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CASACOR Sergipe 2026: 34 ambientes ocupam casarão na Orla de Atalaia

Instalada na Orla de Atalaia, a CASACOR Sergipe 2026 reúne 44 profissionais em propostas que integram o morar contemporâneo a uma programação completa com restaurantes, cafés, galeria de arte e artesanato sergipano em Aracaju

Por Nádia Sayuri Kaku

Publicado em 28 de out. de 2026, 14:40

05 min de leitura
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Gabriel Gois - À Flor da Pele - Projeto da CASACOR Sergipe 2026.

Gabriel Gois - À Flor da Pele - Projeto da CASACOR Sergipe 2026. (Gabriela Daltro/CASACOR)

A CASACOR Sergipe 2026 abre oficialmente suas portas para uma edição marcante que reafirma a casa como um refúgio de afeto, sensibilidade e pertencimento. Instalada em um dos cenários mais simbólicos de Aracaju — o imponente casarão na Avenida Santos Dumont, na Orla de Atalaia —, a mostra se transforma, até 29 de novembro, em um grande manifesto sobre as novas formas de morar, conviver e sentir os espaços.

Confira todos os ambientes abaixo!

Eddye Matheus Ramos - DJED - Aquilo que permanece
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Eddye Matheus Ramos - DJED - Aquilo que permanece. O ambiente marca a entrada da mostra com um conceito moderno que integra matéria natural, afrografismo e elementos que representam os desdobramentos geracionais, interligando a arquitetura, em sua metáfora, com passado, presente e futuro. Sustentável, o projeto acolhe o visitante em uma intervenção imersiva que traz a madeira reciclada evidenciando a arquitetura circular. A vegetação compõe o ambiente e estabelece uma relação entre corpo e mente como unidade viva e em constante transformação. Espécies de diferentes texturas, alturas e formas criam camadas e contrastes, interligando-se aos elementos que compõem a fachada.

(Xico Diniz)
Alane Medeiros - Concierge Casa Modernista
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Alane Medeiros - Concierge Casa Modernista. Inspirado nos lobbies de hotéis, o Concierge Casa Modernista nasce para acolher. Madeira, arte e texturas envolvem o visitante, enquanto peças atemporais de Sergio Rodrigues revelam a força de um design que atravessa gerações. Entre razão e afeto, mente e coração, o espaço celebra a permanência: aquilo que o tempo não apaga, porque se conserva relevante, desperta memórias e continua a emocionar.

(Gabriela Daltro)
Wesley Lemos - Lounge Terruá Condominial
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Wesley Lemos - Lounge Terruá Condominial. O espaço assinado por Wesley Lemos é regido esteticamente por um forte apelo Art Déco, sob uma ótica contemporânea. Linhas geométricas, simetrias marcantes, superfícies metalizadas e blocos de cores sóbrias estruturam o lounge. Em meio à sofisticação cosmopolita, o projeto ergue um manifesto à brasilidade por meio do mobiliário assinado por designers brasileiros, texturas artesanais e integração de obras de arte. A madeira nobre, os trançados e os tons terrosos aquecem o rigor geométrico, criando um contraponto tropical elegante e harmonioso.

(Xico Diniz)
Wesley Lemos - Enoteca Terruá Condominial
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Wesley Lemos - Enoteca Terruá Condominial. Mais que um espaço de degustação, a enoteca concebida pelo arquiteto Wesley Lemos é um santuário multissensorial dedicado ao universo do vinho. O projeto entende a apreciação da bebida como parte indissociável da arquitetura, em uma experiência pautada por rituais, texturas, iluminação cênica e contemplação. A luz intimista valoriza as garrafas como peças de arte, enquanto a marcenaria autoral traduz acolhimento e reforça a sintonia entre arquitetura, design e lifestyle contemporâneo.

(Xico Diniz)
Josef Meris - Hall de Entrada Rio São Francisco
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Josef Meris - Hall de Entrada Rio São Francisco. Inspirado nos cânions do São Francisco — fio condutor da coleção de design autoral Curvas Sergipe —, o hall traduz a essência de um rio que alimenta, guarda memórias e fortalece a fé. Assim como as águas conectam paisagens e pessoas, a arquitetura conduz uma travessia sensível entre o cotidiano e o íntimo. O espaço é um convite a chegar e partir, à oração ou simplesmente a viver alguns minutos de presença. Um lugar onde a pressa desacelera, os sapatos da rua cedem lugar aos pés descalços e a mente encontra o tempo necessário para alcançar o coração.

(Filippe Araújo)
Kelly Ribeiro - Espaço Rídaci Evangelista
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Kelly Ribeiro - Espaço Rídaci Evangelista. Um espaço onde a arte encontra o tempo e o afeto. A proposta nasce como um refúgio de beleza e memória, construído a partir de histórias que ganham novos significados em cada detalhe. O feito à mão conduz a narrativa e convida a desacelerar. Couro, tecidos, cabaças e coco, antes destinados ao descarte, são ressignificados pela criação e revelam a potência do upcycling como gesto de permanência e transformação. O paisagismo amplia a atmosfera de pausa, aproximando natureza, ancestralidade e matéria em uma composição que estabelece conexões entre mente e coração.

(Gabriela Daltro)
Waleska Oliveira - Vestíbulo Sinta-se
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Waleska Oliveira - Vestíbulo Sinta-se. A arquiteta criou um espaço de acolhimento e pausa que equilibra conforto, identidade brasileira e uma atmosfera ao mesmo tempo objetiva e sensorial, em sintonia com o tema da mostra. A dualidade entre equilíbrio e sensibilidade se manifesta na composição do ambiente, na iluminação, na presença de elementos naturais e nas texturas. Esculturas assinadas e obras de arte estabelecem pontos de interesse e vão além da função decorativa, integrando-se à proposta estética e contribuindo para a narrativa do projeto.

(Filippe Araújo)
Isa Ribeiro - Ela Recebe
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Isa Ribeiro - Ela Recebe. Na sala, o tema da mostra surge em uma composição que revela intenção e sensibilidade. A mente conduz o equilíbrio entre materiais, proporções e texturas. Já o coração se manifesta nas curvas que acolhem, na delicadeza dos tons femininos, na iluminação envolvente e na atmosfera afetiva. A pedra natural usada no espaço traduz força e autenticidade, enquanto elementos suaves imprimem conforto. Um ambiente pensado para despertar os sentidos e transformar o ato de receber em uma experiência de conexão.

(Filippe Araújo)
Gracielly Lima e Karoline Machado - Prosa e Poesia
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Gracielly Lima e Karoline Machado - Prosa e Poesia. O ambiente resgata a afetividade da casa de avó sob um olhar contemporâneo. As listras, o piso xadrez e a geometria elegante remetem à precisão da mente, enquanto as curvas, o tom vinho, os bordados e os objetos retrôs simbolizam o coração, tendo o granito Vermelho Capão como âncora da paleta monocromática do projeto. A composição resgata a essência da pedra brasileira com modernidade e sofisticação: um clássico revisitado que transforma lembranças da infância em arquitetura viva, criando um refúgio acolhedor e provando que o luxo nada mais é do que se sentir em casa.

(Filippe Araújo)
Gabriel Gois - À Flor da Pele
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Gabriel Gois - À Flor da Pele. O living foi concebido como um refúgio contemporâneo em meio à aceleração e ao excesso de estímulos, convidando à reconexão com o sentir. A estética maximalista combina madeiras, cores, texturas, arte e design, criando uma atmosfera sensorial e acolhedora na qual a sensualidade se manifesta no toque, na iluminação e na intimidade do habitar. No espaço de convivência, o projeto valoriza presença, memória, individualidade e conexão emocional, transformando a casa em um território de pertencimento, autenticidade e encontros.

(Gabriela Daltro)
Maíma Arquitetura e Design - Sala de Jantar - Mesa com Alma
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Maíma Arquitetura e Design - Sala de Jantar - Mesa com Alma - Projeto da CASACOR Sergipe 2026.

(Gabriela Daltro)
Gleide Belfort - Gabinete Entre Camadas
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Gleide Belfort - Gabinete Entre Camadas. No gabinete, a marcante presença da madeira imprime ao ambiente aconchego, elegância e atemporalidade, que dialogam com texturas, tecidos e superfícies em tonalidades profundas, criando diferentes planos e reforçando o conceito de “camadas”. O paisagismo funciona como uma extensão da área interna, aproximando o ambiente da natureza. O verde participa da composição como mais uma camada sensorial, estabelecendo um contraponto aos elementos arquitetônicos.

(Filippe Araújo)
Hertha Dantas Arquitetura - Cozinha-Conceito
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Hertha Dantas Arquitetura - Cozinha-Conceito. O projeto de Hertha Dantas parte de uma ideia essencial: o coração da casa é também um lugar de permanência, encontro e afeto. O hífen simboliza a conexão entre a memória do morar e o pensamento contemporâneo. A técnica se recolhe sob o conceito de invisible design, enquanto o aconchego do assoalho de madeira devolve o protagonismo à matéria e aos sentidos. O ritual ancestral de se reunir em torno da mesa ganha nova leitura com a peça Dobras, assinada por Giorgio Bonaguro, convidando a desacelerar a rotina e a celebrar a simplicidade de estar junto.

(Gabriela Daltro)
Giovanna Arruda - Despertar
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Giovanna Arruda - Despertar. A varanda de café da manhã nasce do instante entre o sonho e o acordar, quando a casa ainda respira em silêncio e nem tudo parece inteiramente desperto. Antes das urgências, das mensagens e dos ruídos do mundo, existe um respiro. É quando pequenos rituais acontecem: o café é coado, preces são feitas e a manhã é contemplada; mesmo sem saber o que o dia reserva, escolhe-se começar outra vez. Envolvida por muxarabis de madeira, a varanda filtra a luz e o olhar para o exterior, criando uma atmosfera de intimidade e recolhimento. O pequeno jardim surge como um primeiro vislumbre do mundo que já despertou lá fora.

(Gabriel Daltro)
Lu Guedes - Laços de Afeto
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Lu Guedes - Laços de Afeto. No quarto das crianças, a designer de interiores propõe uma composição equilibrada entre materiais, cores e texturas. O destaque está na paginação do piso, revestido com pequenas peças em tom verde — uma escolha inusitada que confere personalidade e se torna o elemento de maior impacto do projeto. Com 17 m², o ambiente resgata a convivência entre irmãos e valoriza o brincar, o afeto e a construção de memórias.

(Filippe Araújo)
Matheus Soares - Divina Casca
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Matheus Soares - Divina Casca. Inspirado na música intitulada Casca, o projeto trabalha a ideia do corpo como morada e do banho como um ritual de purificação capaz de reconectar mente e coração. A bancada de quartzito Red Fusion, o MDF amadeirado e o tecido aplicado no teto estabelecem uma composição que valoriza matéria, textura e acolhimento. No espaço dedicado ao cuidado, o ambiente propõe um olhar para dentro: um convite à reflexão, ao pensamento, ao respeito por si e às marcas que o tempo imprime em cada história de vida, revelando, por meio da arquitetura, as memórias que habitam no ser.

(Gabriela Daltro)
Leila Franco Arquitetura - Quarto da Mulher
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Leila Franco Arquitetura - Quarto da Mulher. Inspirada no conceito Boudoir, a arquiteta concebe um quarto de vestir para uma mulher que, mesmo diante de uma rotina intensa, reserva momentos para cuidar do corpo, da mente e da alma. Cada detalhe foi pensado para transformar o autocuidado em uma experiência de prazer e bem-estar. Os acabamentos modulados aliam funcionalidade e estética, enquanto o design, a tecnologia e a iluminação inteligente reforçam a atmosfera intimista e acolhedora, traduzindo o conceito do ambiente com elegância e contemporaneidade.

(Xico Diniz)
Ygor Prudente - Suíte Master Respirar
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Ygor Prudente - Suíte Master Respirar. A suíte foi concebida como um espaço de pausa para o bem-estar, em que arquitetura e natureza estabelecem uma relação de equilíbrio. O projeto explora a biofilia por meio do verde e utiliza tecidos para reforçar a sensação de acolhimento. O quartzito Vaticano confere força e sofisticação à composição, enquanto a claraboia permite a entrada da luz natural ao longo do dia e a contemplação do céu à noite. Uma arquitetura que desacelera o tempo, acolhe o corpo e renova a energia.

(Xico Diniz)
Luciana Galvão e Remerson Rocha - Átrio Íntimo
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Luciana Galvão e Remerson Rocha - Átrio Íntimo. O Átrio Íntimo parte do conceito de permanência, entrelaçando passado, presente e futuro em uma composição que valoriza vínculos e memórias, sem reproduzir estilos. Embasado em conceitos da neurociência e na retórica do ambiente, o projeto explora luz, cores, formas, texturas e percursos para estimular diferentes percepções e sensações. O espaço propõe uma experiência de introspecção e acolhimento na qual o interior design estabelece uma relação sensível entre o indivíduo, suas memórias e a forma de habitar.

(Gabriela Daltro)
Clara Novais, Eric Lima e Laura Bezerra - Entretempo
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Clara Novais, Eric Lima e Laura Bezerra - Entretempo. Com 250 m², o projeto se integra ao exuberante jardim original e propõe uma arquitetura de bem-estar que amplia o olhar sobre o cuidado para além do corpo. Inspirado nos quintais que marcaram a infância dos profissionais, o espaço resgata memórias e ressignifica o presente, convidando a desacelerar, conviver, brincar e contemplar. Entre a sombra de uma árvore, o balanço de uma rede e o som das águas, sustentabilidade, natureza e leveza conduzem a experiência.

(Gabriela Daltro)
Carla Morais, Licia Acioly e Thaisa Medeiros - Atelier Entre Rosas
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Carla Morais, Licia Acioly e Thaisa Medeiros - Atelier Entre Rosas. O espaço traz como principal inspiração a arte que, no projeto, imprime a ideia de cura. Um dos destaques do ambiente é o piso, que rompe com a proposta convencional e dá espaço a um revestimento artesanal, traduzindo a nova era pautada na sustentabilidade. Estampas, texturas, tecidos, iluminação e um rico acervo de obras se encontram em sintonia num espaço com alma de casa de vó: maduro, afetivo e rico em detalhes. A natureza conecta-se ao projeto como um verdadeiro quadro vivo, trazendo movimento e equilíbrio ao ambiente.

(Filippe Araújo)
Marcos Brito - Re(canto) Deca
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Marcos Brito - Re(canto) Deca. Assinado pelo arquiteto Marcos Brito, o Recanto Deca propõe uma experiência de acolhimento em que arquitetura, matéria e sensações conduzem a um estado de presença e equilíbrio entre mente e coração. A narrativa se estrutura em elementos como a paleta monocromática em tons de argila, que evoca terra, origem e estabilidade; as formas curvas, que suavizam a rigidez cotidiana e imprimem fluidez ao espaço; e o hibisco, em tom vibrante, que rompe a monocromia traduzindo a pulsação da vida e revelando a emoção em seu ritmo natural.

(Gabriela Daltro)
Lilia Duarte - Galeria Mário Britto
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Lilia Duarte - Galeria Mário Britto. Na Galeria de Arte Mário Brito, projetada pela arquiteta Lilia Duarte para a CASACOR Sergipe 2026, a mesa é o coração do espaço: uma grande superfície de 10 m que acolhe encontros, obras, objetos e memórias. Ao seu redor, texturas e tons acolhedores envolvem o ambiente, enquanto a iluminação, inspirada na intimidade de um jantar à luz de velas, cria uma atmosfera de contemplação e partilha. Aqui, a arte é servida como experiência, alimento para os sentidos e convite ao encontro.

(Xico Diniz)
Louise Rosendo e Ana Clara Cardoso - Praça Mente e Coração: Rota do Sentir
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Louise Rosendo e Ana Clara Cardoso - Praça Mente e Coração: Rota do Sentir. O espaço traz como proposta uma experiência sensorial e holística em diálogo com a natureza e o fazer manual, tendo a sustentabilidade como diretriz. Barro, palha, pedras, cascalhos, cristais, folhas, troncos, entulho e plástico reciclado foram os materiais locais utilizados na construção da praça. De volumetria fluida e orgânica, o percurso não linear é guiado pelos chakras do terreno e pelos cinco sentidos, conduzindo o visitante por um ecossistema vivo, cuidadosamente desenhado para acolher e levá-lo a um estado de presença.

(Filippe Araújo)
Junior Ordoñez - Bangalô Maré de Caju
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Junior Ordoñez - Bangalô Maré de Caju. Em meio à vegetação nativa, nasce o Maré de Caju, espaço concebido para ser um refúgio a dois. Aqui, a arquitetura se coloca a serviço das emoções, criando uma experiência não só visual, mas sensorial e afetiva. As cores surgem como referências ao mar sergipano e à força da identidade nordestina. Entre o frescor e o calor, a paleta constrói uma atmosfera de equilíbrio e acolhimento. A estrutura metálica de sistema steel frame, revestida com placas cimentícias e acartonadas, reforça a proposta de uma construção mais limpa, racional e sustentável.

(Gabriela Daltro)
Marcos Lima - Sebrae
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Marcos Lima - Sebrae. Com 73 m², o espaço traduz o lifestyle à beira-mar em Sergipe. O living se integra ao jardim e se conecta naturalmente aos demais ambientes em uma composição leve, acolhedora e fluida. A proposta valoriza a experiência praiana genuinamente sergipana, com referências à arquitetura caiçara e a elementos que expressam a identidade cultural do estado. Pensado como extensão do living, o paisagismo aproxima a natureza da convivência e estreita a relação entre interior e exterior, criando um respiro tropical, afetivo e integrado ao cenário.

(Xico Diniz)
Gilvan Acciolli Arquitetura e Design - Wellness Studio
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Gilvan Acciolli Arquitetura e Design - Wellness Studio. O projeto cria um espaço de wellness dentro de casa, pensado para incorporar o bem-estar e o autocuidado à rotina. A arquitetura fluida elimina divisórias rígidas e permite que movimento, pausa e contemplação coexistam naturalmente. Madeira, pedra, iluminação acolhedora e vegetação compõem uma atmosfera sensorial. O paisagismo preserva espécies existentes e incorpora plantas nativas em diferentes estratos, planos verticais e na jardineira preexistente, criando volumes, texturas e profundidade. O resultado é um refúgio particular para desacelerar, cuidar de si e desfrutar do presente.

(Xico Diniz)
Luiz Fernando - Atelier Raízes em Trama
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Luiz Fernando - Atelier Raízes em Trama. Inspirado na afetividade em receber, o projeto homenageia o artesão sergipano Gil Apolinário e traduz, na arquitetura, a memória das casas de avó. A fachada evoca esse lugar de afeto por meio de tons intensos, trazendo como protagonistas os tons terrosos e a parede vazada de bloco cerâmico, referência às casas do interior. No ambiente, cores e mobiliário confortável refletem a mente criativa do artista e convidam à desconexão do virtual, valorizando o feito à mão, a memória e os encontros. Um espaço que celebra a simplicidade, o acolhimento e a permanência dos afetos.

(Filippe Araújo)
Edney Evangelista Interiores - Co.Lab
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Edney Evangelista Interiores - Co.Lab. Uma arquitetura de gestos marcantes, em que cor, geometria e volumetria constroem uma narrativa visual pulsante. Concebido para reunir quatro marcas em um mesmo território criativo, o projeto CO.LAB propõe um diálogo entre moda, design e o modo contemporâneo da CASACOR. As cores primárias assumem papel protagonista, ora demarcando planos, ora criando conexões entre diferentes objetos e linguagens. De vocação urbana e estética contemporânea, o ambiente transforma o encontro entre universos distintos em uma composição coesa, instigante e aberta ao novo.

(Xico Diniz)
Mayra Lima - Casa Due | Um Cheiro de Azul
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Mayra Lima - Casa Due | Um Cheiro de Azul. A cafeteria Casa Due encontra na canção “Azul”, eternizada na voz de Gal Costa, sua inspiração. No projeto de 65 m², a cor ganha dimensão simbólica e traduz o amor como sentimento que envolve, acolhe e cria momentos de intimidade. O tom protagonista imprime equilíbrio e convida à contemplação, enquanto os vãos conectam interior e exterior do ambiente, favorecendo a entrada da luz, o aconchego e ampliando a percepção do espaço. Um lugar de pausa e permanência, pensado para desacelerar e respirar em meio aos estímulos do cotidiano.

(Gabriela Daltro)
Sapê Arquitetura - Gratto Listening Bar
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Sapê Arquitetura - Gratto Listening Bar. O projeto de 80 m² assinado pelo escritório Sapê parte do conceito dos listening bars: espaços onde a música ultrapassa a função de trilha sonora para se tornar uma experiência de escuta, afeto, memória e presença. Madeira escura, pedra natural, tecidos acústicos, iluminação âmbar e vegetação pontual compõem a atmosfera, enquanto a estante de marcenaria abriga a coleção de discos de vinil. A proposta convida a desacelerar, interagir e socializar, criando uma vivência coletiva que aproxima diferentes histórias, repertórios e referências.

(Xico Diniz)
Mariana Alcântara - Entre Caminhos
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Mariana Alcântara - Entre Caminhos. Com 30,6 m², o banheiro público projetado pela arquiteta Mariana Alcântara transforma um espaço essencialmente funcional em uma experiência de arquitetura em sintonia com o tema da mostra. O projeto estabelece uma relação com a natureza por meio dos revestimentos, que trazem ao ambiente uma paleta inspirada em suas cores. Painéis de MDF conferem leveza à composição, enquanto louças e metais assinados pela Deca acrescentam sofisticação e reforçam a unidade entre design e estética.

(Gabriela Daltro)
Carlos Rezende - Entre o Céu e a Água, Ponto de Encontro
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Carlos Rezende - Entre o Céu e a Água, Ponto de Encontro. Em diálogo com o tema Mente e Coração, o Deck de Eventos, assinado pelo arquiteto Carlos Rezende, propõe uma arquitetura aberta na qual limites são apenas sugeridos pela arte, vegetação e disposição de piso. A piscina central conduz o olhar e organiza o espaço, ladeada por seis painéis pintados à mão sobre ladrilhos em azul-português e com referências à cultura sergipana. Vasos cerâmicos, entre palmeiras e bromélias, completam o paisagismo, criando uma atmosfera acolhedora para eventos, encontros e permanência.

(Gabriela Daltro)
Rodrigo Fonseca Arquitetura - Sensi B-Side
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Rodrigo Fonseca Arquitetura - Sensi B-Side. Inspirado nos bares clandestinos de Nova York dos anos 1920, o projeto revisita o conceito do speakeasy como um refúgio contemporâneo, pensado para permanências prolongadas e conversas mais íntimas. Sofás, poltronas e mesas de apoio compõem um décor acolhedor, envolvido por madeira escura, pedras naturais, tecidos de diferentes texturas e superfícies em grafite e marrom. No acesso, o paisagismo integra a estratégia de camuflagem, em que um pátio conduz a um armário simulado que oculta a entrada. A vegetação prolonga a linguagem do percurso e reforça a ilusão de que o espaço é parte natural da residência.

(Xico Diniz)

Sob o tema Mente e Coração, a sexta edição convida o público a um exercício de pausa e introspeção. Em tempos em que o ritmo do mundo exige dinamismo, os projetos apresentados contrapõem o excesso com o equilíbrio, o acolhimento e o bem-estar visual e sensorial. É a arquitetura e o design assumindo seu papel fundamental de cuidar de quem habita.

Reunindo 34 ambientes e 44 profissionais — entre nomes consolidados e expoentes da nova geração da arquitetura, do design de interiores e do paisagismo —, a mostra se destaca pelo olhar autoral e pela diversidade criativa. Cada ambiente reflete pesquisas profundas de materiais, texturas, iluminação e arte, resultando em propostas imersivas que desafiam a estética tradicional e provocam estímulos a cada passo.

Marcos Brito - Re(canto) Deca - Projeto da CASACOR Sergipe 2026.

Marcos Brito - Re(canto) Deca - Projeto da CASACOR Sergipe 2026. (Gabriela Daltro/CASACOR)

Para os diretores da mostra, Mercês Souza, Gilvan Acciolli e Rodrigo Fonseca, mais do que apresentar tendências, a CASACOR Sergipe 2026 propõe uma reflexão sobre a casa como espaço de pertencimento e conexão. “A CASACOR é uma vitrine para a criatividade e o talento sergipano. Reunir diferentes gerações em torno de um tema tão atual e necessário é também uma forma de valorizar o bem-estar, o pertencimento e a busca pelo equilíbrio do ser. Nesta edição, enaltecemos a casa como um verdadeiro espaço de acolhimento e transformação”, afirma Mercês Souza.

Carla Morais, Licia Acioly e Thaisa Medeiros - Atelier Entre Rosas - Projeto da CASACOR Sergipe 2026.

Carla Morais, Licia Acioly e Thaisa Medeiros - Atelier Entre Rosas - Projeto da CASACOR Sergipe 2026. (Filippe Araújo/CASACOR)

Para Rodrigo Fonseca, a mostra deste ano desafiou o elenco a transformar conceitos em experiências concretas. “Cada profissional precisou ir além da estética, pesquisando materiais, soluções e novas formas de criar ambientes que dialogassem com o conceito desta edição. É justamente através dessa liberdade criativa que nasce uma CASACOR plural, com projetos autorais e diferentes interpretações sobre os modos de morar contemporâneos”, destaca.

Giovanna Arruda - Despertar - Projeto da CASACOR Sergipe 2026.

Giovanna Arruda - Despertar - Projeto da CASACOR Sergipe 2026. (Gabriel Daltro/CASACOR)

A sexta edição também representa a consolidação de um projeto que vem ampliando sua presença no calendário cultural e de arquitetura do estado. “Chegar à sexta edição é motivo de grande satisfação e mostra a força de uma trajetória construída junto ao público sergipano. A cada ano, buscamos corresponder às expectativas de quem visita o evento, oferecendo não apenas projetos com forte olhar artístico e autoral, mas experiências que despertem interesse, identificação e desejo de permanecer. É essa diversidade que faz da CASACOR um encontro tão especial com o público”, pontua Gilvan Acciolli.

Marcos Lima - Sebrae - Projeto da CASACOR Sergipe 2026.

Marcos Lima - Sebrae - Projeto da CASACOR Sergipe 2026. (Xico Diniz/CASACOR)

A visitação também propõe um percurso cultural e gastronômico. O público é convidado a desacelerar e permanecer, desfrutando de opções gastronômicas no Café Duo, no Restaurante Gratto e no Sensi B-side, além de contemplar a riqueza identitária da Casa do Artesanato Sergipano e a curadoria da Galeria de Arte Mário Brito.

Serviço - CASACOR Sergipe 2026

  • Quando: de 8 de outubro a 29 de novembro de 2026

  • Horários: de terça a sábado, das 16h às 22h. Domingos e feriados, das 16h às 21h

  • Onde: Av. Santos Dumont, 1089 – Orla de Atalaia, Aracaju - SE

  • Ingressos: de R$ 40 (meia) a R$ 80 (inteira)

  • Bilheteria: online, aplicativo oficial da CASACOR e venda presencial no local

  • Redes sociais: @casacorsergipe

A CASACOR Sergipe 2026 conta com o patrocínio nacional de Deca, Coral e Editora Globo e patrocínio local da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo de Sergipe (SETEEM), Sebrae, GW Comunicação Visual, Rezende Engenharia e RioMar Aracaju. A mostra tem ainda como parceiros institucionais o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Sergipe (CAU/SE), a Associação Brasileira de Design de Interiores (ABD) e a Universidade Tiradentes (UNIT).