Conheça a mandrágora, planta de raízes curiosas ligada a antigas lendas, e descubra suas características, cuidados de cultivo e riscos
Publicado em 30 de out. de 2026, 14:00

Mandrágora de Harry Potter (Nomadic Herbalist/Divulgação)
À medida que o Halloween se aproxima, abóboras, velas e histórias de bruxaria voltam a ocupar o imaginário popular. Mas existe uma planta real capaz de parecer saída de um livro de feitiços: a mandrágora.
(Pinterest/Divulgação)
Cercada por lendas há séculos, ela chama a atenção por suas raízes de formato quase humano e por uma história na qual ciência, superstição e natureza se encontram.
A mandrágora é o nome popular de plantas do gênero Mandragora, pertencente à família Solanaceae, a mesma do tomate, da batata e da berinjela. Uma das espécies mais conhecidas é a Mandragora officinarum, planta herbácea perene associada a regiões do sul da Europa e do Mediterrâneo.
(IStock/Divulgação)
À primeira vista, sua aparência pode ser discreta: folhas verdes largas se organizam próximas ao solo, enquanto pequenas flores em tons claros, violetas ou esverdeados surgem entre elas. A planta também produz frutos carnosos. Seu detalhe mais extraordinário, entretanto, permanece escondido: a raiz espessa, que pode se dividir em partes semelhantes a braços e pernas.
A semelhança entre a raiz e o corpo humano ajudou a transformar a mandrágora em símbolo de magia. Na Europa medieval, circulavam histórias de que ela atraía sorte, protegia contra o mal e participava de rituais e poções. Suas propriedades naturais, por vezes mal compreendidas, alimentaram ainda mais essa reputação.
(IStock/Divulgação)
Ao longo da história, a mandrágora tornou-se símbolo de fertilidade, amor, proteção e poderes sobrenaturais. Sua raiz, que frequentemente lembra a silhueta humana, contribuiu para a crença de que a planta possuía uma conexão especial com o corpo e a energia vital. Na Antiguidade, era associada à concepção e aparecia em tradições relacionadas à prosperidade e à sorte.
Essas formas incomuns renderam à espécie um lugar nas gravuras e nas representações de jardins enigmáticos. O mistério da mandrágora nasceu menos de sua aparência acima do solo e mais daquilo que as pessoas imaginavam encontrar ao escavá-la.
(IStock/Divulgação)
A lenda mais famosa dizia que a planta soltava um grito mortal ao ser arrancada da terra. Para escapar desse destino, algumas narrativas ensinavam a amarrar a raiz a um cachorro, que a puxaria enquanto a pessoa permanecia longe. É folclore, não um fenômeno botânico, mas a imagem atravessou gerações e continua ligada à cultura do Halloween.
Sim! Muito antes de ganhar espaço em histórias contemporâneas, a mandrágora já aparecia em relatos antigos relacionados à medicina e às crenças populares. Mais recentemente, sua fama foi renovada na literatura fantástica, incluindo a série Harry Potter, na qual plantas de aparência humana precisam ser manuseadas com proteção contra seus gritos.
(IStock/Divulgação)
A realidade, porém, tem um aspecto tão importante quanto as lendas: a mandrágora é tóxica. Ela contém alcaloides capazes de provocar intoxicações graves, sobretudo quando ingerida. Por isso, seus antigos usos medicinais não devem ser reproduzidos em receitas caseiras, chás ou preparações artesanais.
Embora desperte curiosidade entre colecionadores de espécies incomuns, a mandrágora não é uma planta ornamental convencional. Seu cultivo exige atenção às condições climáticas e ao desenvolvimento das raízes, que preferem solos profundos, bem drenados e locais ensolarados, além de pouca perturbação depois do estabelecimento.
(IStock/Divulgação)
Em jardins de inspiração gótica ou medieval, a espécie também oferece uma referência histórica interessante. Gravuras e composições com folhagens escuras também evocam esse universo sem cultivar a espécie.
No paisagismo, seu maior interesse está na singularidade botânica e na narrativa que carrega, mais do que no impacto visual de suas flores. Para jardins residenciais, especialmente onde circulam crianças ou animais de estimação, é mais prudente optar por espécies não tóxicas e deixar a mandrágora para coleções botânicas com manejo especializado.
(IStock/Divulgação)
Entre raízes antropomórficas, antigas superstições e uma presença marcante na fantasia, a mandrágora demonstra como a natureza inspira histórias extraordinárias. No Halloween, ela lembra que nem toda planta misteriosa precisa ser inventada: algumas já carregam séculos de fascínio debaixo da terra.
Este texto foi desenvolvido com o auxílio do CASACOR Publisher, agente de conteúdo exclusivo desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. O conteúdo gerado foi posteriormente editado por Yeska Coelho.