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Arte

Encontro sobre Abraham Palatnik abre série de transmissões gratuitas

O primeiro encontro será sobre Abraham Palatnik, precursor da arte cinética no Brasil. O especial irá revelar histórias curiosas por trás de suas exposições

Por Redação

Publicado em 24 de jun. de 2020, 14:04

03 min de leitura
Encontro sobre Abraham Palatnik abre série de transmissões gratuitas

(Vicente de Mello)

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O artista em seu ateliê no Rio de Janeiro, em 2013. Imagem registrada por Vicente de Mello.

(Vicente de Mello)
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Objeto cinético CK-8, 1966/2005.

(Reprodução)
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Aparelho cinecromático SF-4, 1954-2004.

(Reprodução)
O grande mestre Abraham Palatnik, falecido em maio, aos 92 anos, é tema da primeira edição da série de encontros gratuitos e promovidos pela Art Unlimited, em parceria com a Agência Galo, com início no sábado 27/06, às 11h. Crônicas da Art Unlimited: as histórias e os bastidores das exposições contados por quem faz terá transmissão ao vivo pelo YouTube e plataforma Zoom. Os próprios produtores e curadores da maior exposição retrospectiva já realizada sobre Palatnik revelarão aos participantes suas percepções e experiências em torno do número um da arte cinética. As inscrições devem ser feitas pelo link. “Para nós é uma honra nos unirmos a nomes que admiramos em tributo a Abraham Palatnik, artista com quem tivemos a oportunidade de trabalhar e aprender tanto”, completa o curador Pieter Tjabbes. Os encontros terão como ponto de partida a exposição Abraham Palatnik – A reinvenção da pintura, mostra com mais de 85 trabalhos do artista, entre pinturas, aparelhos cinecromáticos, objetos cinéticos e lúdicos, mobiliário e desenhos de projetos que itinerou, entre 2013 e 2017, pelo Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB-DF), Museu Oscar Niemeyer (Curitiba), MAM SP, Fundação Iberê Camargo (Porto Alegre) e Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ), respectivamente. Filho de pais russos, Abraham Palatnik nasceu em Natal (PE) em 1928, mas foi criado em Tel Aviv. Ainda em Israel, já produzia pinturas de paisagens, retratos e natureza-morta. Voltou ao Brasil radicando-se no Rio de Janeiro na segunda metade da década de 1940, onde redefiniu seu estilo após visitar o Hospital Psiquiátrico Dom Pedro II, no Engenho de Dentro, e ter contato com produções artísticas de pacientes esquizofrênicos, orientadas pela psiquiatra Nise da Silveira. Formado em Engenharia, implementou os conhecimentos na sua produção, alinhando arte e tecnologia. Palatnik é o grande expoente da arte cinética, lançando um modelo de pintura com luz em movimento.
Data: 27/06 (sábado) 11h- Pieter Tjabbes e Felipe Scovino Uma conversa sobre o artista e os conceitos da exposição 11h30-Tânia Mills e Magali Melleu Sehn. Desafios de exibição e preservação de obras cinéticas: estudo de caso Palatnik 12h Pieter Tjabbes e Kristhyan Natal Desafios técnicos com cinecromáticos e objetos cinéticos de Palatnik