O ranking das melhores cidades para viver em 2026 destaca destinos que combinam qualidade de vida, infraestrutura, cultura e contato com a natureza
Publicado em 6 de ago. de 2026, 14:00

Zurique (Suíça) (Unplash/Divulgação)
As melhores cidades para viver em 2026 foram rankeadas pelo The Global Liveability Index 2026, levantamento anual produzido pela Economist Intelligence Unit (EIU), unidade de pesquisa ligada ao The Economist. O estudo avaliou 173 municípios ao redor do mundo com base em critérios como estabilidade, educação, saúde, infraestrutura, cultura e meio ambiente.
Neste ano, Copenhague conquistou o primeiro lugar, seguida por cidades europeias, australianas, canadenses e japonesas. Embora localizadas em continentes diferentes, todas compartilham características que vão além dos indicadores econômicos, como espaços públicos de qualidade, mobilidade eficiente, acesso à natureza e planejamento urbano voltado ao bem-estar. A seguir, reunimos as principais características das 10 cidades que foram melhores avaliadas pela pesquisa.
A capital dinamarquesa lidera o ranking graças ao equilíbrio entre infraestrutura, sustentabilidade e qualidade dos serviços públicos. A cidade é conhecida pelo incentivo ao uso da bicicleta, pela mobilidade eficiente e pela presença constante de parques, canais e áreas verdes distribuídas pelo tecido urbano.
Copenhague (Civitatis/Divulgação)
Outro destaque está na relação entre arquitetura e cotidiano. Copenhague investe em espaços públicos acessíveis e em projetos que estimulam a convivência, mostrando como planejamento urbano e qualidade de vida caminham juntos.
Tradicional presença entre as primeiras colocadas do índice, Viena combina patrimônio histórico com uma infraestrutura moderna e altamente eficiente. Museus, teatros e espaços culturais convivem com um sistema de transporte público reconhecido pela facilidade de acesso.
Viena (Áustria) (Unplash/Divulgação)
Além disso, a cidade mantém extensas áreas verdes e políticas voltadas à habitação e aos serviços públicos, fatores que contribuem para seu alto padrão de habitabilidade.
Melbourne se destaca pela intensa vida cultural e pela diversidade de bairros, cada um com características próprias. Cafés, galerias, parques e eventos ao ar livre fazem parte da rotina dos moradores e ajudam a fortalecer a ocupação dos espaços públicos.
Melbourne (Austrália) (Unplash/Divulgação)
A cidade também investe em infraestrutura, mobilidade e preservação ambiental, oferecendo uma combinação entre dinamismo urbano e qualidade de vida.
Sydney alia a infraestrutura de uma grande metrópole a uma forte conexão com a paisagem natural. Praias, parques costeiros e áreas de lazer convivem com centros financeiros e culturais, criando uma dinâmica equilibrada.
Sydney, Austrália (Unplash/Divulgação)
Outro diferencial está na oferta de equipamentos urbanos, serviços públicos e transporte, que contribuem para a boa avaliação da cidade no ranking internacional.
Zurique é reconhecida pela organização urbana, pela eficiência do transporte público e pelos altos índices de segurança. A cidade também preserva uma estreita relação com o lago e as montanhas ao redor, incorporando a paisagem natural ao cotidiano.
Zurique (Suíça) (Unplash/Divulgação)
O planejamento urbano privilegia deslocamentos confortáveis e espaços públicos bem cuidados, reforçando a sensação de equilíbrio entre vida profissional e lazer.
Às margens do Lago Léman, Genebra reúne qualidade ambiental, diversidade cultural e forte presença de organismos internacionais. O cenário natural contribui para uma rotina marcada por atividades ao ar livre e pela valorização dos espaços públicos.
Genebra (Suíça) (Unplash/Divulgação)
A infraestrutura eficiente e os elevados padrões de saúde e educação ajudam a consolidar a cidade entre as mais bem avaliadas do mundo.
Osaka se destaca pela combinação entre inovação, mobilidade e tradição cultural. O eficiente sistema de transporte facilita a circulação pela cidade, enquanto bairros históricos convivem com áreas comerciais e tecnológicas.
Osaka mistura gastronomia, vida noturna vibrante e cenários iluminados que revelam o lado mais animado do Japão. (Expedia/Divulgação)
A oferta de serviços, a segurança e a organização urbana fazem da cidade uma referência em qualidade de vida dentro do contexto japonês.
Adelaide apresenta um ritmo mais tranquilo em comparação a outras grandes cidades australianas. Cercada por parques e próxima a regiões vinícolas e praias, ela oferece uma relação próxima com a natureza sem abrir mão da infraestrutura urbana.
Adelaide (Austrália) (Unplash/Divulgação)
A cidade também investe em cultura, educação e sustentabilidade, fatores que contribuem para sua presença entre as melhores colocadas do índice.
Vancouver é frequentemente lembrada pelo equilíbrio entre cidade e natureza. Cercada por montanhas e pelo oceano, oferece inúmeras oportunidades para atividades ao ar livre, além de uma extensa rede de parques urbanos.
(Divulgação/Divulgação)
A preocupação com sustentabilidade, mobilidade e planejamento urbano reforça a qualidade de vida e torna o município uma referência internacional.
Mesmo sendo uma das maiores metrópoles do planeta, Tóquio mantém elevados níveis de organização, segurança e eficiência. O sistema de transporte integra diferentes regiões da cidade e facilita os deslocamentos diários.
Tóquio, por Fernanda Marques (Jezael Melgoza/ Unsplash/Divulgação)
Ao mesmo tempo, bairros tradicionais, jardins e espaços culturais convivem com arquitetura contemporânea e tecnologia, criando uma cidade marcada pela diversidade de experiências.
O The Global Liveability Index 2026 também avaliou três cidades brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo e Manaus. Entre elas, o Rio de Janeiro aparece na 108ª posição do ranking. As colocações exatas de São Paulo e Manaus não foram divulgadas, mas a pesquisa informa que a capital paulista registrou pontuação próxima de 70, enquanto Manaus ficou na faixa entre 60 e 70 pontos.
Embora o desempenho brasileiro ainda esteja distante das cidades que lideram o índice, o estudo reforça a importância de investimentos contínuos em infraestrutura, mobilidade, saúde, educação e espaços públicos para elevar a qualidade de vida urbana.