comScore
CASACOR
Arte, Notícias

Sebastião Salgado entra para a Academia de Belas Artes da França

O fotógrafo mineiro é o primeiro brasileiro a assumir uma cadeira na Academia de Belas Artes, em Paris

Por Cristina Bava

Publicado em 6 de dez. de 2017, 14:46

03 min de leitura
A pesca indígena na região da bacia do Xingu.

A pesca indígena na região da bacia do Xingu. (Sebastião Salgado)

05-3-241-67---copie-(6)
01/05 -

A pesca indígena na região da bacia do Xingu.

(Sebastião Salgado)
09-7-12440---copie
02/05 -

Flagrante de pinguins-de-barbicha em um iceberg nas Ilhas Sandwich do Sul.

(Sebastião Salgado)
créditt-p-Sebastião-Salgado-Amazonas-Images
03/05 - (Sebastião Salgado)
crédit-p-Sebastião-Salgado-Amazonas-Images
04/05 - (Sebastião Salgado)
Le-Sel-de-la-Terre-(c)-Juliano-Ribeiro-Salgado
05/05 -

Le Sel de la Terre

(Juliano Ribeiro Salgado)

Aos 73 anos, Sebastião Salgado assume, nesta terça-feira (05), um posto na prestigiosa Academia de Belas Artes da França, na cidade de Paris. O premiado fotógrafo é o primeiro brasileiro a receber um lugar na instituição e substituirá Lucien Clergue, fotografo francês, falecido em 2014. Criada há 10 anos, a divisão de fotografia da Academia de Belas Artes da França conta com outros três nomes, além de Salgado: Bruno Barbey, do Marrocos e Jean Gaumy e Yann Arthus-Bertrand, da França.

Político, polêmico, artístico, comprometido... Não faltam definições para descrever o trabalho de Sebastião Salgado, fotógrafo, ex-integrante da renomada agência Magnum, e dono de uma extensa obra de cunho ecológico. Economista de formação, ele assina grandes projetos que tratam de questões globais, são mais de 10 livros, entre eles: Gênesis, Trabalhadores e Êxodos, denunciando, com suas imagens cruas e muitas vezes cruéis, o preço alto que o ser humano paga pelas radicais mudanças econômicas e sociais que vêm promovendo.

Sediado em Paris há quase 50 anos, Sebastião Salgado mantém uma forte relação com o Brasil. A antiga fazenda de seus pais, em Aimorés, MG, transformou-se no Instituto Terra, fundado por ele e sua esposa, ali eles replantaram mais de dois milhões de árvores.