Pesquisa da Time Out revela as 10 melhores cidades para a geração Z morar em 2026, considerando felicidade, cultura, mobilidade e custo de vida
Publicado em 18 de ago. de 2026, 11:30

Tóquio, Japão. (Yu Kato/Unsplash/Divulgação)
O que faz uma cidade ser um bom lugar para morar quando se tem menos de 30 anos? Para a geração Z, a resposta parece ir muito além de oportunidades profissionais e vida noturna. Uma pesquisa realizada pela Time Out em 2026 mostra que fatores como felicidade, sensação de comunidade, mobilidade, acesso à natureza, cultura, entretenimento e custo de vida também pesam na hora de avaliar a qualidade de vida urbana.
(Wyron A./Unsplash/Divulgação)
Para chegar ao ranking, a publicação analisou as respostas de milhares de pessoas com menos de 30 anos em diferentes cidades do mundo e considerou apenas a cidade mais bem avaliada de cada país. O resultado reúne destinos bastante conhecidos, mas também revela algumas surpresas. Confira as dez primeiras colocadas.
O levantamento ajuda a entender como a geração Z enxerga a vida nas cidades. A pesquisa mostra que uma boa experiência urbana depende de um conjunto de fatores: poder caminhar ou pedalar, ter acesso a áreas verdes, encontrar atividades culturais, conhecer pessoas, aproveitar espaços de convivência e, sempre que possível, fazer tudo isso sem gastar uma fortuna.
(Ignacio Brosa/Unsplash/Divulgação)
Em outras palavras, a cidade ideal para essa geração parece ser aquela que oferece oportunidades de conexão e experiências no cotidiano, e não apenas grandes atrações ou uma vida noturna movimentada.
No topo da lista está Tóquio, que se destacou especialmente pelos índices de felicidade entre os jovens. Segundo a pesquisa, 100% dos integrantes da geração Z entrevistados disseram encontrar alegria nas experiências cotidianas da cidade. A capital japonesa também combina boa caminhabilidade, transporte público eficiente, acesso à cultura e uma ampla oferta de atividades para diferentes interesses.
O cruzamento de Shibuya, em Tóquio, é um dos locais mais movimentados do mundo: em suas cinco faixas de pedestres, estima-se que atravessam cerca de 250 mil pessoas diariamente. Em momentos de maior fluxo, até 2,5 mil pessoas podem passar por ali a cada dois minutos. (Nádia Sayuri Kaku/Divulgação)
Para quem gosta de sair, as possibilidades vão muito além de bares e clubes: karaokês, casas de banho abertas 24 horas e centros de entretenimento esportivo fazem parte da rotina dos jovens. A vida noturna foi bem avaliada por 89% dos entrevistados, embora apenas 33% a considerem acessível financeiramente.
Porto aparece em segundo lugar, impulsionado principalmente pela forte sensação de comunidade. Todos os jovens entrevistados avaliaram positivamente esse aspecto da cidade, enquanto 93% consideraram o destino acessível. A combinação entre rio, mar, áreas verdes, centro histórico e equipamentos culturais cria uma rotina urbana bastante diversificada.
Porto, Portugal (Unplash/Divulgação)
A pesquisa também destaca a possibilidade de acessar museus e instituições culturais gratuitamente ou com descontos, o que contribui para tornar a cidade especialmente interessante para quem busca experiências culturais sem comprometer tanto o orçamento.
Conhecida por sua cena cultural, Melbourne conquistou o terceiro lugar entre as cidades preferidas da geração Z. A cidade recebeu 100% de aprovação para restaurantes e alimentação entre os entrevistados e 97% para sua oferta cultural.
Melbourne (Austrália) (Unplash/Divulgação)
Teatros independentes, música ao vivo, comédia, eventos e espaços verdes ajudam a construir uma vida urbana movimentada, enquanto a presença de uma grande comunidade estudantil reforça seu perfil jovem. Mesmo sendo considerada uma cidade cara, há alternativas mais econômicas para alimentação e, em 2026, o transporte público também conta com tarifas reduzidas para determinados usuários.
A capital escocesa se destaca pela combinação de qualidade de vida, natureza, caminhabilidade e cultura, mas é principalmente sua vida noturna que chama a atenção da geração Z. A região de Cowgate, por exemplo, reúne clubes e espaços de música ao vivo instalados em estruturas históricas, enquanto diferentes bairros recebem eventos e festas de estilos variados.
Edimburgo, Escócia (Unplash/Divulgação)
A pesquisa aponta ainda que 90% dos entrevistados se sentem mais felizes em Edimburgo do que em outros lugares onde já viveram e 94% consideram as pessoas da cidade positivas. O bem-estar também recebeu avaliação alta, chegando a 84%.
Xangai aparece na quinta posição com uma combinação de sociabilidade, segurança e acessibilidade que agrada aos jovens. Entre os entrevistados com menos de 30 anos, 76% disseram que é fácil conhecer novas pessoas e fazer amizades, enquanto 63% consideram a cidade acolhedora.
Xangai, China (Divulgação/Divulgação)
Outro destaque está na percepção de custo: 100% dos participantes consideraram acessíveis os preços para ir ao cinema ou tomar café. A cidade também vem ampliando iniciativas voltadas à população jovem, incluindo políticas para aumentar a oferta de moradias de aluguel acessíveis próximas a estações de metrô e áreas de emprego.
Nova York ocupa a sexta posição e continua sendo um dos grandes polos urbanos para jovens. A cidade recebeu 98% de aprovação em caminhabilidade entre os entrevistados da geração Z, enquanto 88% consideram o destino movimentado e 95% avaliam positivamente sua oferta cultural.
(Max Touhey/Divulgação)
Apesar do alto custo de vida, a possibilidade de circular a pé e encontrar uma enorme variedade de eventos, exposições e atividades ajuda a compensar parte das dificuldades. A pesquisa também aponta que 93% dos entrevistados consideram acessível financeiramente sair para apreciar arte, mostrando como a cultura permanece um dos grandes atrativos da metrópole.
A capital dinamarquesa aparece em sétimo lugar com uma proposta urbana marcada por bicicletas, espaços verdes e qualidade de vida. Para 83% dos jovens entrevistados, é fácil caminhar ou pedalar pela cidade, enquanto 65% aprovam o transporte público. A relação entre mobilidade e bem-estar aparece novamente nos resultados: 78% afirmaram que morar em Copenhague os deixa felizes.
Copenhague, Dinamarca. (Nick Karvounis/Unsplash/Divulgação)
A cidade também oferece iniciativas que facilitam o acesso dos jovens à cultura, como programas com entrada gratuita em equipamentos culturais para determinadas faixas etárias, além de eventos e festas de rua.
Berlim ocupa a oitava posição e se destaca pela diversidade cultural e pela facilidade de encontrar comunidades com interesses em comum. A cidade oferece desde aulas e eventos ligados a diferentes manifestações culturais até feiras, encontros e atividades voltadas para públicos específicos.
Berlim, Alemanha. (Norbert Braun/Unsplash/Divulgação)
Embora o custo de vida tenha aumentado, a capital alemã ainda mantém opções acessíveis em determinados segmentos, especialmente na cena artística. Segundo a pesquisa, 65% dos jovens avaliam positivamente os restaurantes, os espaços verdes, o bem-estar e a facilidade para conhecer novas pessoas. A vida noturna também recebeu 65% de aprovação, embora apenas 57% considerem seus preços acessíveis.
Valência aparece na nona colocação com uma combinação de clima, espaços ao ar livre, vida social e acessibilidade. Nada menos que 93% dos jovens entrevistados afirmaram que morar na cidade os deixa felizes, enquanto 86% destacaram positivamente a sensação de comunidade.
Valência, Espanha (Divulgação/Divulgação)
A cidade também tem investido em atividades coletivas ao ar livre, como grupos de corrida, trilhas, yoga e encontros para nadar no Mediterrâneo. Para completar, opções culturais gratuitas e um sistema de transporte com passes relativamente acessíveis tornam a rotina urbana ainda mais atraente para quem está começando a vida adulta.
Fechando o top 10 está Bangkok, que combina gastronomia, criatividade, entretenimento e uma vida urbana intensa. A cidade recebeu 87% de aprovação para sua cena gastronômica e 78% para a vida noturna, mas o dado que mais chama atenção é o índice de felicidade: 96% dos entrevistados disseram que a cidade os deixa felizes e que são mais felizes ali do que em outros lugares onde já viveram.
Bangkok, Tailândia. (Florian Wehde/Unsplash/Divulgação)
Além da tradicional cena de bares e restaurantes, a geração Z também vem ocupando a cidade com clubes de corrida, aulas de yoga e atividades de bem-estar. O bairro de Song Wat, por exemplo, aparece como um dos novos polos criativos, reunindo negócios instalados em antigas edificações e espaços dedicados à arte urbana.
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Chrys Hadrian.