Escolhido como Cor do Ano 2027, o Pedra Natural ecoa reflexões de Mente e Coração sobre presença, equilíbrio e retorno ao essencial
Publicado em 9 de set. de 2026, 12:30

(Divulgação/Divulgação)
Pedra Natural é a cor do ano 2027 da Coral. Anunciado nesta quarta-feira (9), o tom é um verde-claro suave e acinzentado, inspirado em nuances encontradas nas folhas de sálvia e escolhido para traduzir um desejo crescente por calma, presença e reconexão dentro e fora de casa.
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A definição faz parte do ColourFutures, estudo global realizado há 23 anos pela AkzoNobel, fabricante da Coral, para interpretar comportamentos, sentimentos e movimentos culturais que devem influenciar os próximos anos.
O estudo é conduzido por Heleen van Gent, Diretora Criativa do Centro de Estética Global da AkzoNobel, e sua equipe que reúne analistas de tendências, arquitetos, designers, coloristas e jornalistas de diferentes regiões do mundo. O grupo acompanha movimentos sociais, econômicos, culturais e de design para identificar comportamentos que podem influenciar a maneira como as pessoas vivem e se relacionam com os espaços. No Brasil, o ColourFutures é representado pelas designers e artistas plásticas Adriana Pedrosa e Carlota Gasparian, parceiras de longa data do estudo.
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Em 2027, a leitura aponta para uma reação ao excesso de estímulos, ao ruído constante e ao cansaço da vida digital. Ao mesmo tempo em que cresce a sensação de falta de conexões humanas verdadeiras, diante de tantas informações e coisas para administrar, surge o desejo de reduzir o ritmo e abrir espaço para experiências mais essenciais.
Para Heleen van Gent, o excesso de estímulos e a sensação de sobrecarga têm reforçado a necessidade de ambientes mais descomplicados e serenos. “A ideia é recuperar a conexão com o que há de mais humano e essencial em nossas vidas”, afirma. Segundo ela, a cor Pedra Natural traduz esse sentimento ao trazer um verde suave e versátil, capaz de se transformar sutilmente conforme a incidência da luz.
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O tom Pedra Natural transita entre diferentes referências do mundo natural. Ao mesmo tempo que se aproxima do verde da vegetação, sua camada acinzentada remete às tonalidades discretas de pedras e cristais. Essa conexão entre o vegetal e o mineral ajuda a construir sua versatilidade visual e a sensação de serenidade associada à cor.
Em diferentes culturas, os verdes aparecem historicamente vinculados a ideias de crescimento, vida, restauração e renovação. No Pedra Natural, essa simbologia se traduz em uma tonalidade suave e equilibrada: um verde menta levemente acinzentado, luminoso e delicado, que leva frescor aos ambientes e contribui para composições acolhedoras.
Há também uma dimensão física relacionada à sensação de conforto. Por ocupar a região central do espectro visível, o verde tende a ser percebido pelos olhos com menos esforço do que outras cores. Em uma rotina marcada por telas, imagens e informações em sequência, essa característica reforça a ideia de descanso visual.
O cenário que orientou a escolha do Pedra Natural encontra diversos pontos de contato com Mente e Coração, tema da CASACOR 2026. Os dois movimentos partem de uma reflexão semelhante: diante de uma realidade marcada pela sobrecarga, cresce a necessidade de voltar ao essencial e repensar a forma como habitamos os espaços e conduzimos a própria rotina.
Paola Ribeiro - Casa Coral Lugar de Afeto. Projeto da CASACOR São Paulo 2024. (MCA Estúdio/Divulgação)
Esse excesso não se limita ao universo digital. Ele também pode se manifestar no acúmulo de objetos, estímulos e informações dentro de casa, contribuindo para uma sensação contínua de fadiga e dispersão.
Ana Maria Miller, Elisa Torres e Tainá Torres - PERMANE(SER). Projeto da CASACOR Goiás 2026. (Edgard César/Divulgação)
Como contraponto, surge o desejo de simplificar, aprofundar conexões humanas e recuperar o valor das pequenas experiências cotidianas. O prosaico passa a ocupar um lugar importante: estar presente, observar o entorno e encontrar espaço para o encantamento tornam-se dimensões possíveis de bem-estar.
Marta Calasans - Pequena Amazônia - Quarto do Filho. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Daniela Magario/Divulgação)
É nesse contexto que aparece o conceito da Coral de O Viver Elemental, associada a um refúgio de simplicidade, acolhimento e leveza, no qual cada momento pode ser vivido com mais presença e significado. O lar passa a ser entendido não apenas como espaço físico, mas também como sentimento e ideia — um lugar capaz de oferecer respiro em meio ao excesso.
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Nos interiores, o Pedra Natural pode atuar como um ponto de equilíbrio, aproximando a casa da natureza de maneira sutil. Sua presença não exige uma estética específica nem transforma o ambiente em uma interpretação literal do universo natural, o que amplia suas possibilidades de uso.
A tonalidade pode funcionar como base para que outras cores ganhem protagonismo. Terrosos, azuis, rosas e neutros estão entre as combinações sugeridas e reforçam o caráter flexível do verde, que se adapta a composições mais suaves ou contrastantes sem disputar atenção com os demais elementos.
A mesma versatilidade permite que o Pedra Natural ocupe superfícies maiores e envolva o ambiente por completo. Nesse caso, deixa de ser apenas pano de fundo e passa a conduzir a atmosfera do espaço, preservando uma sensação de acolhimento, luminosidade e equilíbrio.
O Pedra Natural integra três paletas desenvolvidas pela Coral para 2027. Ao todo, são 29 cores que partem do mesmo desejo de reconexão, mas exploram respostas distintas para a vida contemporânea. Em comum, as três paletas têm também um off-white, o Peça de Cristal, que transita entre as diferentes combinações.
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A Paleta Estar Perto reúne tons quentes e terrosos inspirados na paisagem natural, combinados a cores mais radiantes. Vermelhos terrosos, roxos, lilases e amarelo ocre ajudam a construir uma composição de maior intensidade e presença. A seleção também se aproxima do universo do feito à mão e da valorização do artesanal, com texturas, materiais naturais e peças que evidenciam processos manuais reforçando a sensação de proximidade e conexão.
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Mais discreta, a Paleta Deixar Ir aposta em tonalidades suaves e dessaturadas. Marrons, azuis e verdes aparecem em versões contidas, construindo uma sensação visual associada à leveza e à purificação. Referências ao mar e ao céu também fazem parte da composição, com nuances como o azul-hortênsia. As cores preservam luminosidade e funcionam como uma alternativa aos neutros tradicionais, sem perder personalidade.
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A Paleta Chamar para Si segue uma direção mais expressiva. Rosas, lilases e amarelos ocres acrescentam pontos de cor aos ambientes e ajudam a criar composições com maior vitalidade. A proposta está ligada ao desejo de voltar a sentir, utilizando a cor como recurso para despertar emoções e renovar a relação com os espaços. Em vez do excesso, a intensidade aparece de maneira pontual e consciente, como parte de uma decoração mais sensível e conectada à experiência de morar.