Usar máscara é essencial para protegermos a nós mesmos e aos que estão ao nosso redor. No entanto, somente vestir o item não é o suficiente: para evitar contaminações, é preciso que sua higienização e seu descarte seja feito de maneira correta. Segundo o
Instituto Akatu, após quase um ano de pandemia,
o Brasil pode chegar ao descarte de mais de 12,7 bilhões de máscaras de tecido, levando em conta que cada uma delas pode ser lavada até 30 vezes e que um brasileiro possui, em média, cinco delas. Em volume, essa quantidade de resíduos seria suficiente para preencher mais de 9 mil apartamentos de 50 m² ou para encher 457 piscinas olímpicas. As máscaras de pano são reutilizáveis e devem ser higienizadas antes de cada nova utilização. A OMS indica que esse tipo pode ser lavado
até 30 vezes antes do descarte apropriado. Lave com sabão ou detergente, de preferência com água quente. No entanto, após sua validade expirar, o destino é o mesmo dos modelos descartáveis e hospitalares:
o lixo comum. Mas antes de descartá-las, é preciso tomar alguns cuidados.
Confira as dicas do Instituto Akatu. - Para evitar a contaminação de pessoas que manejam nossos resíduos, coloque as máscaras usadas em uma sacola e identifique que se tratam de itens usados. Descarte na lixeira de resíduos orgânicos.
- Evite jogar máscaras em lixeiras na rua para impedir que catadores de resíduos sólidos tenham contato com materiais contaminados. Pela mesma razão, não descarte máscaras junto de materiais destinados à reciclagem.
- Se você está na rua, descarte sua máscara no lixo de um banheiro ou deixe para jogar na lixeira comum ao chegar em casa.
- Nunca a descarte na rua para evitar que ela acabe em rios e oceanos ou entupa bueiros. A Sociedade Americana de Química estima que 129 bilhões de máscaras e 65 bilhões de luvas são descartados por mês no mundo.
Máscaras que viram viseiras
(facebook.com/plaxtil01/CASACOR)
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Máscaras que viram tijolos
(facebook.com/binishdesai/CASACOR)
Na Índia,
Binish Desai, fundador da
Eco Eclectic Techologies, criou o
Brick 2.0, um tijolo feito a base de máscaras descartadas, papel e uma substância que dá liga aos componentes. Após serem desinfetados, os EPIs são triturados, misturados e colocados em um molde, onde secam por três dias. Segundo a empresa, cada tijolo
reutiliza 7 kg de resíduos a cada metro quadrado produzido. E também é à prova d'água, resistente ao fogo, mais leve e mais resistente que o tijolo comum.
(binishdesai.com/CASACOR)
Máscaras que viram asfalto
(sciencedirect.com/CASACOR)
Apesar de ser somente um estudo, pesquisadores do
Instituto Real de Tecnologia de Melbourne (RMIT University), na Austrália, fizeram testes para transformar máscaras descartáveis usadas em asfalto. O estudo, publicado na revista
Science of the Total Environment, propõe que máscaras trituradas sejam misturadas a resíduos de construções para criar asfalto. E, como a maioria dos EPIs é feito principalmente de plásticos, incluindo polipropileno, cloreto de polivinila e borracha de nitrila butadieno, a metodologia proposta pode ser aplicada a diferentes equipamentos, não só máscaras.
(sciencedirect.com/CASACOR)
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