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Arquitetura, Notícias

Exposição do Vaticano é o grande destaque da Bienal de Veneza 2018

Pela primeira vez na exibição, o país apresente onze capelas projetadas por arquitetos de todos os continentes

Por Fernanda Drumond

Publicado em 20 de jun. de 2018, 15:32

01 min de leitura
Exposição do Vaticano é o grande destaque da Bienal de Veneza 2018

(Divulgação)

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Javier Corvalán projetou a capela como uma secção transversal de um cilindro colocado em equilíbrio num ponto de apoio. Toda a estrutura é feita de aço, enquanto o cilindro não toca o solo – se a terra for sacudida ou se o vento soprar, a construção se move.

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Concebida como um prelúdio para a exposição, a estrutura projetada por Francesco Magnani exibe os desenhos arquitetônicos de Gunnar Asplund aplicados na capela original – localizada no cemitério Skogskyrkogården, na Suécia. Medindo apenas 33 , o pavilhão se refere tanto à arquitetura do cemitério quanto à aparência de cabanas em ambientes naturais.

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A capela de Ricardo Flores e Eva Prats apresenta-se a partir de uma parede paralela ao caminho. Nesta parte, uma porta vira-se para o bosque, abandonando o destino conhecido oferecido pelos caminhos lineares em direção ao desconhecido.

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A capela da brasileira Carla Juaçaba é feita de quatro vigas de aço, com 8 metros de comprimento. Duas compõem os bancos e as outras duas, a cruz. Repousando sobre sete peças de concreto, as vigas de aço inoxidável refletem o entorno, fazendo a capela quase desaparecer no bosque.

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Eduardo Souto de Moura projetou um espaço fechado por quatro paredes de pedra com outra rocha no centro, fazendo referência a um altar. A entrada do templo está oculta no interior, as paredes têm uma saliência sobre a qual os visitantes podem sentar e apreciar.

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O projeto de Sean Godsell amplia a ideia da igreja como uma entidade resiliente e dinâmica, capaz de sobreviver a milhares de quilômetros de Roma. A capela  pode ser transportada, erguida, reembalada e reerguida onde quer que seja necessário.

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A estrutura de Francesco Cellini consiste em dois volumes interligados que contêm áreas de assentos, bem como dois elementos litúrgicos principais: um púlpito e um altar. A capela se abstém da exuberância da forma, trabalhando com o essencial.

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A estrutura simples de Andrew Berman assemelha-se aos galpões e edifícios pré-fabricados. Todas as superfícies externas são revestidas por folhas de policarbonato translúcido, enquanto o interior é revestido por compensado pintado de preto. A estrutura é uma forma precisa de origem anônima, uma presença indeterminada na paisagem.

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A capela transversal de Terunobu Fujimori apresenta uma parede externa preta, que sugere um lugar de oração silenciosa. A parede interna é coberta com gesso e embutida com pedaços de carvão, mas ao redor da cruz ela permanece branca, enfatizando a parte dourada.

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Smiljan Radic projetou uma capela cônica com paredes finas e um teto aberto, reunindo o monumental ao aconchego. A construção foi inspirada nos santuários à beira da estrada.

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Norman Foster criou um pequeno santuário com foco na paisagem natural. O deque de madeira e três cruzes se transformaram em uma estrutura íntegra e imponente.

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Pela primeira vez na Bienal de Arquitetura de Veneza, o Vaticano possui um pavilhão especial, o Vatican Chapels (Capelas do Vaticano, em tradução livre), que abriga projetos de igrejas de 11 arquitetos. Com representantes dos cinco continentes, os espaços trazem diversas referências culturais.
Segundo o Cardeal Gianfranco Ravasi, ministro de cultura do Vaticano, o pavilhão foi inspirado pela Woodland Chapel, em Estocolmo, feita pelo suíço Gunnar Asplund. Recentemente o Cardeal reclamou que as igrejas modernas são “feias e não agradáveis ou acolhedoras para rezar” e espera que as Capelas do Vaticano recuperem o diálogo entre o sagrado e a arquitetura. Sob a curadoria de Francesco Dal Co, historiador de arquitetura, nomes importantes foram selecionados para os projetos. Confira as capelas na galeria!