro casarão, Memórias Costuradas em Uso propunha uma pausa antes do restante do percurso. No hall de 50 m², Paulo Azevedo posicionou uma tenda de 12 m² entre tecidos, luz e tons de azul, criando uma atmosfera ligada à memória, ao acolhimento e à introspecção.


“A CASACOR é um lugar onde existe uma expectativa muito grande de novidade, de impacto visual, de fotografia. E eu queria fazer justamente o contrário”, explica o profissional, que buscou criar um espaço para ser vivido, e não apenas observado. A trajetória de Paulo Azevedo antes, durante e depois da mostra ganha novos contornos em seu relato.

Notas em Linhas, de Rafaella Manso


Rafaella Manso Arquitetura - Notas em Linhas. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Rafaella Manso Arquitetura - Notas em Linhas. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Fernando Crescenti/CASACOR)

Em Notas em Linhas, Rafaella Manso transformou a escadaria e o lounge do primeiro casarão em uma homenagem à música. Um piano de 1951 pertencente à avó da arquiteta, um móbile inspirado em partituras e vitrais desenhados a partir da proporção áurea conduziam a experiência pelos 74 m².


“A CASACOR permite explorar o lúdico, o inesperado e soluções que talvez não façam parte de um projeto residencial convencional”, afirma Rafaella, que encontrou na mostra espaço para experimentar e provocar novas percepções. Sua estreia na CASACOR, as referências do projeto e os aprendizados da experiência aparecem em uma conversa especial com a arquiteta.