Os cantinhos da vitrola aparecem em diferentes ambientes da CASACOR 2026 como espaços dedicados à música, ao afeto e à permanência
Publicado em 16 de jul. de 2026, 13:35

Isabella Nalon Arquitetura e Interiores - A Poética do Ritmo. Esta ilha de conforto de 45 m² convoca a música e a literatura para estimular um estado de conexão interior, clareza e força – do qual, para Isabella, brotam as escolhas mais autênticas da vida e da arquitetura. O pórtico de acesso desemboca em uma sala de música, uma caixa cromática envolta em paredes e teto na cor rosê. Toca-discos e vinis sugerem uma escuta analógica, consciente. A transição para a biblioteca marca o avanço para uma dimensão ainda mais introspectiva, pontuada pelas estantes e pelo uso do ladrilho hidráulico no piso. Texturas como veludo, buclê, madeira e cerâmica artesanal enriquecem a sensorialidade do ambiente. (Roberta Gewehr/CASACOR)
Os cantinhos da vitrola voltaram a ocupar um lugar de destaque nos projetos de interiores, mas não apenas pelo apelo nostálgico. Em um momento em que a casa também se tornou espaço de pausa e contemplação, esses pequenos refúgios dedicados à música convidam a desacelerar, transformar a escuta em um ritual e criar ambientes voltados ao bem-estar. Mais do que acomodar um toca-discos e uma coleção de vinis, eles ajudam a construir uma atmosfera de permanência.
Estúdio Clara Nahas - Estúdio Semibreve. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Divulgação/CASACOR)
Na CASACOR 2026, diversos profissionais exploram essa ideia sob perspectivas distintas. Em A Poética do Ritmo, de Isabella Nalon Arquitetura e Interiores, na CASACOR São Paulo, a sala de música é inteiramente dedicada à escuta analógica. Envolvido por paredes e teto em tom rosé, o espaço reúne vitrola e discos de vinil em uma composição que reforça a proposta de conexão por meio da música. Também na mostra paulista, o Estúdio Semibreve A Poética do Ritmo, de Clara Nahas, posiciona a vitrola como protagonista de uma casa concebida para privilegiar a conversa, a música e o tempo vivido, substituindo a televisão por experiências compartilhadas.
Luísa Macedo - Estar Aqui e Agora. Projeto da CASACOR Goiás 2026. (Edgard César/CASACOR)
Na CASACOR Goiás, a música também participa da construção dos ambientes. Em Estar Aqui e Agora, de Luísa Macêdo, a vitrola aparece sobre um aparador cercado por obras de arte, integrando uma arquitetura sensorial voltada à presença e ao equilíbrio entre mente e coração. Já no Loft Urucum, de Marcos Lula, o equipamento surge discretamente entre livros e objetos decorativos na estante, demonstrando como o canto da música pode ser incorporado ao cotidiano.
Marco Lula - Loft Urucum. Projeto da CASACOR Goiás 2026. (Edgard César/CASACOR)
Na Sala Presença, de Alessandra Gandolfi, na CASACOR Paraná, a vitrola ocupa um lugar especial ao lado do bar de drinks, acompanhando um ambiente pensado para reunir pessoas em torno de conversas, filmes, jogos e bons momentos. Na Sala do Vinho, de Denise Almeida, na CASACOR Piauí, a curadoria de vinis reforça a proposta de um espaço onde vinho, arte e música caminham juntos, transformando a experiência de estar na casa em um convite à desaceleração.
Alessandra Gandolfi - Sala Presença. Projeto da CASACOR Paraná 2026. (Eduardo Macarios/CASACOR)
Ao reunir toca-discos, discos de vinil, livros e obras de arte em uma mesma composição, os cantinhos da vitrola da CASACOR 2026 mostram como a decoração pode traduzir hábitos e interesses pessoais. Mais do que um elemento vintage, eles reafirmam a importância de criar espaços que estimulem experiências sensoriais e encontros, fazendo da música parte integrante do morar contemporâneo.
Denise Almeida - Sala do Vinho. Projeto da CASACOR Piauí 2026. (Felipe Petrovsky/CASACOR)