comScore
CASACOR
Cultura

Os 10 livros mais vendidos durante a Flip 2026

Conheça os livro mais vendidos da Flip 2026 e descubra as obras que conquistaram o público durante o maior evento literário do país

Por Chrys Hadrian

Publicado em 29 de jul. de 2026, 13:00

08 min de leitura
Como livraria oficial da Flip 2026, a Livraria da Travessa revelou a lista dos livros mais vendidos ao longo do evento.

Como livraria oficial da Flip 2026, a Livraria da Travessa revelou a lista dos livros mais vendidos ao longo do evento. (Divulgação/Divulgação)

A 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), realizada entre os dias 22 e 26 de julho de 2026, entrou para a história como a maior já promovida pelo festival, registrando recorde de público e consolidando sua importância no cenário cultural brasileiro.


Neste ano, a homenageada foi a filósofa e poeta paulista Orides Fontela, cuja obra inspirou debates ao longo da programação. O evento também reuniu grandes nomes da literatura, da política e do pensamento contemporâneo, como Angela Davis, a ministra Cármen Lúcia, Andrea Bajani, Andrea Del Fuego e Zadie Smith.


A livraria oficial da Flip foi a Livraria da Travessa, responsável por divulgar a lista oficial das obras mais vendidas durante o festival, revelando quais títulos conquistaram o interesse do público presente. Veja, a seguir, quais foram os 10 livros mais vendidos na livraria oficial da Flip 2026.

1. Amar é inadiável, de Socorro Acioli


Amar é inadiável, de Socorro Acioli.

Amar é inadiável, de Socorro Acioli. (Divulgação/Divulgação)

O grande campeão de vendas da Flip 2026 foi Amar é inadiável, livro que reúne mais de 60 crônicas de Socorro Acioli. Conhecida por seus romances, a autora apresenta textos delicados e sensíveis sobre o cotidiano, transformando pequenas cenas em reflexões sobre afeto, memória, encontros e literatura. A obra celebra seus 25 anos de carreira e foi elogiada por escritores e jornalistas como Alexandre Coimbra, Zeca Camargo, Carla Madeira, Walter Porto e Martha Medeiros, que destacam a capacidade da autora de transformar a simplicidade em poesia.

2. O século dos imbecis, de Valter Hugo Mãe


O século dos imbecis, de Valter Hugo Mãe.

O século dos imbecis, de Valter Hugo Mãe. (Divulgação/Divulgação)

Em segundo lugar aparece O século dos imbecis, novo romance do escritor português Valter Hugo Mãe. A narrativa acompanha o excêntrico Marquês da Malandrinha, cuja inteligência varia conforme a altitude em que se encontra. A partir dessa premissa fantástica, o autor constrói uma alegoria sobre os excessos, a intolerância, a empatia e as contradições humanas, combinando humor, realismo mágico e uma profunda reflexão filosófica sobre o mundo contemporâneo.

3. Os imortais, de Paulliny Tort


Os imortais, de Paulliny Tort (Fósforo), leva o leitor à pré-história ao acompanhar um clã de neandertais em busca de sobrevivência em uma narrativa que mistura aventura e reflexão sobre a origem da humanidade.

Os imortais, de Paulliny Tort. (Fósforo/Divulgação)

Ambientado na pré-história, o romance de Paulliny Tort acompanha um clã de neandertais que atravessa territórios hostis em busca de sobrevivência. Liderado por figuras conhecidas como Homem, Mulher e Velha, o grupo enfrenta desafios naturais e conflitos com outros povos. Após um confronto, uma criança sapiens passa a integrar o clã, criando novas tensões e possibilidades. Com linguagem poética e imaginação ousada, a autora constrói uma narrativa que reflete sobre a origem da humanidade, o nascimento da cultura e o frágil equilíbrio entre passado e futuro da civilização.

4. Pela mão do povo: Voto e democracia no Brasil


Pela mão do povo: Voto e democracia no Brasil, org. por Cármen Lúcia, Heloísa Starling e Nayara Henriques.

Pela mão do povo: Voto e democracia no Brasil, org. por Cármen Lúcia, Heloísa Starling e Nayara Henriques. (Divulgação/Divulgação)

Organizado por Cármen Lúcia, Heloísa Starling e Nayara Henriques, o livro apresenta uma ampla análise da evolução da democracia brasileira por meio da história das eleições e da conquista do direito ao voto. A obra aborda os períodos de autoritarismo, os processos de redemocratização e as lutas de grupos historicamente excluídos da participação política, como mulheres, negros, indígenas e analfabetos. O resultado é uma leitura acessível e relevante para compreender os desafios da democracia no Brasil.

5. Malária, de Carmen Stephan


Malária, de Carmen Stephan.

Malária, de Carmen Stephan. (Divulgação/Divulgação)

Narrado de forma inusitada por uma fêmea do mosquito Anopheles, transmissor da malária, o romance de estreia de Carmen Stephan mistura autobiografia, ficção e divulgação científica. A história acompanha a jornada da protagonista após contrair a doença durante uma viagem à Amazônia, mostrando as dificuldades até o diagnóstico correto. A narrativa combina suspense, humor e reflexão sobre a relação entre seres humanos e natureza, em uma perspectiva pouco convencional.

6. Bom dia, inverno, de Tamara Klink


Bom dia, Inverno — Tamara Klink.

Bom dia, Inverno, de Tamara Klink. (Divulgação/Divulgação)

Neste relato autobiográfico, Tamara Klink narra sua experiência extrema ao passar oito meses sozinha em um veleiro preso no gelo do Ártico groenlandês. A obra vai além da aventura e mergulha em reflexões sobre solidão, autoconhecimento e resiliência, explorando o impacto psicológico de viver isolada em um ambiente hostil. É uma leitura sensível e corajosa, que combina natureza, introspecção e superação.

7. O boxeador polonês, de Eduardo Halfon


O boxeador polonês, de Eduardo Halfon.

O boxeador polonês, de Eduardo Halfon. (Divulgação/Divulgação)

Em O boxeador polonês, o escritor guatemalteco Eduardo Halfon reúne histórias que transitam entre memória, identidade, música, poesia e pertencimento. Personagens de diferentes origens e épocas compartilham experiências marcadas por deslocamentos e descobertas, enquanto um narrador chamado Eduardo percorre os limites entre autobiografia e ficção. Considerada uma das obras mais importantes do autor, o livro recebeu elogios da crítica internacional pela elegância de sua escrita e pela força de seus personagens.

8. A pediatra, de Andrea Del Fuego


A pediatra, de Andrea Del Fuego.

A pediatra, de Andrea Del Fuego. (Divulgação/Divulgação)

Publicado originalmente em 2021, A pediatra voltou ao centro das atenções durante a Flip graças à presença de Andrea Del Fuego na programação. O romance acompanha Cecília, uma pediatra que não gosta de crianças e cuja visão racional da medicina entra em conflito com novas abordagens humanizadas do parto e dos cuidados maternos. Com humor ácido e crítica social, a autora constrói uma protagonista complexa que desafia expectativas e revisita temas como maternidade, afeto e escolhas pessoais.

9. A paixão pela mentira, de Paulo Schiller


A paixão pela mentira, de Paulo Schiller.

A paixão pela mentira, de Paulo Schiller. (Divulgação/Divulgação)

Neste ensaio, Paulo Schiller investiga como as relações familiares influenciam a construção de discursos autoritários e da intolerância política. A partir de sua experiência clínica, o autor analisa temas como fascismo, masculinidade, violência e manipulação da verdade, propondo uma reflexão sobre as origens psicológicas desses comportamentos. A obra se destaca pela abordagem interdisciplinar, conectando psicanálise, política e história contemporânea.

10. O aniversário, de Andrea Bajani


Malária, de Carmen Stephan.

Malária, de Carmen Stephan. (Divulgação/Divulgação)

Fechando a lista está O aniversário, romance do italiano Andrea Bajani, vencedor do Prêmio Strega 2025. A obra acompanha um narrador que decide romper definitivamente os vínculos com sua família e revisita lembranças da juventude para compreender as marcas deixadas por uma convivência difícil. Com uma escrita delicada e precisa, Bajani aborda temas como memória, identidade e pertencimento, mostrando que nem sempre o lar representa acolhimento. O romance foi amplamente elogiado pela crítica internacional e conquistou leitores brasileiros durante a Flip 2026.