Conheça 10 destinos arquitetônicos no Brasil que fogem do óbvio e reúnem patrimônio histórico, construções únicas e paisagens marcantes
Publicado em 21 de ago. de 2026, 15:00

Pomerode, Santa Catarina. (Tripadvisor/Divulgação)
Nem só de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador vivem os roteiros para quem ama arquitetura. Espalhadas pelo Brasil, cidades menores e menos lembradas pelo turismo tradicional guardam conjuntos históricos preservados, construções modernistas, obras contemporâneas e paisagens urbanas que contam capítulos importantes da história do país.
São lugares que podem transformar uma viagem em uma verdadeira imersão pela arquitetura brasileira — e muitos deles ainda passam longe das multidões. A seguir, reunimos 10 destinos arquitetônicos para conhecer diferentes regiões, épocas e linguagens, indo de cidades históricas coloniais a experiências mais recentes e surpreendentes.
Antônio Prado, Rio Grande do Sul. (@viagempelosul/Instagram/Divulgação)
No interior da Serra Gaúcha, Antônio Prado possui um dos conjuntos arquitetônicos mais interessantes do Brasil para quem se interessa pela imigração italiana. A cidade preserva dezenas de casas construídas em madeira, muitas delas do fim do século XIX e início do XX, com fachadas ornamentadas e técnicas construtivas trazidas pelos imigrantes. O conjunto urbano tombado transforma uma caminhada pelo centro em uma oportunidade de conhecer uma história menos explorada da arquitetura brasileira.
Pomerode, Santa Catarina. (UAI/Divulgação)
A arquitetura de Pomerode revela a forte presença da colonização alemã no Vale do Itajaí. Além das tradicionais construções enxaimel, a cidade preserva casas e edifícios que ajudam a contar como técnicas europeias foram reinterpretadas no Brasil. Para quem gosta de observar detalhes construtivos, vale reparar na estrutura aparente de madeira, nos telhados inclinados e nas fachadas que se tornaram parte da identidade visual local.
Igarapé-Miri, Pará. (Prefeitura de Igarapé-Miri/Facebook/Divulgação)
Conhecida pelos rios e igarapés que atravessam seu território, Igarapé-Miri apresenta uma arquitetura diretamente ligada às dinâmicas das águas amazônicas. Às margens do rio homônimo, a cidade reúne construções históricas, casas ribeirinhas e palafitas que revelam diferentes formas de adaptação ao clima e às cheias da região. O destino permite observar uma arquitetura mais cotidiana e vernacular, desenvolvida a partir dos materiais, do território e das necessidades da vida na Amazônia.
Município de Goiás (GO), também conhecida como Cidade de Goiás ou Goiás Velho. (iStock/Divulgação)
Conhecida também como Goiás Velho, a antiga capital do estado preserva um conjunto urbano que parece ter ficado suspenso no tempo. Ruas estreitas, casas térreas com fachadas simples, igrejas e edifícios públicos compõem uma paisagem marcada pela arquitetura colonial. O ritmo mais tranquilo da cidade permite observar detalhes como beirais, esquadrias e proporções das construções, além de entender a relação entre o núcleo urbano e a paisagem do cerrado.
Vassouras, Rio de Janeiro. (Filipo Tardim/Wikimedia Commons/Divulgação)
No Vale do Café fluminense, Vassouras reúne construções que revelam a riqueza gerada pela produção cafeeira durante o século XIX. Casarões, praças e edifícios públicos formam um conjunto urbano marcado pela arquitetura neoclássica e pelas transformações daquele período. Além do centro histórico, a região abriga antigas fazendas com sedes preservadas, tornando a viagem interessante para quem deseja conhecer a arquitetura rural ligada ao ciclo do café.
Pirenópolis, Goiás. (Guia Melhores Destinos/Divulgação)
Apesar de ter se tornado mais conhecida nos últimos anos, Pirenópolis ainda é um destino que merece ser observado com calma por sua arquitetura. As construções coloniais de fachadas coloridas, as igrejas e as ruas de pedra formam uma paisagem urbana preservada, mas o que torna a cidade interessante é justamente a convivência entre patrimônio e novas ocupações. Restaurantes, pousadas e lojas instalados em edifícios antigos mostram diferentes possibilidades de adaptação do patrimônio histórico para usos contemporâneos.
Bananal, São Paulo. (Halley Pacheco de Oliveira/ Wikimedia Commons/Divulgação)
Também ligado ao ciclo do café, Bananal é um daqueles destinos que surpreendem pelo conjunto urbano. Localizada no Vale do Paraíba, a cidade guarda casarões, igrejas e construções do século XIX que revelam a riqueza da antiga aristocracia cafeeira. O destaque é a Estação Ferroviária de Bananal, uma estrutura pré-fabricada inteiramente em ferro, importada da Bélgica e considerada uma das construções mais singulares da região.
Lençóis, Bahia. (Rafadelongo/Wikimedia Commons/Divulgação)
No coração da Chapada Diamantina, Lençóis combina patrimônio arquitetônico e paisagem natural. A cidade se desenvolveu durante o ciclo do diamante e ainda preserva sobrados e casas do século XIX, muitos deles adaptados para pousadas, restaurantes e comércios. As fachadas coloridas e o desenho irregular das ruas criam uma atmosfera particular, em que a arquitetura parece acompanhar o relevo e o ritmo das montanhas ao redor.
Alcântara, Maranhão. (Divulgação/Divulgação)
Alcântara é um destino marcado pela presença de ruínas, casarões e igrejas que revelam um passado de grande riqueza e, ao mesmo tempo, o abandono de parte desse patrimônio ao longo dos séculos. Localizada em frente a São Luís, a cidade possui um conjunto histórico que permite observar as marcas do período colonial e do Império. Caminhar por suas ruas é encontrar fachadas completas ao lado de estruturas em ruínas, criando uma paisagem urbana de forte impacto.
Tiradentes, Minas Gerais. (Divulgação/Divulgação)
Mais conhecida que alguns dos destinos desta lista, Tiradentes ainda foge do roteiro das grandes cidades e oferece uma experiência arquitetônica rica. O centro histórico reúne casas coloniais, igrejas e sobrados preservados, mas também abriga uma cena contemporânea formada por hotéis, restaurantes e lojas instalados em edificações antigas. Essa convivência entre passado e presente faz da cidade um bom exemplo de como a arquitetura histórica pode continuar viva e adaptada aos usos atuais.
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