A exposição "Windowology: Estudo de janelas no Japão" retoma esses elementos fundamentais da sociedade japonesa, que assumiram protagonismo na pandemia
Publicado em 29 de jun. de 2021, 13:00

(Ryan Miller/Japan House Los Angeles Japan House Los Angeles)
Diretamente da Japan House Los Angeles, desembarca em São Paulo a exposição Windowology: Estudo de janelas no Japão, que segue em cartaz até 22 de agosto com entrada gratuita. A proposta curatorial de Igarashi Taro visa refletir sobre o papel das janelas na arquitetura, na construção das relações sociais, nas artes e na literatura. Por trás dessa ideia está o Window Research Institute, instituição japonesa que realiza pesquisas em torno deste elemento que, à primeira vista, pode parecer ter um papel prosaico, mas que se torna imprescindível, principalmente em momentos de reclusão social como o vivido atualmente pela sociedade. Por meio de nove módulos, a exposição propõe diversas leituras sobre a representação da janela nos processos artesanais, em produções audiovisuais, na construção das casas de chás, na arquitetura contemporânea, nos mangás e nos diversos ambientes japoneses e seus múltiplos formatos, que foram se refinando e se adaptando às necessidades das diferentes culturas ao longo da história.
Em cartaz no segundo andar Japan House São Paulo, a mostra explora a janela a partir de desenhos, maquetes, fotos, vídeos, mangas e obras literárias, que buscam revelar aos visitantes as janelas como um dos componentes mais fascinantes da arquitetura e do cotidiano das pessoas. Para isso, apresenta seus diferentes tipos e movimentos, sua posição de destaque em ambientes e histórias, assim como revela sua potência, capaz de conectar o externo e o interno, permitir entrada de luz e ar nos ambientes, proteger do frio e da chuva e fazer com que seja possível observar o outro, a natureza e o movimento das cidades e das pessoas. No contexto japonês, as janelas do ponto de vista arquitetônico são feitas em sua maioria de madeira e compostas por colunas e vigas. Os vãos possuem características peculiares: quando se move um tategu (portas e janelas), o espaço transforma-se em um ambiente inteiramente ventilado. Um exemplo que reflete esse uso são as salas de chá japonesas (chashitsu), um programa arquitetônico especial que reúne diferentes tipos de janelas num espaço pequeno, em especial, o Yōsuitei (sala de 13 janelas), casa de chá que possui o maior número de janelas e que, nesta mostra, será exibida como uma réplica em tamanho real (escala 1:1) feita de papel artesanal japonês (washi).
(Ryan Miller/Japan House Los Angeles Japan House Los Angeles/CASACOR)