Descubra cinco encontros entre moda e arquitetura que transformaram referências arquitetônicas em coleções, acessórios e projetos icônicos
Publicado em 28 de jul. de 2026, 10:00

As formas orgânicas e os mosaicos de Antoni Gaudí inspiraram a coleção de alta-costura da Schiaparelli outono-inverno 2026/27. (Schiaparelli/C messier/Wikimedia Commons/Divulgação)
Poucas áreas dialogam de forma tão natural quanto moda e arquitetura. Embora atuem em escalas diferentes, ambas compartilham princípios como proporção, forma, materialidade e inovação, fazendo com que estilistas e arquitetos frequentemente busquem inspiração um no trabalho do outro.
Ao longo das últimas décadas, essa troca criativa deu origem a coleções e projetos que ultrapassam os limites de cada disciplina. Das formas orgânicas de Antoni Gaudí às curvas futuristas de Zaha Hadid, confira cinco encontros que mostram como esses universos caminham lado a lado.
Conhecida pelo minimalismo sofisticado, a grife suíça Akris encontrou no arquiteto japonês Sou Fujimoto uma referência perfeita para desenvolver coleções marcadas pela leveza e pela transparência.
House of Music Hungary, projeto de Sou Fujimoto. Ao lado, desfile da Akris primavera/verão 2016. (Liget Budapest/Akris/Divulgação)
As estruturas delicadas, as sobreposições e os vazios característicos da arquitetura de Fujimoto foram traduzidos em tecidos fluidos, recortes geométricos e silhuetas que parecem flutuar sobre o corpo. O resultado é uma moda que dialoga diretamente com conceitos arquitetônicos de espaço, luz e permeabilidade.
Durante a Miami Art Week, Pharrell Williams, diretor criativo masculino da Louis Vuitton, apresentou a DROPHAUS, uma instalação em forma de casa transparente que une arquitetura, música, design e moda. Concebido como um espaço de convivência e experiências culturais, o projeto reforça a ideia de que a arquitetura pode funcionar como extensão da identidade de uma marca.
A DROPHAUS, casa transparente idealizada por Pharrell Williams, foi o cenário do desfile masculino de outono/inverno 2026 da Louis Vuitton. (Louis Vuitton/Divulgação)
Com volumes limpos e fachadas translúcidas, a construção simboliza o novo posicionamento criativo da Louis Vuitton sob o comando de Pharrell, aproximando o universo do luxo de uma experiência arquitetônica contemporânea.
A coleção de alta-costura outono/inverno 2026-27 da Schiaparelli, intitulada The Call of the Void, nasceu após o diretor criativo Daniel Roseberry visitar as obras de Antoni Gaudí em Barcelona. Impressionado pelas formas orgânicas, pelas superfícies escultóricas e pela experimentação de materiais presentes na arquitetura do catalão, Roseberry abandonou referências tradicionais da alta-costura para criar peças feitas de silicone, látex e superfícies artesanalmente trabalhadas.
As formas orgânicas e os mosaicos de Antoni Gaudí inspiraram a coleção de alta-costura da Schiaparelli outono-inverno 2026/27. (Schiaparelli/Leandro Neumann Ciuffo/Wikimedia Commons/Divulgação)
Vestidos esculturais, ombros exagerados e bordados que lembram os mosaicos trencadís de Gaudí transformam o corpo em uma verdadeira construção arquitetônica, reforçando a ideia de que a moda também pode ser um espaço para explorar estrutura, matéria e natureza.
A arquitetura tradicional asiática sempre esteve entre as referências de Giorgio Armani, influência que ganhou destaque na coleção Giorgio Armani Privé Primavera 2009. O desfile apresentou uma forte estética oriental, inspirada especialmente nas pagodas, com ombros estruturados que remetiam aos telhados desses templos, penteados elaborados, estampas florais de inspiração chinesa e tons intensos de vermelho, em referência às tradicionais lacas japonesas e às gueixas.
A coleção Giorgio Armani Privé Primavera 2009 buscou inspiração na arquitetura das pagodas asiáticas. (Giorgio Armani/Afeeq Nadzrin/Unsplash/Divulgação)
Ao mesmo tempo, a coleção também dialogava com o glamour de Hollywood, trazendo vestidos de alta-costura pensados para o tapete vermelho. O resultado foi um equilíbrio entre a sofisticação característica de Armani e elementos arquitetônicos orientais, transformando referências históricas em uma linguagem contemporânea e elegante.
Conhecida por levar sua linguagem arquitetônica para diferentes áreas do design, Zaha Hadid colaborou com a marca United Nude, fundada pelo designer holandês Rem D. Koolhaas, sobrinho do renomado arquiteto Rem Koolhaas, para criar um sapato que mais se assemelha a uma escultura.
Criado por Zaha Hadid para a United Nude, o sapato transforma as curvas da arquitetura em um objeto de design para vestir. (Divulgação/Divulgação)
Produzido com tecnologias inovadoras de fabricação, o modelo traduz as curvas fluidas e as formas futuristas características de Hadid, transformando o calçado em um objeto de design que aproxima, mais uma vez, os universos da moda e da arquitetura.
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Chrys Hadrian.