Publicado em 2 de out. de 2026, 12:00

Escultura de 3,25 m leva capim-dourado do Jalapão à CASACOR Tocantins. (Divulgação/CASACOR)
O conhecimento que existe antes do desenho e permanece inscrito na matéria. É dessa premissa que nasce a obra Mãos que Lembram, criada pela artista, designer e curadora Nina Coimbra para o ambiente Praça Olaria, assinado por Mara Magalhães para CASACOR Tocantins 2026.
Mara Magalhães - Praça Olaria. Projeto da CASACOR Tocantins 2026. (Edgard César/CASACOR)
A instalação é monumental: uma escultura de 3,25 m composta por vasos, jarros e cestos de capim-dourado organizados em colunas vazadas, que aproxima o artesanato secular da escala arquitetônica e da arte contemporânea.
Escultura de 3,25 m leva capim-dourado do Jalapão à CASACOR Tocantins. (Divulgação/CASACOR)
Alinhada ao tema oficial da mostra, Mente e Coração, a obra é fruto de uma imersão sensível junto às artesãs da Associação Comunitária dos Artesãos e Pequenos Produtores de Mateiros (ACAPPM), que reúne lideranças femininas das comunidades Quilombolas Carrapatos e Do Rio, além de povoados tradicionais do Jalapão, como Fazenda Nova, Galheiros e Jacurutu.
Escultura de 3,25 m leva capim-dourado do Jalapão à CASACOR Tocantins. (Divulgação/CASACOR)
“Cada peça carrega uma memória que não está escrita, mas inscrita na fibra. 'Mãos que Lembram' olha para a ancestralidade como uma tecnologia viva em movimento. A tradição se mantém forte porque continua se reinventando no presente”, destaca Nina Coimbra.
Escultura de 3,25 m leva capim-dourado do Jalapão à CASACOR Tocantins. (Divulgação/CASACOR)
A colaboração dá continuidade à histórica projeção do capim-dourado e do buriti no design brasileiro, iniciada em projetos como Jalapoeira Apurada, de Marcelo Rosenbaum.
Escultura de 3,25 m leva capim-dourado do Jalapão à CASACOR Tocantins. (Divulgação/CASACOR)