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Arquitetura

Art Déco: 8 prédios que são referência do estilo ao redor do mundo

Art Déco uniu luxo, tecnologia e formas geométricas em uma das linguagens mais marcantes do século XX

Por CASACOR Publisher

Publicado em 31 de ago. de 2026, 14:00

10 min de leitura
Art Déco: 8 prédios que são referência do estilo ao redor do mundo

(Divulgação/Divulgação)

O Art Déco transformou a arquitetura em uma celebração da modernidade. Surgido no início do século XX e impulsionado internacionalmente pela Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, realizada em Paris em 1925, o estilo combinou geometria, simetria, materiais sofisticados e uma forte valorização dos avanços tecnológicos. Em pouco tempo, seus códigos visuais atravessaram fronteiras e passaram a aparecer em arranha-céus, teatros, hotéis, edifícios públicos e até fábricas.


Entre as décadas de 1920 e 1930, o movimento ganhou interpretações muito diferentes de acordo com cada cidade. Em Nova York, tornou-se sinônimo de arranha-céus verticais e coroas monumentais. Em Paris, apareceu associado às artes decorativas e à monumentalidade. Em Londres, ganhou versões mais aerodinâmicas, enquanto em outras partes do mundo incorporou referências culturais e materiais locais. O resultado é uma coleção de edifícios que, quase um século depois, continuam reconhecíveis pela personalidade e pelo impacto visual.


A seguir, conheça 12 prédios que ajudam a entender a força do Art Déco na arquitetura ao redor do mundo.

Chrysler Building, Nova York, Estados Unidos


Ícone máximo do art déco, o Chrysler Building traduz em linhas metálicas e formas geométricas a elegância e o otimismo da Nova York dos anos 1930. (Curbed NY/Divulgação)

Poucos edifícios traduzem tão bem o imaginário do Art Déco quanto o Chrysler Building. Inaugurado em 1930 e projetado pelo arquiteto William Van Alen, o arranha-céu foi concebido para a Chrysler Corporation e rapidamente se tornou um dos grandes símbolos arquitetônicos de Nova York.


O elemento mais marcante está no topo: uma coroa escalonada revestida de aço inoxidável, formada por arcos que se sobrepõem em uma composição geométrica. O desenho também incorpora referências ao universo automobilístico, incluindo ornamentos inspirados nos detalhes dos automóveis Chrysler.


A relação entre arquitetura e velocidade é especialmente importante para compreender o espírito do período. O edifício não buscava apenas ser alto: queria representar uma época fascinada por máquinas, indústria, movimento e progresso. Até os detalhes da fachada ajudam a construir essa narrativa, transformando tecnologia em ornamentação.

Empire State Building, Nova York, Estados Unidos


Empire State Building, Nova York

Empire State Building, Nova York (Divulgação/Divulgação)

Também em Manhattan, o Empire State Building é outro dos grandes representantes do Art Déco. Concluído em 1931, o projeto de Shreve, Lamb & Harmon apresenta uma composição mais sóbria que a do Chrysler Building, mas igualmente marcada pela geometria e pela verticalidade.


Sua volumetria escalonada foi influenciada pelas regras urbanísticas de Nova York, que determinavam recuos à medida que os edifícios ganhavam altura. O resultado foi uma silhueta que se tornou característica dos arranha-céus Art Déco: uma base mais robusta que conduz o olhar para um corpo cada vez mais esbelto.


No exterior, linhas verticais reforçam a sensação de altura, enquanto os detalhes metálicos e geométricos aparecem de maneira mais discreta. É justamente essa combinação entre ornamentação e racionalidade que faz do edifício uma referência do período.

The Guardian Building, Detroit, Estados Unidos


The Guardian Building, Detroit

The Guardian Building, Detroit (Islands/Divulgação)

Detroit também guarda uma das obras-primas do movimento. O The Guardian Building, inaugurado em 1929, foi projetado por Wirt C. Rowland e é reconhecido como um dos exemplos mais expressivos do Art Déco nos Estados Unidos.


Se a fachada impressiona, é no interior que o projeto revela toda a sua exuberância. Mosaicos, padrões geométricos, cores intensas e elementos decorativos transformam os espaços internos em uma espécie de manifesto do estilo.


O prédio também é interessante porque mostra como o Art Déco não dependia apenas de arranha-céus para se expressar. A linguagem poderia aparecer nos revestimentos, no mobiliário, nos desenhos dos pisos e nas composições ornamentais, criando uma arquitetura em que diferentes disciplinas artísticas trabalhavam juntas.

Palais de la Porte Dorée, Paris, França


Palais de la Porte Dorée

Palais de la Porte Dorée, Paris (Divulgação)

Em Paris, o Palais de la Porte Dorée é considerado um verdadeiro exemplar do Art Déco francês. Construído entre 1929 e 1931 para a Exposição Colonial de 1931, o edifício foi projetado pelo arquiteto Albert Laprade e reúne monumentalidade, simetria e linhas geométricas.


Sua fachada apresenta uma extensa colunata e um monumental baixo-relevo que ocupa mais de mil metros quadrados. No interior, a linguagem se prolonga em murais, mobiliário, esculturas e outros elementos decorativos.


O edifício também ajuda a compreender uma dimensão histórica mais complexa do Art Déco. A decoração foi produzida dentro do contexto das exposições coloniais francesas, incorporando representações de povos, paisagens, plantas e animais dos territórios colonizados. Por isso, além de sua importância arquitetônica, o palácio também é hoje objeto de reflexão sobre a história e a ideologia colonial francesa.

Daily Express Building, Manchester, Reino Unido


Daily Express Building, Manchester,

Daily Express Building, Manchester (Divulgação)

Outro exemplo britânico está em Manchester. O antigo Daily Express Building é uma das construções que melhor representam a vertente mais moderna e aerodinâmica do Art Déco inglês.


Sua fachada utiliza grandes superfícies envidraçadas e linhas horizontais, criando uma aparência associada à velocidade e à tecnologia. O edifício faz parte de uma fase do movimento em que a ornamentação começa a ser simplificada e substituída por uma estética mais próxima do chamado Streamline Moderne.


A construção mostra como o Art Déco não foi um estilo estático. Ao longo das décadas de 1920 e 1930, suas formas foram se transformando, passando de composições altamente ornamentadas para projetos mais limpos, horizontais e inspirados na ideia de movimento.

Eastern Columbia Building, Los Angeles, Estados Unidos


Eastern Columbia Building

Eastern Columbia Building, Los Angeles. (Jordan Rubin/Divulgação)

Em Los Angeles, o Eastern Columbia Building prova que o Art Déco também poderia explorar uma paleta de cores bastante expressiva. Inaugurado em 1930, o edifício é conhecido pela fachada em tom turquesa combinada a detalhes dourados.


O contraste cromático faz com que a construção se destaque imediatamente na paisagem urbana. A composição inclui formas geométricas, elementos verticais e uma grande ornamentação central, características que ajudam a identificar a linguagem Art Déco.


Ao contrário da sobriedade cromática de alguns arranha-céus de Nova York, o edifício californiano aposta no impacto visual. É uma boa representação de como o estilo foi adaptado ao clima cultural de Los Angeles, cidade associada ao cinema, ao entretenimento e ao glamour de Hollywood.

Palacio Barolo, Buenos Aires, Argentina


Palacio Barolo

Palacio Barolo, Buenos Aires. (Divulgação)

Buenos Aires também possui um dos edifícios mais curiosos associados ao repertório Art Déco: o Palacio Barolo. Localizado na Avenida de Mayo, o prédio foi inaugurado em 1923 e projetado pelo arquiteto Mario Palanti.


Sua inspiração combina referências arquitetônicas diversas e uma complexa simbologia relacionada à Divina Comédia, de Dante Alighieri. A torre, os diferentes níveis e a composição vertical criam uma presença monumental na paisagem da capital argentina.


O Palacio Barolo é particularmente interessante porque evidencia como o Art Déco podia dialogar com outras tradições arquitetônicas. Em vez de seguir uma fórmula única, o movimento permitia misturar referências históricas, simbolismos, geometria e novas tecnologias em uma mesma construção. O resultado é um edifício que parece simultaneamente antigo e moderno — uma característica recorrente na arquitetura das primeiras décadas do século XX.

Bacardi Building, Havana, Cuba


Bacardi Building havana

(Divulgação)

Em Havana, o Bacardi Building é uma das principais referências da arquitetura Art Déco latino-americana. Construído no final da década de 1920, o edifício foi concebido como sede da empresa de bebidas Bacardi e se destaca pela composição vertical e pela rica decoração.


A torre combina geometria, materiais nobres e ornamentação, enquanto o interior apresenta uma série de elementos decorativos que reforçam a atmosfera sofisticada do período. A construção também mostra como o Art Déco encontrou terreno fértil em cidades que viviam processos acelerados de modernização.

CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.