Conheça 8 estilos arquitetônicos que marcaram a história e ainda influenciam projetos contemporâneos, do clássico ao moderno
Publicado em 24 de ago. de 2026, 17:00

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A arquitetura acompanha as transformações da sociedade, da tecnologia e dos modos de viver. Por isso, ao longo da história, diferentes estilos arquitetônicos surgiram para traduzir valores, necessidades e características culturais de cada período.
Alguns são facilmente reconhecidos por suas formas e ornamentos, enquanto outros priorizam funcionalidade, materiais aparentes ou integração com o entorno. Conhecer essas referências ajuda não apenas a compreender edifícios históricos, mas também a identificar influências presentes em projetos atuais. A seguir, reunimos oito estilos importantes para entender a evolução da arquitetura e suas principais características.
Inspirada principalmente nas construções da Grécia e da Roma Antigas, a arquitetura clássica valoriza proporção, simetria, equilíbrio e ordem. Entre seus elementos mais conhecidos estão as colunas, frontões, entablamentos e pórticos, organizados de acordo com regras precisas.
O Partenon, em Atenas, é um ícone da arquitetura clássica. Suas formas simétricas e colunas dóricas inspiraram profundamente o movimento neoclássico séculos depois. (Spencer Davis/Unsplash/Divulgação)
As ordens clássicas — dórica, jônica e coríntia — também são referências fundamentais desse estilo. Sua influência atravessou séculos e pode ser observada em palácios, edifícios institucionais, igrejas e residências que incorporam elementos monumentais e composição rigorosamente equilibrada.
Desenvolvida na Europa durante a Idade Média, especialmente entre os séculos XII e XV, a arquitetura gótica é marcada pela verticalidade e pela busca por espaços internos mais altos e luminosos.
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Arcos ogivais, abóbadas de nervuras, arcobotantes e grandes vitrais estão entre seus principais elementos. As catedrais são os exemplos mais conhecidos, com fachadas elaboradas e interiores que utilizam a luz como parte importante da experiência espacial. A estrutura permitia reduzir o peso das paredes e abrir grandes vãos para os vitrais.
A arquitetura renascentista surgiu na Itália entre os séculos XV e XVI, recuperando princípios da Antiguidade clássica e combinando-os com novos conhecimentos artísticos e científicos. O estilo privilegia simetria, geometria, proporção e clareza na composição dos espaços.
Catedral Santa Maria del Fiore, em Florença/Itália. (Ali Nuredini/Unsplash/Divulgação)
Diferentemente da verticalidade gótica, os edifícios renascentistas tendem a apresentar uma organização mais horizontal e racional. Cúpulas, colunas, pilastras e fachadas cuidadosamente proporcionadas aparecem com frequência em igrejas, palácios e edifícios públicos do período.
A arquitetura barroca ganhou força na Europa entre os séculos XVII e XVIII e ficou conhecida pela exuberância, pelo movimento e pela riqueza de detalhes. Fachadas curvas, volumes dinâmicos, ornamentação intensa, contrastes de luz e sombra e interiores decorados são algumas de suas características.
Igreja Matriz - Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias / Ouro Preto, Minas Gerais (Lucia Barreiros Silva/Divulgação)
No Brasil, o barroco teve forte presença na arquitetura religiosa colonial, especialmente em cidades históricas de Minas Gerais. Igrejas com altares ornamentados, esculturas e elementos dourados são exemplos marcantes da adaptação do estilo ao contexto brasileiro.
Como o próprio nome sugere, o neoclássico retomou referências da arquitetura clássica, mas dentro do contexto cultural dos séculos XVIII e XIX. O estilo buscava transmitir racionalidade, equilíbrio e monumentalidade, recorrendo a elementos como colunas, frontões, escadarias e fachadas simétricas.
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No Brasil, a arquitetura neoclássica ganhou destaque principalmente após a chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro, influenciando edifícios públicos, instituições e residências. A composição costuma ser mais contida e regular do que aquela observada no barroco.
Surgida no final do século XIX, a Art Nouveau rompeu com a reprodução de estilos históricos e procurou criar uma linguagem visual própria para a modernidade. Suas formas são inspiradas na natureza, com linhas curvas, motivos florais, elementos orgânicos e ornamentação integrada à arquitetura.
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O estilo também explorou novos materiais, como ferro e vidro, permitindo criar fachadas e detalhes construtivos diferenciados. Embora tenha durado relativamente pouco, sua influência se espalhou por diferentes países e também chegou ao design de interiores, mobiliário, objetos e artes gráficas.
A arquitetura moderna transformou profundamente a maneira de pensar e construir edifícios durante o século XX. Em oposição ao excesso de ornamentação de períodos anteriores, passou a valorizar funcionalidade, racionalidade, simplicidade formal e uso de tecnologias e materiais industriais, como concreto armado, aço e vidro.
Farnsworth House, 1949, Plano, Illinois, USA - Mies van der Rohe. (Divulgação/Divulgação)
O conceito de que a forma deveria acompanhar a função tornou-se uma de suas referências. No Brasil, nomes como Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi e Lúcio Costa contribuíram para desenvolver uma arquitetura moderna com características próprias, marcada também pelo uso expressivo das formas e pela relação com o clima e a paisagem.
A arquitetura contemporânea reúne diferentes linguagens, técnicas e conceitos que continuam em desenvolvimento no presente. Em vez de seguir um único conjunto de regras, ela pode combinar materiais, tecnologias e soluções muito variadas, incluindo formas orgânicas, estruturas complexas, fachadas tecnológicas e estratégias de sustentabilidade.
Centro Heydar Aliyev em Baku, no Azerbaijão. Projeto de Zaha Hadid. ( Yasseralaamobarak/Wikimedia Commons/Divulgação)
Questões como eficiência energética, conforto ambiental, flexibilidade de uso, acessibilidade e integração com o entorno também ganharam importância. Por isso, mais do que um estilo visual único, a arquitetura contemporânea representa a diversidade de possibilidades da produção arquitetônica atual.
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