O júri do prêmio disse que Isozaki foi reconhecido internacionalmente com a maior honra da arquitetura devido à sua abordagem original e visionária
Publicado em 6 de mar. de 2019, 12:23

Ginásio Esportivo Palau Sant Jordi, em Barcelona, na Espanha. (Reprodução)
(Reprodução/CASACOR)
A carreira do arquiteto abrange mais de seis décadas e mais de 100 edifícios concluídos pela Ásia, Europa, América do Norte, Oriente Médio e Austrália. Seus principais trabalhos incluem o Ceramic Park Mino e o Art Tower Mito no Japão, o Pala Alpitour e o Allianz Tower na Itália, o Centro de Convenções Nacional do Qatar e o Shanghai Symphony Hall, na China.
O Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles, a primeira construção internacional do arquiteto, atraiu elogios específicos dos organizadores do Prêmio Pritzker. O prédio vermelho de arenito indiano segue a noção de escala de Isozaki através de uma montagem de volumes, ao mesmo tempo em que inclui a proporção áurea e a teoria yin yang, evocando a natureza complementar das relações ocidentais e orientais. Os primeiros sucessos arquitetônicos de Isozaki ocorreram na era seguinte à ocupação aliada do Japão, quando o país tentou se reconstruir das ruínas da Segunda Guerra Mundial.
O Prêmio Pritzker 2019 consolida a Ásia na arquitetura internacional. Embora o Pritzker Prize tenha sido tradicionalmente visto como centrado no Ocidente, Isozaki é o sétimo arquiteto asiático a receber o prêmio nos últimos 10 anos. O Japão já produziu oito laureados, incluindo os recentes vencedores Tadao Ando e Shigeru Ban. A conquista de Isozaki coloca o Japão ao lado dos Estados Unidos, que – ao incluir o norte-americano canadense Frank Gehry – também produziu oito ganhadores do Pritzker.
(Reprodução/CASACOR)