Uma homenagem a Guiomar Marinho, a artista que apresentou a tapeçaria ao Ceará nos anos 1960, percorrendo o estado ensinando tapeçaria a artesãos que não se sabiam artistas. No ambiente, superfícies de aspecto natural, escolhidas por aceitarem a marca do tempo, texturas irregulares, fibras vegetais, pedra, metal que envelhece. Nada é liso, novo ou perfeito. A beleza está justamente no que a passagem do tempo deixa. A sala ocupa 22 m2 no casarão de 1977, com pé direito de 3 metros. O centro emocional são tapeçarias originais de Guiomar Marinho, bordadas em ponto sobre juta, com relevo. No centro, uma mesa funciona como espaço de trabalho, não de reunião. Sobre ela ficam croquis abertos, novelos e amostras de fibra tingida. A paleta do ambiente é a das obras, ocre, caju, terracota, verde folha.