Conheça mais sobre Márcio Kogan, arquiteto e fundador do Studio MK27, e descubra sua trajetória, influências e alguns de seus projetos mais conhecidos
Publicado em 26 de ago. de 2026, 16:00

Márcio Kogan. (Hotel Designs/CASACOR)
Um dos principais nomes da arquitetura brasileira contemporânea, Márcio Kogan é o fundador do Studio MK27, escritório criado em São Paulo no final dos anos 1970 e hoje formado por mais de 70 profissionais, além de colaboradores em diferentes partes do mundo.
Márcio Kogan, fundador do Studio MK27, é um dos nomes mais reconhecidos da arquitetura brasileira contemporânea. (Gui Gomes/Editora Globo/CASACOR)
Ao longo de sua trajetória, o arquiteto construiu uma rica produção reconhecida pela linguagem contemporânea associada aos princípios do modernismo brasileiro. Sua atuação também ultrapassa o desenvolvimento de projetos: Kogan é membro honorário do American Institute of Architects (AIA), professor do Politecnico di Milano e integra os conselhos do MASP e do MUBE – Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia.
Além da arquitetura, o universo das miniaturas também desperta o interesse de Márcio Kogan, que mantém uma coleção em seu escritório. (Christian Schoeler Maldonado/CASACOR)
Formado em 1976 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Márcio Kogan também teve uma experiência marcante no cinema antes de se dedicar integralmente à arquitetura. Em 1988, dirigiu o longa-metragem Fogo e Paixão, e essa relação com a linguagem cinematográfica segue presente em sua maneira de pensar os espaços, especialmente na sucessão de cenas, no enquadramento das vistas e no trabalho com a luz natural.
Antes de se dedicar integralmente à arquitetura, Márcio Kogan dirigiu Fogo e Paixão (1988), longa-metragem estrelado por Isay Weinfeld, outro importante nome da arquitetura brasileira. (IMDb/CASACOR)
À frente do Studio MK27, foi reconhecido como uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil pela revista Época, integrou a lista “Wallpaper’s 150 Famous for 15 Years” e ocupou a 39ª posição na Dezeen Hot List de 2017. Kogan também lidera uma equipe formada, em grande parte, por arquitetos que trabalham com ele há mais de uma década.
Fazenda Catuçaba, projeto do Studio MK27. (Fernando Guerra/CASACOR)
Desde 2001, o Studio MK27 passou a adotar um sistema de criação e trabalho cooperativo, reunindo diferentes profissionais e áreas de atuação. A equipe é coordenada por quatro diretoras: Diana Radomysler, responsável pelos projetos de interiores; Renata Furlanetto e Suzana Glogowski, dirigem a equipe de arquitetura e assinam grande parte dos projetos; e Mariana Simas, como diretora executiva. A estrutura permite que os projetos sejam desenvolvidos de maneira coletiva, combinando diferentes conhecimentos, mas mantendo uma identidade arquitetônica comum.
Lighthouse, por Studio MK27. (Divulgação/CASACOR)
O trabalho de Kogan e do Studio MK27 costuma ser associado a uma releitura contemporânea do modernismo brasileiro. Formas simples, volumes bem definidos, grandes vãos, integração entre áreas internas e externas e materiais como madeira, concreto, pedra e vidro aparecem com frequência em seus projetos.
Edifício Itaim, por Studio MK27. (Pedro Vannucchi/CASACOR)
Em vez de buscar formas excessivamente complexas, a arquitetura se concentra nas proporções e na qualidade dos espaços, explorando varandas, pátios e a presença da paisagem como parte essencial da experiência. Essa busca por simplicidade, porém, não significa ausência de detalhes: acabamentos, mobiliário, iluminação e soluções de interiores são pensados de forma integrada à arquitetura.
Casa Pátios, projeto do Studio MK27. (Pedro Kok/Studio MK27/CASACOR)
Grande admiradora da geração modernista brasileira, a equipe do Studio MK27 busca repensar e dar continuidade a esse importante movimento arquitetônico. Por isso, os projetos do escritório valorizam a simplicidade formal e são desenvolvidos com extremo cuidado e atenção aos detalhes.
Residencial Redux, projeto do Studio MK27. (Fernando Guerra/Studio MK27/CASACOR)
Volumes bem definidos, grandes vãos, integração entre os ambientes internos e externos e uma seleção criteriosa de materiais aparecem com frequência em sua produção. O escritório procura reinterpretar os princípios modernista ao contexto contemporâneo, criando espaços onde arquitetura, interiores, paisagem, mobiliário e arte podem estabelecer relações complementares.
Casa Paraty, do Studio MK27. (Studio MK27/CASACOR)
A produção do Studio MK27 reúne residências, comerciais, projetos de hospitalidade, interiores e design, incluindo obras como a Casa Paraty, a Casa Jungle, a Casa Cobogó e o Hotel Fasano Itaim. Desde a adoção do modelo colaborativo, em 2001, o escritório conquistou mais de 250 prêmios nacionais e internacionais, entre eles reconhecimentos do IAB, WAF, Architectural Review, Dedalo Minosse, Record House, Leaf, D&AD, Barbara Cappochin, Iconic, AZ e Prix Versailles.
Fasano Itaim, projeto arquitetônico e de interiores por Studio MK27. (Fran Parente/Studio MK27/CASACOR)
Em 2012, o Studio MK27 representou o Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza. Márcio Kogan e as diretoras do escritório também participam regularmente de palestras e workshops em instituições como a Royal Academy of Arts, FAU-USP, Politecnico di Milano, Rice University, Cornell University e Yale University, reforçando a presença internacional de uma arquitetura que, embora produzida a partir de São Paulo, mantém um diálogo constante com o mundo.










