Van Gogh no MASP será um dos destaques da programação de 2027, dedicada às relações entre arte, saúde mental e loucura
Publicado em 10 de set. de 2026, 16:00

(Divulgação/Divulgação)
Vincent van Gogh está prestes a ganhar um novo capítulo em sua relação com o público brasileiro. Em 2027, o MASP prepara uma exposição inteiramente dedicada ao artista holandês, um dos nomes mais reconhecidos da história da arte. A mostra fará parte da programação anual do museu, que terá como tema curatorial “Histórias da Loucura”.
(Leonardo Finotti/Divulgação)
Embora os detalhes sobre obras, empréstimos e período exato da exposição ainda não tenham sido divulgados, a confirmação já coloca o projeto entre os destaques aguardados da programação cultural de São Paulo.
A exposição dedicada a Van Gogh está prevista para 2027, quando o MASP dará início a um novo eixo curatorial. Depois de dedicar 2026 ao tema “Histórias Latino-Americanas”, com exposições individuais de artistas da região, o museu voltará seu olhar para a relação entre arte e loucura no próximo ano.
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Nesse contexto, a escolha de Van Gogh ganha especial relevância. O artista, cuja trajetória foi marcada por episódios de sofrimento psíquico, tornou-se ao longo do tempo uma das figuras mais associadas à discussão sobre criatividade, saúde mental e os limites entre genialidade e loucura.
Por enquanto, as informações divulgadas pelo MASP ainda são iniciais. O principal dado confirmado é que haverá uma exposição inteiramente dedicada a Vincent van Gogh. Ainda não foram apresentados publicamente o número de obras, a lista de instituições parceiras ou os trabalhos que poderão ser vistos no museu.
Isso significa que as pinturas mais conhecidas do artista não podem, neste momento, ser confirmadas como parte da exposição. A expectativa, entretanto, é que novos detalhes sejam anunciados à medida que a programação de 2027 seja apresentada.
Acervo principal do MASP / (Reprodução/Divulgação)
A relação entre Van Gogh e o tema escolhido pelo MASP oferece uma oportunidade para revisitar sua obra para além dos episódios mais conhecidos de sua biografia. Nascido em 1853 e morto em 1890, o artista produziu durante pouco mais de uma década uma obra extensa, marcada por pinceladas expressivas, cores intensas e uma maneira singular de representar paisagens, pessoas e objetos.
Ao longo dos anos, sua vida foi frequentemente interpretada a partir de sua saúde mental. Uma exposição inserida em “Histórias da Loucura”, portanto, pode contribuir para deslocar o olhar exclusivamente biográfico e aproximar o público também das questões artísticas, sociais e históricas presentes em sua produção.
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A chegada da exposição de Van Gogh acontece em um momento de expansão do próprio MASP. O museu inaugurou, em março de 2025, o Edifício Pietro Maria Bardi, ampliando seu espaço e criando novas possibilidades para exposições e atividades. Segundo o museu, os dois prédios deverão operar de maneira cada vez mais integrada.
A programação de 2027, portanto, deve explorar essa nova configuração institucional. Para quem acompanha a arte moderna e a produção de Van Gogh, a mostra promete ser uma das grandes atrações do calendário cultural paulistano. Por enquanto, resta aguardar os próximos anúncios para descobrir quais obras atravessarão o oceano e chegarão às galerias do MASP.