Ao todo, 28 áreas emblemáticas do Parque da Água Branca, como o Espaço de Leitura e a Casa do Caboclo, passaram por obras de melhoria e requalificação em 12 mil m²
Publicado em 26 de set. de 2026, 12:00

Parque da Água Branca (Fran Parente/CASACOR)
O Parque da Água Branca recebeu nesta sexta-feira (25) jornalistas e parceiros, além de representantes da Arsesp, da Semil e das Subprefeituras de Pinheiros e da Lapa, para apresentar uma série de intervenções de melhoria em sua infraestrutura, que abrangem uma área de 12 mil m² e alcançam 28 espaços, entre edificações históricas, áreas ambientais, equipamentos de lazer e cultura, jardins, caminhos e estruturas de apoio.
A apresentação foi conduzida por Paulo Bernardes, diretor-geral da Reserva Parques, concessionária responsável pela gestão do Parque, e Sônia Reis, gerente-geral do Parque da Água Branca. Com investimento aproximado de R$10 milhões, a requalificação tem o objetivo de preservar o patrimônio, restaurar espaços e reintegrá-los ao uso da população, permitindo novas possibilidades de uso, convivência e contato com a natureza.
"Nosso grande objetivo é reintegrar o Parque da Água Branca ao dia a dia do paulistano", afirmou Paulo Bernardes. "Nós temos uma joia dentro da cidade que estava adormecida e hoje refloresce".
Corte da faixa inagural que marcou a abertura da nova fase. (Giovanna Jarandilha/CASACOR)
O processo de qualificação do parque se baseou em três pilares: preservar, cuidar e reintegrar. Entre as áreas revitalizadas, está o Espaço de Leitura – ícone simbólico do parque, o conjunto arquitetônico de 347 m² reúne nove quiosques e está inserido em uma área arborizada. O local agora volta a receber o Centro de Visitantes, a Casa dos Livros (com espaço de leitura gratuito), o Ateliê Educativo e Galerias para exposições permanentes, além de espaços para ações temporárias.
Foi ali que Paulo, Sônia e outros representantes do parque cortaram a faixa inagural que marcou a abertura dessa nova fase. "Um parque cumpre sua função quando consegue proteger sua natureza e seu patrimônio e, ao mesmo tempo, oferecer às pessoas a oportunidade de estar ali, caminhar, conviver e se conectar com esse lugar”, destacou Bernardes.
Quiosques de Leitura. (Parque da Água Branca/CASACOR)
Já o Espaço Cultural Tattersal, antigo local de exposições de gado e leilões, foi transformado em um auditório de 176 lugares, com novo sistema de som, iluminação cênica e tratamento acústico. As poltronas também foram substituídas, ampliando o conforto de quem ocupa o espaço. "A gente já está planejando algumas programações gratuitas para acontecerem aqui neste espaço", revelou Bernardes.
Passarela da Área de Preservação Permanente. (Giovanna Jarandilha/CASACOR)
O grande destaque talvez seja a Passarela da Área de Preservação Permanente (APP), cuja reinauguração, após anos fechada – desde antes do início da concessão –, permitiu aos visitantes atravessar um trecho de vegetação sem interferir diretamente na área natural. Trata-se de uma passarela que organiza o acesso, melhora a circulação, protege a vegetação e os recursos naturais existentes no local.
A experiência sensorial é acompanhada pelo cantos dos pássaros e por inesperados encontros com os saguis, e contempla também a vista para o Tanque de Carpas e os acessos da Nascente, que receberam melhorias significativas, incluindo a renovação do paisagismo e adequações de segurança para o uso público.
Vista para o Tanque de Carpas. (Giovanna Jarandilha/CASACOR)
Outro espaço emblemático do parque, a Casa do Caboclo, símbolo da cultura caipira e da vida rural de São Paulo, foi requalificado com o objetivo de garantir a conservação, a segurança e a funcionalidade do imóvel. De arquitetura rústica, pensada para reproduzir características das antigas moradias do interior paulista, a casa foi recuperada com o apoio dos órgãos competentes para manter viva a memória das tradições rurais e da relação do parque com a história e a cultura do estado.
“Cada espaço tem uma história e uma função dentro da experiência do parque. Recuperá-los significa preservar essa memória, mas também permite que esses lugares voltem a cumprir seu papel de lazer, convivência e cultura na vida das pessoas. Todo o processo foi feito com muito cuidado e qualidade, respeitando as diretrizes dos órgãos de tombamento”, explica Bernardes.
Playground. (Parque da Água Branca/CASACOR)
As obras de melhoria também contemplaram o Playground de Madeira, Playground de Areia e a Praça do Idoso, que passaram por manutenção dos brinquedos e mobiliários, substituição de equipamentos antigos e melhorias no sanitário, adaptado para o uso em família.
Caminho Paulinho Nogueira. (Parque da Água Branca/CASACOR)
Por fim, áreas que fazem parte da experiência cotidiana dos visitantes, como o Caminho Paulinho Nogueira, passaram por adequações no pavimento, correção de pontos de drenagem e implantação de soluções de acessibilidade. Batizado em homenagem ao músico paulista, autor de uma canção dedicada ao Parque da Água Branca, o caminho ganha agora uma nova etapa de cuidado e permanece ligado à memória do lugar também pela música.