Entre arquitetura, paisagismo e gastronomia, a CASACOR Ribeirão Preto 2026 acontece no Jardim Sumaré e resgata histórias, memórias afetivas e o design nacional
Publicado em 25 de ago. de 2026, 10:30

Vitor Pellini (Pellini Arquitetura) - Entretempos. Projeto da CASACOR Ribeirão Preto 2026. (Keniche Santos/CASACOR)
Atravessar as portas da 8ª edição da CASACOR Ribeirão Preto é, antes de tudo, um convite a desacelerar. Entre os dias 25 de agosto e 12 de outubro, a praça transforma um marco arquitetônico da cidade — uma residência emblemática da década de 1980, assinada por Marcos Tomanik no Jardim Sumaré — em uma verdadeira jornada sensorial sobre as diferentes formas de morar.
Com o tema Mente e Coração, a mostra deste ano responde à aceleração cotidiana e ao excesso de informação propondo o lar como um território de acolhimento e reconexão. Ao longo de 31 ambientes integrados, arquitetura, design, paisagismo, arte e gastronomia se entrelaçam para provar que uma casa precisa nutrir a razão e a emoção na mesma medida.
Confira todos os ambientes abaixo!


























“Esta edição da CASACOR Ribeirão Preto reafirma a força criativa da nossa região e sua capacidade de reunir arquitetura, design, arte, paisagismo e inovação em experiências que dialogam com diferentes formas de viver. Além de apresentar projetos inspiradores, a mostra movimenta toda uma cadeia de profissionais, marcas e fornecedores, fortalece conexões e gera oportunidades de negócio. Nosso propósito é consolidar a CASACOR Ribeirão Preto como uma plataforma relevante para o mercado e, ao mesmo tempo, proporcionar ao público uma experiência envolvente, capaz de despertar novos olhares sobre o morar”, diz Mauricio Siqueira, CEO da mostra local.
A jornada começa no Jardim do Encontro, de Mariangela Penha – Jardins de Mari, concebido como um rito de passagem para a chegada e para a despedida da mostra. Em meio a espécies tropicais de diferentes portes, volumes, texturas e cores, o visitante é convidado a reduzir o ritmo. Um banco de vergalhão e uma escultura em aço inspirada no Quarteirão Paulista estabelecem, já na chegada, uma conexão entre design e a memória arquitetônica de Ribeirão Preto.
Na sequência, a Entrada CASACOR, o projeto luminotécnico é do light designer Filippo Giorgi, um italiano radicado no Brasil há mais de 15 anos, premiado na Europa e Brasil. O trabalho dele marca definitivamente a transição entre a cidade e o universo da mostra. Junto à vegetação, sombras, vazios e iluminação esses elementos uma fachada que muda de percepção ao longo do dia e, especialmente ao anoitecer, revelando novas texturas e profundidades.
Morize Carvalho - Living Raízes. Projeto da CASACOR Ribeirão Preto 2026. (Keniche Santos/CASACOR)
O percurso segue para o Living Raízes, de Morize Carvalho, onde brasilidade, memória e identidade nacional conduzem a experiência. Madeira e cores vibrantes se encontram com uma curadoria exclusivamente brasileira, com destaque para a presença feminina na arte e no design.
Logo depois, Lucas Lourenço propõe outra relação com o tempo no Living da Permanência. Inspirado nos apartamentos da Park Avenue das décadas de 1950 e 1960, o projeto reúne arquitetura clássica, antiguidades, arte, referências tropicais e design modernista para defender um luxo construído por repertório e escolhas capazes de atravessar gerações. A experiência se desdobra na Loja Petit Palais Casa, também de Lucas Lourenço, onde veludo, materiais nobres e uma arquitetura atemporal servem como cenário para uma curadoria dinâmica de objetos de diferentes épocas, estilos e cores.
O Living Evviva, da Hayasaki Arquitetura, assinado por Fabiano, Tania e Isabela Hayasaki, retoma diretamente a dualidade entre razão e emoção proposta pelo tema do ano. Materiais naturais, texturas, iluminação e a integração entre mobiliário e marcenaria criam uma experiência sensorial, completada pelas obras interativas de Bia Hayasaki.
Victoria Balbo - Cozinha da Nonna. Projeto da CASACOR Ribeirão Preto 2026. (Keniche Santos/CASACOR)
A partir daí, a visita entra em um território profundamente afetivo. Na Cozinha da Nonna, Victoria Balbo parte das próprias lembranças da casa da avó para reconstruir sensações familiares. Piso de mármore e lambris originais convivem com marcenaria verde, madeira, palha, tecidos naturais, livros de receitas, crochês e peças pessoais.
Em Lembranças que Habitam, os estudantes de Design de Interiores do SENAC Ribeirão Preto exploram a ideia de que uma casa também é construída pelas histórias carregadas por seus objetos. Hall e banheiro acessível recebem uma composição maximalista de cores, texturas, estampas e itens de coleção, incorporando acessibilidade à estética e à funcionalidade.
Caru Cunha - Quarto NOLT. Projeto da CASACOR Ribeirão Preto 2026. (Victor Filomensky/CASACOR)
O tempo volta a conduzir a experiência no Quarto NOLT, de Caru Cunha. Inspirado no conceito New Older Living Trend, o ambiente imagina a intimidade de um casal 60+, com volumes puros, materiais sofisticados, objetos vintage, fotografias e lembranças de viagens compondo um espaço sobre maturidade, conforto e histórias compartilhadas.
Em Um Canto da Terra, Silvia Camargo olha para famílias de diferentes origens que construíram suas trajetórias no Brasil. Tapeçarias, peças herdadas, arte, uma mesa de fazenda e mobiliário nacional tecnológico atravessam gerações, enquanto laranjas e tonalidades outonais remetem à terra e à paisagem da região.
A infância surge em seguida por meio de dois ambientes de Adriana Fontana. O Primeiro Refúgio apresenta um quarto pensado para crescer junto com a criança, reinterpretando referências clássicas com xadrez, verdes, madeiras quentes, couro e elementos vintage. Conectado a ele, o Ninho de Histórias transforma a brinquedoteca em território de leitura, criatividade e descoberta, com mobiliário dimensionado para os pequenos, cantos arredondados, lousa, mesa de atividades, nichos e estantes.
Carina Rezende e Maísa Andrade - Terra Roxa. Projeto da CASACOR Ribeirão Preto 2026. (Victor Filomensky/CASACOR)
A própria história da cidade entra no percurso em Terra Roxa, de Carina Rezende e Maísa Andrade. A cultura do café, a terra vermelha e a memória das antigas fazendas de Ribeirão Preto são reinterpretadas por tecidos, estofados, madeira e marcenaria em um ambiente multifuncional que leva para a casa o acolhimento de um quarto de hotel.
Em Âmago Corten, Marian Jammal transforma o aço em metáfora para “Mente e Coração”. A racionalidade aparece na precisão dos painéis ripados, no gabião e na chapa metálica envelhecida; a emoção, nas curvas, texturas, iluminação suave e paisagismo.
Cotrim Arquitetura - Casa Cotrim Galeria. Projeto da CASACOR Ribeirão Preto 2026. (Victor Filomensky/CASACOR)
Na sequência, Camila Ubida e Ana Luísa Carolo, do Studio Ubida Carolo, apresentam L’Atelier de Geneviève, imaginado como o universo íntimo de uma estilista. Ateliês europeus e design escandinavo se encontram entre tons de burgundy, papéis de parede maximalistas, tecidos, carretéis, croquis, livros e uma máquina de costura vintage.
A experiência mergulha então na arte, com a Casa Cotrim Galeria, da Cotrim Arquitetura. Em uma atmosfera monocromática, marcada por iluminação pontual, a curadoria coloca em evidência artistas ligados a Ribeirão Preto e estabelece diálogos entre suas obras e peças de design brasileiro.
Kadu Reis - Espaço Confluência. Projeto da CASACOR Ribeirão Preto 2026. (Keniche Santos/CASACOR)
O Espaço Confluência, de Kadu Reis, contrapõe a solidez da serra à fluidez do mar. Cheios e vazios, peso e leveza, estrutura e emoção se combinam a design brasileiro e iluminação indireta para criar um lugar de pausa e introspecção.
Na Suíte Ikigai, Rose Kumayama parte do conceito japonês que pode ser interpretado como a “razão de viver”. Tradições japonesas, interpretação brasileira, neuroarquitetura, arte e ciência encontram madeira, luz natural, formas orgânicas, artesanato e vegetação para construir um refúgio dedicado ao essencial.
Já Entretempos, de Vitor Pellini, da Pellini Arquitetura, imagina o espaço de um apreciador de arte e design. Livros, objetos e colecionismo funcionam como registros de experiências, enquanto madeira, chapisco, tons sóbrios e iluminação indireta incorporam a passagem do tempo à própria arquitetura.
Frezza & Figueiredo Arquitetura e Interiores - Sua Casa Bem Vivida Electrolux. Projeto da CASACOR Ribeirão Preto 2026. (Keniche Santos/CASACOR)
O percurso chega a Entre-Rios, de Carla Viziack e Marianna Viziack, do Studio ACK, onde uma área originalmente destinada à circulação se converte em espaço de permanência. A escada central, o paisagismo biofílico, a madeira e as referências à água, à terra e às raízes familiares das profissionais fazem dos rios uma metáfora para as conexões humanas.
A ideia de casa como lugar de encontro ganha nova escala no espaço Sua Casa Bem Vivida Electrolux, da Frezza & Figueiredo Arquitetura e Interiores, de Fabrício Frezza e Gabriel Figueiredo. Azul, palha, bege e verde, associados à madeira clara, fibras naturais, cerâmica e tecidos, criam uma residência leve e informal, enquanto a tecnologia se incorpora ao cotidiano e às novas formas de viver.
Matheus Vilela - Varanda Morar. Projeto da CASACOR Ribeirão Preto 2026. (Keniche Santos/CASACOR)
A experiência se abre para o exterior na Varanda Morar, de Matheus Vilela, que reúne spa, lounge e área gourmet em um oásis de linguagem maximalista. Obras de arte, objetos, texturas e diferentes camadas visuais dividem protagonismo com o paisagismo e os tons de verde.
Em Urbanidade, Jacqueline Nogueira desloca a reflexão para além dos limites da casa e propõe uma nova relação com a rua. Concreto, grafites, vegetação e mobiliário transformam o espaço urbano em lugar de convivência, enquanto materiais pré-fabricados e uma solução de mobilidade associada à tecnologia dos veículos elétricos incorporam sustentabilidade ao projeto.
HR Arquitetura - Casa-Ateliê da Ceramista. Projeto da CASACOR Ribeirão Preto 2026. (Keniche Santos/CASACOR)
A criação volta para dentro de casa na Casa-Ateliê da Ceramista, da HR Arquitetura. A roda da ceramista organiza o espaço e simboliza uma rotina na qual morar e produzir não possuem fronteiras rígidas. Cores terrosas, superfícies marcadas pelo tempo e um grande elemento de concreto com funções que transitam entre mesa, escultura e lugar de pausa reforçam o caráter artesanal da proposta.
Bruno Ortega e Juliana Treve - Restaurante Figo. Projeto da CASACOR Ribeirão Preto 2026. (Victor Filomensky/CASACOR)
A experiência da CASACOR também passa pela gastronomia. No Restaurante Figo, de Bruno Ortega e Juliana Treve, a arquitetura se torna silenciosa e sensorial. Cimento queimado, pedra natural, madeira, vegetação e iluminação intimista criam um cenário pensado para acolher e desacelerar, fazendo da refeição uma pausa dentro do percurso. A operação é comandada por Gustavo Andrez.
Em seguida, o visitante encontra o Botanique Noir – Cocktail Garden, de Marcelo Camargo Arquitetura, do Cubo9 Studio. Cafés parisienses, rooftops nova-iorquinos e jardins tropicais inspiram um ambiente em que arquitetura, paisagismo e coquetelaria se encontram. A experiência se modifica com a luz do dia e o cair da noite e convida à permanência e ao ritual do drink, com operação da Clicô.
O Deck Oásis, de Luciane Folheto e João Vitor Gulini, prolonga essa sensação. Água, vegetação, iluminação e tons naturais formam um ambiente de conforto físico e emocional, concebido para que a arquitetura seja percebida pelo conjunto de sensações que proporciona.
Jaciara Carvalho - Ateliê Jaciara Carvalho - Loja Decor. Projeto da CASACOR Ribeirão Preto 2026. (Keniche Santos/CASACOR)
No Ateliê Jaciara Carvalho – Loja Decor, Jaciara Carvalho assina tanto o espaço quanto as peças artesanais expostas. Pedras, texturas, referências à madeira, formas orgânicas e elementos naturais valorizam a autenticidade do feito à mão e convidam a observar os detalhes.
A programação e a dimensão coletiva da mostra encontram seu endereço no Hub de Conexões, de Fabio Marzola. Pensada para receber eventos, a arquitetura do espaço privilegia integração, circulação e flexibilidade, com layout adaptável e iluminação capaz de criar diferentes cenários ao longo da programação.
Até os ambientes essencialmente funcionais entram na narrativa. Nos Banheiros Públicos, Marian Jammal transforma a passagem em um refúgio sensorial inspirado na paisagem brasileira. Argila, areia e tons minerais, associados às curvas, formas fluidas e luz indireta, criam uma atmosfera natural e acolhedora.
O percurso termina, e abre espaço para permanecer um pouco mais, no Café da Mata, de Willian Gonçalves Cucco, sob o comando da Mais Um Copo de Café. A cultura cafeeira, tão profundamente relacionada à história de Ribeirão Preto, encontra as florestas brasileiras em uma composição de cerâmica, madeira, metal, vegetação e arte. Uma instalação suspensa inspirada nas raízes e copas das árvores reforça a relação entre natureza e arquitetura, enquanto luz e sombra modificam continuamente a percepção do ambiente.
Quando: de 25 de agosto a 12 de outurbo de 2026
Horários: de terça a sábado, das 15h ás 22h. Domingos e feriados, das 15h às 20h
Onde: Av. Sumaré, 590 - Jardim Sumaré, Ribeirão Preto - SP, 14025-450
Ingressos: R$ 98 (inteira) e R$ 49 (meia)
Bilheteria: online, aplicativo oficial da CASACOR e venda presencial no local
Redes sociais: @casacor_ribeiraopreto
Compra de ingresso de meia-entrada:
Idosos a partir de 60 anos
Estudantes, mediante apresentação de documento válido com foto ou comprovante de pagamento.
PNEs (pessoas com necessidades especiais) e seus acompanhantes (conforme a Lei 12.933/13)
Professores das redes pública e privada, mediante apresentação de documento válido com foto.
*Promoção de pré-venda não válida para meia-entrada. A comprovação de meia-entrada será exigida na porta.
Importante:
Entrada gratuita para crianças com idade comprovada de até 10 anos.
1 (um) CPF pode comprar, no máximo, 10 ingressos.
Venda para grupos: para compras acima de 10 ingressos ou por CNPJ, envie e-mail para eventoscasacorrp@gmail.com.
A CASACOR Ribeirão Preto 2026 tem patrocínio master Deca, tinta oficial Coral, patrocínio local Centro Cerâmico e Eletrolux, hotel oficial TRYP by Wyndham Ribeirão Preto, apoio institucional da Prefeitura de Ribeirão Preto e apoio de mídia da revista InterArq, Zumm Portal Revide, Ypê News, e Obra Prima. Realização Editora Globo.