Design nacional, obras de arte e marcenaria funcional marcam o apartamento de 78 m², primeiro lar do arquiteto Bernardo Gaudie-Ley, sócio do escritório Beta Arquitetura ao lado de Tânia Braida (e parte do elenco CASACOR Rio de Janeiro), na Barra da Tijuca
Publicado em 25 de set. de 2026, 18:00

Conheça o apê do arquiteto Bernardo Gaudie-Ley, da Beta Arquitetura. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/CASACOR)
Localizado no Condomínio Península, na Barra da Tijuca, o primeiro apartamento do arquiteto Bernardo Gaudie-Ley, sócio do escritório Beta Arquitetura ao lado de Tânia Braida (e parte do elenco CASACOR Rio de Janeiro), passou por uma transformação completa de layout para marcar o início de sua moradia solo. Adquirido ainda na planta e com obra concluída em seis meses, o imóvel de 78 m² teve sua estrutura totalmente reconfigurada para eliminar barreiras visuais e ampliar a sensação de espaço.
Conheça o apê do arquiteto Bernardo Gaudie-Ley, da Beta Arquitetura. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/CASACOR)
Para criar uma área social contínua, a cozinha, a antiga varanda e o quarto da suíte de hóspedes foram incorporados ao living, formando um ambiente integrado que reúne estar, TV, jantar e cozinha, enquanto o banheiro da suíte desativada passou a servir à suíte principal como um segundo banheiro independente.
Conheça o apê do arquiteto Bernardo Gaudie-Ley, da Beta Arquitetura. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/CASACOR)
Essa integração fluida atende diretamente à rotina do arquiteto, que costuma receber amigos e familiares com frequência. No living, um sofá em ilha setoriza o espaço entre a sala de TV e a área de convivência ligada à cozinha linear, onde uma grande estrutura de marcenaria de freijó esconde os eletrodomésticos e a área de serviço para manter a estética limpa do ambiente.
Conheça o apê do arquiteto Bernardo Gaudie-Ley, da Beta Arquitetura. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/CASACOR)
Uma coluna estrutural existente no centro da planta foi abraçada pelo projeto e integrada a um banco de alvenaria, e perto da entrada, uma estante desenhada sob medida acomoda livros, objetos de viagem e um nicho de bar com adega embutida. O projeto também tira proveito máximo da iluminação natural e das paisagens do condomínio, voltando os ambientes para o parque, a Lagoa de Marapendi e a Cidade das Artes, especialmente na sala de jantar, que passou a ocupar a antiga varanda nivelada e fechada com vidro.
Conheça o apê do arquiteto Bernardo Gaudie-Ley, da Beta Arquitetura. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/CASACOR)
A decoração combina o estilo cozy a referências do design italiano e escandinavo, partindo de uma paleta neutra que destaca a combinação de tons terrosos, vinho, azul-marinho e verde. A escolha cromática teve como ponto de partida duas cadeiras Standard, de Jean Prouvé para a Vitra, desdobrando-se pelo uso do mármore Verde Guatemala na área social, do Rosso Italiano no lavabo e do Branco Paraná Matarazzo na suíte master. A continuidade visual se completa com o porcelanato cinza aquecido no piso e a pintura texturizada tom Areia nas paredes.
Conheça o apê do arquiteto Bernardo Gaudie-Ley, da Beta Arquitetura. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/CASACOR)
Na suíte principal, a cabeceira estofada de bouclé off-white aproxima-se da textura da parede, e painéis de freijó mantêm a integração visual com o banheiro, preservando a vista para a paisagem.
Conheça o apê do arquiteto Bernardo Gaudie-Ley, da Beta Arquitetura. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/CASACOR)
O acervo de mobiliário e arte traduz a memória afetiva e o repertório do profissional, reunindo peças adquiridas ao longo dos anos e novos garimpos. O living e o jantar trazem ícones do design como a mesa Tulipa de pau-ferro (Eero Saarinen), as cadeiras Vicky (Bernardo Figueiredo), o carrinho de chá Mini e a mesa Jardim (Jader Almeida), a poltrona N (Zanine Caldas), a cadeira Tião e o banco Magrini (Sérgio Rodrigues), além da poltrona Jangada (Jean Gillon), apontada pelo arquiteto como sua peça favorita.
Conheça o apê do arquiteto Bernardo Gaudie-Ley, da Beta Arquitetura. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/CASACOR)
As obras de arte pontuam todos os cômodos e reforçam esse caráter pessoal, reunindo trabalhos de Guilherme Milward, Hércules Barsotti, Burle Marx e de sua mãe, a artista Ana Beatriz Grijó, ao lado de relíquias de valor sentimental como um croqui de Tarsila do Amaral, uma serigrafia de Alfredo Volpi e um croqui original de Oscar Niemeyer do período de construção de Brasília.
















