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SP City: veja o trajeto da corrida que leva aos pontos mais icônicos da cidade

Do Pacaembu até dentro do Jockey Club, os 42 km da SP City Marathon 2026 atravessam 18 bairros e cartões-postais de São Paulo

Por Yeska Coelho

Publicado em 25 de jul. de 2026, 10:20

08 min de leitura
Corredores no Parque Ibirapuera, em SP.

Corredores no Parque Ibirapuera, em SP. (Fabio Piva/Red Bull Content Pool/Divulgação)

Correr 21 ou 42 quilômetros pelas ruas de São Paulo já seria desafio suficiente para qualquer atleta. Mas a SP City Marathon — que neste domingo, 26 de julho, celebra sua 10ª edição — propõe algo a mais: transformar o esforço físico em um roteiro pela cidade que mais corre no Brasil.

Do Pacaembu ao Jockey Club, os cerca de 32 mil inscritos vão cruzar 18 bairros, passando por marcos históricos, avenidas simbólicas e parques que resumem a paisagem paulistana.

Mais do que uma prova de resistência, a SP City reforça um conceito que vem ganhando força entre corredores: o de que a rua também é território para bem-estar e contemplação. Entre um posto de hidratação e outro, o percurso convida o atleta a erguer os olhos — para prédios centenários, arranha-céus, parques e monumentos que fazem de São Paulo um cenário e tanto para quem também corre de olho na paisagem.

A seguir, selecionamos ponto a ponto, por onde passa o trajeto.

Praça Charles Miller: a largada em frente ao Pacaembu


Arena Pacaembu Reforma Mercado Livre Marcas

(Divulgação/Divulgação)

Tudo começa na Praça Charles Miller, bem em frente ao tradicional Estádio do Pacaembu, um dos símbolos do futebol paulistano erguido nos anos 1940. A primeira largada, às 5h10, é reservada aos atletas PCD, seguida pela elite às 5h15 e pelos demais pelotões até as 6h35. Para os moradores de Higienópolis e da região, a orientação é evitar o carro: a Avenida Pacaembu fica fechada em direção à praça, e o acesso recomendado é por transporte por aplicativo, táxi ou metrô, pelas estações Clínicas ou Paulista.

Memorial da América Latina e a nova rota pela zona oeste


Memorial da América Latina

(Divulgação/Divulgação)

A grande novidade do percurso 2026 está logo nos primeiros quilômetros. Para comportar o recorde de inscritos, a organização substituiu o trecho que passava pelo Elevado Presidente João Goulart — o Minhocão — por um novo trajeto que segue pela Avenida Doutor Abraão Ribeiro, cruza as imediações do Memorial da América Latina (o complexo cultural projetado por Oscar Niemeyer) e segue pelas avenidas Norma Pieruccini Giannotti, Rudge e Rio Branco. É o primeiro grande cartão-postal da prova.

Theatro Municipal e o coração histórico do Centro


Theatro Municipal de São Paulo

(Theatro Municipal/Divulgação)

Dali, o percurso mergulha no Centro histórico, passando perto do Theatro Municipal, um dos maiores símbolos arquitetônicos da cidade, e do Viaduto do Chá, ponto icônico que liga o Vale do Anhangabaú ao Centro Novo. É um dos trechos mais fotografados da SP City: prédios art déco, o burburinho que começa a acordar e a arquitetura eclética do centro antigo formam o pano de fundo para quem ainda está nos primeiros terços da prova.

Avenida 23 de Maio: um dos maiores desafios para os atletas


Depois do Centro, vem um dos trechos mais respeitados por quem já correu a SP City: a subida da Avenida 23 de Maio rumo ao bairro do Paraíso. É aqui que o percurso "fica sério", como dizem os corredores mais experientes — um trecho técnico e desafiador que, historicamente, sempre fez parte do traçado da prova desde as primeiras edições. Vencida a subida, começa finalmente a descida, um alívio bem-vindo para as pernas.

Ibirapuera e o Obelisco: o parque mais querido da cidade


Planetário do Ibirapuera

Planetário do Ibirapuera. (Planetário do Ibirapuera/Divulgação)

Um dos pontos altos da experiência turística do percurso é a passagem pela região do Parque Ibirapuera, o pulmão verde mais famoso de São Paulo, com vista para o Obelisco às Vítimas de 1932 — monumento erguido em homenagem à Revolução Constitucionalista. É também no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, dentro do parque, que acontece a Nike SP City Expo, onde os corredores retiram seus kits nos dias que antecedem a prova. Passar correndo por ali, com o parque ainda tranquilo na manhã de domingo, é um dos momentos mais celebrados por quem já disputou o evento.

Avenida Faria Lima e a Marginal Pinheiros: um horizonte de arranha-céus


Seguindo pela zona sul, o traçado avança pela Avenida Faria Lima — um dos principais polos financeiros da América Latina, com sua paisagem de torres de vidro e aço — e pela Marginal Pinheiros, de onde é possível ver o rio e o perfil moderno da cidade. É também nessa região que fica o primeiro ponto de corte da maratona: no km 25,4, na Praça Panamericana, os atletas que passarem depois das 10h15 seguem por um trajeto alternativo, cerca de 4 km mais curto, direto para a chegada.

Cidade Universitária: o campus da USP entra no percurso da maratona


Exclusivo de quem corre os 42,195 km completos, o trecho final leva os maratonistas para dentro da Cidade Universitária, no Butantã. O segundo ponto de corte fica no Portão 2 da USP (km 32,8, limite às 11h20), e mais adiante, no km 39 — Portão 1 da USP —, os corredores que chegarem depois das 11h30 precisam aguardar a liberação dos fiscais para cruzar a Rua Alvarenga. É um respiro diferente dentro do circuito: arborizado, mais tranquilo, quase um contraponto ao concreto do Centro e da Faria Lima.

Jockey Club de São Paulo: a chegada com estilo


A linha de chegada — tanto da maratona quanto da meia-maratona — fica dentro do Jockey Club de São Paulo, tradicional hipódromo que também é point de eventos e lazer na cidade. O acesso se dá pelo portão 12, na Rua Dr. José Augusto de Queiroz, próximo ao Butantã, com estações de trem e metrô nas imediações (Cidade Jardim e Hebraica-Rebouças, pela CPTM, ou Butantã, pelo metrô). Ali, com a torcida animada, música ao vivo e distribuição de banana, isotônico e balas de goma nos últimos metros, os atletas fecham um percurso de 18 bairros que funciona quase como uma aula de geografia urbana correndo.