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7 programas para redescobrir São Paulo além dos pontos turísticos clássicos

Descubra uma São Paulo além dos cartões-postais, com cinema de rua, arquitetura, natureza, literatura e programas para viver a cidade

Por Yeska Coelho

Publicado em 7 de out. de 2026, 16:00

08 min de leitura
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IslBG

IslBG (Nelson Kon/Divulgação)

São Paulo parece inesgotável. Mesmo depois de visitar MASP, Ibirapuera, Mercado Municipal, Pinacoteca e caminhar pela Avenida Paulista, a cidade ainda guarda lugares capazes de surpreender até quem vive na cidade há anos. Às vezes, basta trocar os grandes cartões-postais por endereços que revelam outras camadas da metrópole.


De um cinema de rua com sofás a um jardim projetado por um dos maiores paisagistas brasileiros, reunimos sete programas para redescobrir São Paulo quando a lista clássica de atrações já foi cumprida.

1. Curtir a programação noturna do Edifício Martinelli


Edifício Martinelli

(Divulgação/Divulgação)

Um dos ícones do Centro Histórico, o Edifício Martinelli também se tornou endereço para aproveitar São Paulo depois que o sol se põe. O terraço recebe uma programação noturna que inclui festas, música, gastronomia e eventos especiais, tendo como cenário uma vista privilegiada do skyline paulistano.


A experiência combina arquitetura, história e vida noturna em um dos edifícios mais emblemáticos da cidade. Entre prédios iluminados e referências de diferentes períodos da arquitetura paulistana, curtir uma noite no Martinelli é uma forma diferente de vivenciar o Centro — especialmente para quem já conhece São Paulo pelos roteiros mais tradicionais.

2. Conhecer a Vila Itororó


De moradia à centro cultural, Vila Itororó é um marco na arquitetura de SP

Vista da primeira piscina particular nos dias atuais / (Edson Lopes Jr./Divulgação)

Na Bela Vista, a Vila Itororó é um conjunto arquitetônico iniciado nos anos 1920 que atravessou diferentes capítulos da história paulistana. O espaço já foi associado à vida cultural da cidade, serviu como moradia para centenas de famílias e hoje funciona como centro cultural municipal.


A visita é especialmente interessante para quem gosta de arquitetura e patrimônio. O acesso é gratuito, e a programação cultural transforma o lugar em um ponto para conhecer São Paulo para além dos edifícios mais famosos.

3. Assistir a um filme no Cinesala


Cinesala.

Cinesala. (Cinesala/Divulgação)

Em uma cidade dominada pelos multiplexes dos shoppings, entrar em um cinema de rua ainda tem um charme particular. Localizado em Pinheiros, o Cinesala ocupa um endereço dedicado ao cinema desde 1962 e foi reformulado em 2014.


A sala tem 227 lugares e troca parte das poltronas convencionais por sofás que tornam a sessão quase uma extensão da sala de casa. A curadoria, o café-bar e a relação com o bairro ajudam a fazer do passeio algo maior do que simplesmente escolher um filme.

4. Caminhar pelo Parque Burle Marx


Parque Burle Marx em São Paulo.

Parque Burle Marx em São Paulo. (Fundação Aron Birmann/Divulgação)

Para descobrir uma São Paulo inesperadamente verde, vale seguir para o Morumbi. O Parque Burle Marx preserva remanescentes de Mata Atlântica e elementos de um projeto paisagístico concebido por Roberto Burle Marx, originalmente relacionado à antiga Chácara Tangará.


Palmeiras imperiais, espelhos d’água, pergolados e trilhas aparecem em meio à vegetação. É um passeio para desacelerar e observar o paisagismo como parte da experiência da cidade, longe do ritmo acelerado normalmente associado à capital.

5. Perder a hora no Sebo Pura Poesia


Sebo Pura Poesia: nostalgia e literatura no Ipiranga.

Sebo Pura Poesia: nostalgia e literatura no Ipiranga. (@sebopurapoesia/Instagram/Divulgação)

No Ipiranga, o Sebo Pura Poesia propõe uma relação diferente com os livros. A ideia não é entrar procurando necessariamente um título específico, mas permitir que alguma obra seja encontrada pelo caminho. O espaço reúne livros novos e usados, obras de arte e café.


É daqueles lugares em que vale reservar tempo para olhar as estantes sem pressa. Para completar o roteiro pelo bairro, o sebo fica próximo ao Museu do Ipiranga, permitindo combinar literatura, arquitetura e história em uma mesma região.

6. Entrar na Casa de Vidro de Lina Bo Bardi


A Casa de Vidro foi um espaço de convivência, experimentação e criação para Lina Bo Bardi, onde arquitetura, design, arte e natureza se encontravam no cotidiano.

A Casa de Vidro foi um espaço de convivência, experimentação e criação para Lina Bo Bardi, onde arquitetura, design, arte e natureza se encontravam no cotidiano. (Nelson Kon/Divulgação)

Escondida entre a vegetação do Morumbi, a Casa de Vidro foi o primeiro projeto construído de Lina Bo Bardi e residência da arquiteta e de Pietro Maria Bardi por mais de quatro décadas. Inaugurada em 1951, tornou-se um dos ícones da arquitetura moderna brasileira.


A transparência da fachada aproxima interior e jardim, enquanto móveis, objetos e obras ajudam a contar a história de seus moradores. As visitas são guiadas e precisam ser planejadas com antecedência, já que acontecem em horários determinados.

7. Fazer uma pausa na Casa das Rosas


casa das rosas

Casa das Rosas- Av. Paulista, 37 / (Reprodução/Divulgação)

Mesmo em plena Avenida Paulista, existe um endereço capaz de mudar completamente o ritmo do passeio. A Casa das Rosas ocupa um dos casarões históricos remanescentes da avenida e funciona como espaço dedicado especialmente à poesia, literatura e manifestações culturais.


Além das exposições e atividades literárias, vale conhecer o jardim, aberto diariamente e com entrada gratuita. É um lembrete de que descobrir São Paulo não significa necessariamente ir mais longe, mas aprender a enxergar com outros olhos lugares por onde talvez você já tenha passado dezenas de vezes.


Este texto foi desenvolvido com o auxílio do CASACOR Publisher, agente de conteúdo exclusivo desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. O conteúdo gerado foi posteriormente editado por Yeska Coelho.