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Palácio Gustavo Capanema: a história do ícone modernista do Rio

Palácio Gustavo Capanema é um dos grandes símbolos do modernismo brasileiro e reúne arquitetura, paisagismo e obras de arte no Centro do Rio

Por Yeska Coelho

Publicado em 27 de set. de 2026, 12:00

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Palácio Gustavo Capanema

Palácio Gustavo Capanema (Henrique Liberal/Wikimedia Commons/Divulgação)

No coração do Centro do Rio de Janeiro, uma construção de 16 pavimentos se destaca pela combinação entre arquitetura, arte e paisagismo. Inaugurado em 1945, o Palácio Gustavo Capanema é considerado um dos principais exemplares da arquitetura moderna brasileira e leva o nome do político mineiro que esteve à frente do Ministério da Educação e Saúde durante o governo de Getúlio Vargas.

Palácio Gustavo Capanema

(Reprodução/Nelson Kon/Divulgação)

O edifício foi projetado para abrigar o então Ministério da Educação e Saúde Pública e teve seu projeto liderado por Lúcio Costa, com participação de Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Jorge Moreira e Ernani Vasconcelos, além da consultoria do arquiteto franco-suíço Le Corbusier.


Em frente ao Capanema fica o Edifício Aliança da Bahia, que atualmente recebe a CASACOR Rio de Janeiro 2026. A proximidade entre os dois endereços permite observar, em poucos passos, diferentes momentos da arquitetura carioca e também como edifícios históricos podem ganhar novos usos e significados ao longo do tempo.

Como surgiu o Palácio Gustavo Capanema?


A construção começou em 1937, durante um período de transformação da arquitetura brasileira. A proposta rompia com modelos tradicionais e incorporava princípios associados ao movimento moderno, como pilotis, planta e fachada livres, janelas horizontais e integração entre edifício, arte e natureza.

Palácio Gustavo Capanema

(Reprodução/Ministério da Cultura/Divulgação)

Um dos elementos mais marcantes é justamente a maneira como o volume principal parece se elevar do solo sobre pilotis. A solução, além de conferir leveza à construção, cria uma relação mais aberta entre o prédio e o espaço urbano.


O projeto também incorporou os chamados brises-soleil, elementos que ajudam a controlar a incidência direta do sol nas fachadas e contribuem para o conforto térmico dos ambientes.

Arquitetura, arte e paisagismo no mesmo projeto


No Capanema, arquitetura não aparece como uma disciplina isolada. O edifício foi concebido como um conjunto no qual diferentes manifestações artísticas participam da experiência espacial.

30 anos sem Burle Marx: relembre as obras do nome do paisagismo brasileiro

Jardim do Palácio Capanema, projetado por Roberto Burle Marx, junto ao grupo liderado por Le Corbusier. (Divulgação/Divulgação)

O terraço-jardim, por exemplo, foi projetado por Roberto Burle Marx, que também assina outros jardins do complexo. A vegetação tropical, os desenhos dos canteiros e a presença de esculturas fazem do paisagismo parte essencial da arquitetura.


O edifício também reúne trabalhos de nomes importantes da arte moderna brasileira, como Cândido Portinari e Bruno Giorgi. Entre os destaques estão murais, afrescos, painéis de azulejos e esculturas distribuídos por diferentes espaços.

Palácio Gustavo Capanema

(Reprodução/Ministério da Cultura/Divulgação)

Portinari, inclusive, é responsável por seis dos sete painéis de azulejos externos do edifício, enquanto o sétimo é assinado por Paulo Rossi.

Relevância na arquitetura moderna brasileira


A relevância do Palácio Gustavo Capanema está justamente na integração desses elementos. O edifício ajudou a consolidar uma linguagem moderna brasileira, adaptando princípios internacionais às características culturais, climáticas e artísticas do país.

Palácio Gustavo Capanema

(Reprodução/Ministério da Cultura/Divulgação)

Em 1948, o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e inscrito no Livro do Tombo das Belas Artes.


Mais do que um edifício administrativo, o Capanema tornou-se também um importante espaço cultural e um registro de um momento em que arquitetura, artes plásticas e paisagismo passaram a ser pensados de maneira integrada.

O restauro do Palácio Gustavo Capanema


Depois de permanecer fechado por anos, o edifício passou por um amplo processo de restauração e conservação, iniciado em 2019. As obras envolveram tanto a preservação dos elementos históricos quanto a atualização das instalações necessárias ao funcionamento contemporâneo do espaço.

Foram modernizados sistemas elétricos, hidráulicos, de climatização e de combate a incêndios, além da recuperação de elementos artísticos e do mobiliário. O investimento informado pelo Iphan foi de R$ 84,3 milhões, por meio do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).


A reabertura ao público aconteceu em 2025, devolvendo o edifício à cidade com novos usos culturais e espaços de visitação.

Onde fica o Palácio Capanema


O Palácio Gustavo Capanema está localizado na Rua da Imprensa, no Centro do Rio de Janeiro, em uma região marcada por importantes exemplares da arquitetura moderna brasileira. O edifício ocupa uma área próxima à Avenida Rio Branco e está inserido em um dos principais eixos culturais e históricos da cidade.


Este texto foi desenvolvido com o auxílio do CASACOR Publisher, agente de conteúdo exclusivo desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. O conteúdo gerado foi posteriormente editado por Yeska Coelho e Milena Garcia.