Estas peças são essenciais para contar a evolução do mobiliário brasileiro, entre clássicos modernistas, materiais nacionais e criações icônicas
Publicado em 5 de out. de 2026, 16:00

Poltrona Jangada no espaço Cloud Nine assinado por Gabriel Bordin (Fábio Jr. Severo/CASACOR)
O mobiliário brasileiro tem uma história marcada pela mistura entre modernismo, artesanato, materiais naturais e soluções construtivas inovadoras. Ao longo do século 20, designers e arquitetos passaram a criar peças que não apenas acompanhavam as transformações da casa, mas também ajudavam a definir uma identidade para o design nacional.
Entre poltronas, cadeiras, bancos e mesas, algumas criações se tornaram verdadeiros ícones do design brasileiro. Conheça 9 delas e entenda por que continuam relevantes décadas depois de sua criação.
(Denilson Machado/CASACOR)
Criada em 1957, a Poltrona Mole é uma das peças mais reconhecidas do design brasileiro. Assinada por Sergio Rodrigues, ela combina estrutura de madeira com tiras de couro e almofadas volumosas, valorizando o conforto sem abrir mão da expressão visual. A peça recebeu o primeiro prêmio no Concurso Internacional do Móvel de Cantù, na Itália, em 1961.
(Marco Antonio/CASACOR)
Outra criação emblemática de Sergio Rodrigues, a Poltrona Chifruda recebeu esse nome por causa dos característicos apoios laterais de madeira que lembram chifres. A peça combina uma estrutura robusta com assento e encosto em couro, explorando materiais e técnicas associados à tradição brasileira. Seu desenho revela a busca do designer por um mobiliário informal, confortável e com forte personalidade.
(Divulgação/CASACOR)
Criada em 1951, a Cadeira Bowl traduz a experimentação de Lina Bo Bardi com formas simples e materiais acessíveis. A concha arredondada apoiada sobre uma estrutura metálica permite diferentes posições de uso, antecipando uma abordagem mais informal para o mobiliário doméstico.
Projeto de PKB Arquitetura. (Foto: Denilson Machado / Produção: Andrea Brito Velho/CASACOR)
Criada pelo designer franco-romeno Jean Gillon, a Poltrona Jangada é uma das peças que ajudam a representar a identidade do design brasileiro dos anos 1960. Sua estrutura de madeira recebe cordas de sisal trançadas, evocando a construção das tradicionais jangadas brasileiras. O resultado combina materiais naturais, referências culturais e conforto em uma peça de forte presença escultórica.
Cadeira Girafa - Lina Bo Bardi. (dpot/CASACOR)
Desenvolvida em 1987, a Cadeira Girafa nasceu para um restaurante em Salvador e utiliza uma estrutura simples de madeira. A peça revela como soluções construtivas aparentemente elementares podem resultar em um desenho marcante e funcional.
Namoradeira, por Zanine Caldas. (Divulgação/CASACOR)
A Namoradeira, de Zanine Caldas, traduz a relação do designer com a madeira maciça e com formas de forte presença escultórica. Zanine ficou conhecido por explorar troncos e sobras de madeira, valorizando as características naturais da matéria-prima em vez de escondê-las. Na peça, essa abordagem aparece em um desenho que une robustez, organicidade e simplicidade, características marcantes de sua produção.
Anderson Silveira - Escritório das Inspirações. Projeto da CASACOR Ribeirão Preto 2023. (Carolina Mossin/CASACOR)
O Banco Mocho, criado em 1954, está entre os primeiros grandes sucessos de Sergio Rodrigues. Com estrutura de madeira e assento em couro, a peça parte de uma construção aparentemente simples para criar um objeto de forte identidade brasileira.
Banco Marquesa de Oscar Niemeyer e Ana Maria Niemeyer para a CASACOR Minas Gerais 2016. Quem assina o projeto é Pedro Lázaro (Jomar Bragança/CASACOR)
Desenhado por Oscar Niemeyer em parceria com sua filha Anna Maria Niemeyer, o Banco Marquesa evidencia a relação entre arquitetura e mobiliário. Criado na década de 1970, apresenta uma estrutura sinuosa de madeira e estofamento que acompanha suas curvas. A peça leva para o interior da casa a linguagem orgânica e escultural tão característica da arquitetura de Niemeyer.
Cadeira Paulistano (São Paulo, SP, 1957). (Helio Nobre/CASACOR)
Projetada em 1957 para o Ginásio do Clube Atlético Paulistano, a Cadeira Paulistano utiliza uma única peça contínua de aço inoxidável como estrutura, revestida por uma capa de couro. O resultado é um dos exemplos mais conhecidos da aproximação entre arquitetura e design no Brasil.
Mais do que objetos funcionais, essas peças ajudam a contar a história de um país que encontrou no design uma maneira de explorar materiais, técnicas e modos de viver brasileiros. Algumas nasceram da experimentação artesanal; outras, da produção industrial. Juntas, mostram por que o mobiliário nacional conquistou espaço no cenário internacional e continua inspirando novas gerações.
Este texto foi desenvolvido com o auxílio do CASACOR Publisher, agente de conteúdo exclusivo desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. O conteúdo gerado foi posteriormente editado por Yeska Coelho.