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CASACOR Tocantins 2026: la cultura local se convierte en diseño en 35 proyectos

En el Orquidario de Palmas, 52 profesionales ocupan 35 proyectos que celebran la tierra roja, las rocas nativas y la sabiduría ancestral, traduciendo la identidad del Cerrado tocantinense en nuevos lenguajes del habitar

Por Nádia Sayuri Kaku

Presentado en 14 sept 2026, 11:01

10 min de leitura
Roger França - Living Buriti. Projeto da CASACOR Tocantins 2026.

Roger França - Living Buriti. Projeto da CASACOR Tocantins 2026. (Edgard César/CASACOR)

Antes de ser pared, piso u objeto, la materia cuenta una historia. Hay tierra roja bajo los pies, barro moldeado por las manos, fibras que cargan saberes antiguos, piedras extraídas en el propio Estado, frutos del Cerrado, madera, capim-dourado y una vegetación que no necesita ser inventada para ocupar la arquitectura.

En CASACOR Tocantins 2026, Mente y Corazón, tema de esta edición, encuentra traducción en el encuentro entre técnica y afecto, memoria e invención, naturaleza e intervención. Son 35 proyectos firmados por 52 profesionales, con propuestas atravesadas por el Cerrado, por las aguas, por la ancestralidad, por el arte y por diferentes maneras de comprender el habitar.

¡Conoce todos los proyectos a continuación!

Divino Alcan Arte e Paisagismo - Caminho dos Quilombos
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Divino Alcan Arte e Paisagismo - Caminho dos Quilombos. Inspirado nos povos quilombolas que habitam o Tocantins, o projeto apresentado pelo artista plástico e paisagista Divino Alcan traduz essa história em 560 m². O piso de terra vermelha batida é o grande protagonista, unindo naturalidade e sustentabilidade às marcas do tempo. Carvão, vasos de barro de olarias locais, esculturas e peças de design de autoria do próprio artista plástico completam a composição. Dispostas como um labirinto, as obras são feitas de aço, materiais reutilizados, lascas e troncos da vegetação do cerrado, unidos em uma proposta de reaproveitamento natural.

(Edgard César)
Leo Romano, Adalberto Rodrigues, Mariana Romano e Mariana Pierrott - Entreluz
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Leo Romano, Adalberto Rodrigues, Mariana Romano e Mariana Pierrott - Entreluz. Pensada como o primeiro contato do visitante com a mostra, a bilheteria, assinada por Leo Romano, Adalberto Rodrigues, Mariana Romano e Mariana Pierrott, propõe uma pausa antes de iniciar a experiência. Implantado sobre um espelho d’água e integrado ao jardim, o projeto se apresenta como um bloco solto, de escala baixa e desenho minimalista, que estabelece uma relação delicada com o entorno. À frente e aos fundos, duas grandes lanternas arquitetônicas completam a composição. Durante o dia, integram-se discretamente à paisagem; à noite, ganham protagonismo e valorizam a vegetação.

(Edgard César)
Gabriel Vitor Jaeger Menegusso - Respirar
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Gabriel Vitor Jaeger Menegusso - Respirar. O ambiente, assinado pelo paisagista Gabriel Vitor Jaeger Menegusso, parte da biofilia e da relação entre o ser humano e a natureza, reunindo elementos naturais, formas orgânicas e diferentes texturas. A sustentabilidade ganha destaque no aproveitamento da vegetação já existente e na escolha de materiais naturais e espécies adaptadas ao clima local. As tamareiras conferem imponência e verticalidade à composição, marcada pelo verde intenso e pela naturalidade. Vasos vietnamitas importados e mobiliário de linhas naturais completam o ambiente, enquanto um caminho de pedra natural conduz o visitante ao balanço, elemento que remete à memória afetiva.

(Edgard César)
Gabriella Agostini e Camila Caco - Terra e Trama
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Gabriella Agostini e Camila Caco - Terra e Trama. Assinado pelas arquitetas e artistas visuais Gabriella Agostini e Camila Caco, Terra e Trama possui o artesanato tocantinense como fio condutor. Em parceria com o Sebrae, o ambiente valoriza os artesãos como guardiões de saberes e de uma cultura viva, conectando memória, pertencimento e desenvolvimento. A instalação central, que representa o mapa do Tocantins, ganha forma a partir do reaproveitamento de retalhos e resíduos da indústria da moda, sobras de tecidos de cortinas e fibras naturais. A solução ressignifica materiais que seriam descartados e os transforma em símbolo de identidade, unindo design, fazer manual e sustentabilidade.

(Edgard César)
Roger França - Living Buriti
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Roger França - Living Buriti. Em sua segunda participação na CASACOR, o designer de interiores Roger França apresenta o Living Buriti, ambiente que celebra a riqueza cultural, natural e criativa do Tocantins. A proposta parte de um painel desenvolvido pelo profissional, que envolve o espaço com referências ao bioma e estabelece uma atmosfera marcada pela brasilidade e pela ancestralidade. A curadoria reúne artistas populares e artesãos regionais e nacionais, como Diego Santos, Vini Fernandes, Nêda do Piauí, Roberto Dias e Wesley Souza, em diálogo com o melhor do design brasileiro. Cerâmicas, palha de buriti, fibras naturais, mobiliário e objetos de design, além de peças de seu acervo pessoal, compõem um ambiente que valoriza o feito à mão e traduz um morar com identidade, memória e brasilidade.

(Edgard César)
Marcos Milhomem - Sala Íntima Maré
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Marcos Milhomem - Sala Íntima Maré. O ambiente assinado por Marcos Milhomem traduz o universo do mar por meio de uma leitura contemporânea e abstrata, explorando materiais, texturas, tons e elementos que evocam o movimento e a serenidade das águas. A composição nasce do encontro entre razão e sensibilidade e busca despertar sensações como silêncio, profundidade, liberdade e contemplação. Entre os elementos que reforçam essa atmosfera, destaca-se o teto, desenvolvido a partir de uma chapa metálica martelada manualmente pelo próprio profissional. A composição transforma referências do universo marítimo em uma experiência sensorial, sem recorrer à representação literal.

(Edgard César)
Fernando Neri - Ateliê do Acervista
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Fernando Neri - Ateliê do Acervista. Assinado por Fernando Neri, o ambiente traduz o olhar do arquiteto sobre a relação entre criação, arte e cotidiano. Com peças autorais do próprio profissional, a proposta se afasta da formalidade de um escritório convencional para criar um espaço onde trabalho, convivência e expressão se encontram. O layout integrado favorece a fluidez e a criatividade, enquanto a composição valoriza obras de arte, fotografias, cerâmicas, artesanato e elementos que revelam um repertório pessoal. O resultado é um ambiente contemporâneo e afetivo, pensado para acolher ideias, histórias e diferentes formas de criação.

(Edgard César)
Fábio Marxx e Fausto Paiva - Cápsula Mãe
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Fábio Marxx e Fausto Paiva - Cápsula Mãe. Assinada pelo arquiteto e urbanista Fausto Paiva e pelo designer Fábio Marxx, a Cápsula Mãe propõe uma reflexão sobre o poder do encontro a partir da força e da presença feminina. O ambiente resgata referências da ancestralidade, dos saberes tradicionais e da cultura presentes no território tocantinense, reinterpretados por meio de uma linguagem contemporânea. Em sintonia com “Mente e Coração”, razão e emoção permeiam a concepção do espaço, em uma abordagem que valoriza o feminino em sua essência. O piso de barro apresenta uma solução ancestral para o conforto térmico, enquanto a folha de piaçaba e outros materiais naturais integram a composição em uma relação direta com os saberes e a matéria do território.

(Edgard César)
Carol Arruda Adega Refúgio em Terracota
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Carol Arruda - Adega Refúgio em Terracota. Em sua segunda participação na CASACOR, a arquiteta Carol Arruda apresenta o Refúgio em Terracota, pensado a partir do encontro entre Minas Gerais, sua terra natal, e o Tocantins, onde construiu sua trajetória profissional. A arquitetura traduz essa relação entre território, memória e pertencimento por meio da arte, do artesanato e da materialidade. Tons terrosos, fibras naturais, texturas e peças feitas à mão compõem o espaço, com a terracota como protagonista da paleta. A parede da adega recebe cerâmicas produzidas pelo mestre artesão Renato Moura, feitas com matéria-prima natural e estampadas com iconografias do Tocantins.

(Edgard César)
Daniella Torres - Cozinha Legado Deca
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Daniella Torres - Cozinha Legado Deca. Em sua estreia na CASACOR, Daniella Torres apresenta a Cozinha Legado Deca, nascida de memórias afetivas e da lembrança do pai, da forma generosa de receber e reunir a família em torno da mesa. O projeto resgata referências da origem mineira e compreende a cozinha como espaço de permanência, convivência e construção de memórias. O próprio nome traduz a essência da proposta: aquilo que uma família constrói ao longo do tempo e que permanece em ensinamentos, receitas, sabores, livros ou em uma mesa cheia. A composição reúne materiais naturais, texturas marcantes e tons terrosos, pontuados pelo azul. A materialidade foi pensada para trazer aconchego e uma rusticidade reinterpretada sob um olhar contemporâneo.

(Edgard César)
Daniella Torres - Louceiro Flor de Maracujá
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Daniella Torres - Louceiro Flor de Maracujá. O Louceiro Flor de Maracujá resgata o lugar da louça e da mesa na casa contemporânea, valorizando o prazer dos pequenos rituais de escolher, arrumar, receber e compartilhar. O maracujá conduz a narrativa do ambiente e ganha uma dimensão afetiva a partir da história familiar da profissional: sua irmã, Amanda Torres, escreveu o livro Suco de Maracujá Bem Forte, em homenagem ao pai. No projeto, essa referência se transforma em uma estampa autoral, inspirada na flor, no fruto e em seus ramos, que também dá origem à coleção de louças Flor de Maracujá. Verdes, amarelos, tons terrosos e nuances de lilás compõem a paleta sobre uma base de madeira escura, criando uma atmosfera envolvente e acolhedora.

(Edgard César)
Gabriel Kós e Gabriele Dourado - Suíte Laços. Projeto da CASACOR Tocantins 2026.
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Gabriel Kós e Gabriele Dourado - Suíte Laços. Estreantes na CASACOR, Gabriele Dourado e Gabriel Kós apresentam a Suíte Laços, inspirada na conexão entre irmãos e na construção das primeiras memórias dentro de casa. Pensado como um ninho, o ambiente combina acolhimento, afeto e descoberta em um espaço compartilhado por crianças. Os arquitetos apostaram nos arcos como protagonistas, representando a união e a estabilidade do vínculo entre irmãos, sustentados pelo encontro de suas duas bases. O feito à mão aparece em porcelanas com pintura manual em aquarela e amigurumis, que acrescentam delicadeza e personalidade à composição.

(Edgard César)
Ana Caroline Torres Parrião - Pouso Alto
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Ana Caroline Torres Parrião - Pouso Alto. Criado pela arquiteta Ana Caroline Torres Parrião, o Pouso Alto parte de memórias afetivas da própria profissional, ligadas às casas dos avós e às vivências do campo. A atmosfera traduz essas lembranças por meio de cores, texturas e elementos que ganham uma leitura contemporânea. O piso de cimento queimado é o ponto de partida da composição, acompanhado pelo vermelho Pimenta Malagueta e pelo azul Queda Livre, da Coral. O artesanato aparece no crochê e em peças que dialogam com referências do Tocantins.

(Edgard César)
Ana Caroline Torres Parrião - Barra Mansa
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Ana Caroline Torres Parrião - Barra Mansa. Inspirado nas temporadas à beira-mar e na presença dos rios que atravessam o Tocantins, o ambiente Barra Mansa celebra a relação com as águas e sua importância para a vida no estado. O ambiente traduz essa referência em um refúgio de design, com degradês de azul, paginações exclusivas e elementos orgânicos. No teto, a rede de pesca remete à cultura da pescaria, enquanto elementos que fazem referência às embarcações e a madeira das portas completam a composição.

(Edgard César)
Alexandre Milhomem - Suíte do Casal
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Alexandre Milhomem - Suíte do Casal. A partir do conceito “Entre Portais - Tocantins em Movimento”, o ambiente propõe um encontro entre o contemporâneo e o sofisticado, sem perder a conexão com as origens e com o Tocantins. Os arcos, inspirados no pórtico da Igreja de Nossa Senhora da Natividade, ganham nova interpretação como elementos arquitetônicos que organizam a composição e reforçam as ideias de passagem e movimento. Cores, texturas e objetos também incorporam referências do território de maneira sutil. Peças atemporais, antiguidades e elementos desenvolvidos especialmente para o espaço completam a proposta, criando uma identidade regional com linguagem cosmopolita.

(Edgard César)
Cristóvão Bisneto + B.C. Studio - Casa Brastemp
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Cristóvão Bisneto + B.C. Studio - Casa Brastemp. Concebido pelo arquiteto Cristóvão Bisneto, o projeto parte de referências da arquitetura tradicional do Tocantins, especialmente das casas de vilas e fazendas dos séculos 18 e 19, reinterpretadas sob um olhar contemporâneo. Telhas de barro, madeira aparente e varandas destinadas aos redários estabelecem a conexão com a memória regional, enquanto atemporalidade, inovação e funcionalidade traduzem a essência da marca. A identidade tocantinense também está presente na curadoria de artistas de projeção nacional, como Marcos Dutra, Winny Tapajós, Pierre de Freitas, Fabiana Queiroga e Greghi Design. A sustentabilidade integra a Casa Brastemp a partir da madeira certificada e de reflorestamento TECA e da vedação das fachadas com chapas metálicas, que contribuem para a refração do calor externo.

(Edgard César)
Gabriela Melo - Recontá Arquitetura - Casa Despida - BRK
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Gabriela Melo - Recontá Arquitetura - Casa Despida - BRK. O Espaço BRK - Casa Despida, assinado pela arquiteta Gabriela Melo, revela o que normalmente permanece oculto em uma residência: os caminhos da água e do esgoto. Ao trazer a infraestrutura para o campo visual, o projeto transforma a hidráulica em elemento da arquitetura e propõe um novo olhar sobre os sistemas que sustentam o cotidiano. A luminária, criada a partir de objetos encontrados no lixo, integra a composição como uma representação dos resíduos que não deveriam chegar à rede de esgoto, evidenciando os impactos do descarte inadequado. Pensado para ultrapassar o período da mostra, o ambiente permanece como espaço educativo para escolas que visitam o Orquidário de Palmas e showroom da BRK.

(Edgard César)
Maria Caroline, Felipe Lacerda e Paula Lima - Oásis do Cerrado
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Maria Caroline, Felipe Lacerda e Paula Lima - Oásis do Cerrado. Assinado por Felipe Lacerda, Maria Caroline e Paula Lima, o Oásis do Cerrado parte da relação entre arquitetura e natureza para criar uma atmosfera de acolhimento e contemplação. A proposta valoriza referências do Cerrado por meio de uma paleta de tons terrosos e naturais, em que terracota, madeira, branco e verde se encontram de forma equilibrada. O paisagismo, desenvolvido em parceria com a Mimos da Terra, preserva as árvores existentes e as integra à composição do jardim. A iluminação, desenvolvida pela 4light Iluminação, completa a experiência ao valorizar as texturas e revelar uma nova atmosfera ao anoitecer.

(Edgard César)
Mara Magalhães - Praça Olaria
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Mara Magalhães - Praça Olaria. Entre a mente e o coração, existe a memória. A Praça Olaria, assinada pela paisagista Mara Magalhães, parte das memórias das primeiras casas vivenciadas pela profissional, ainda na infância, resgatando materiais e elementos presentes nessas referências. A cerâmica, matéria-prima tão presente em nossa cultura, ganha novas formas e revela que o essencial pode também ser belo, elegante e contemporâneo. O pau a pique, o tijolo, a terra e o verde se encontram em um espaço de acolhimento e pertencimento. A arte também integra a proposta, com a escultura de dedos da artista plástica Nina Coimbra, produzida inteiramente com capim-dourado, em referência ao trabalho do povo Mumbuca e à riqueza dessa planta nativa.

(Edgard César)
Andrea Pimenta e Marlon Nunes - Painel Sensorial Mente e Coração - Espaço Folhas da Terra
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Andrea Pimenta e Marlon Nunes - Painel Sensorial Mente e Coração | Espaço Folhas da Terra. Dois ambientes se encontram em um convite à pausa e à reconexão. No Painel Sensorial Mente Coração, a arquiteta Andrea Pimenta parte da pergunta “Onde você se sente inteiro?” para criar uma obra escultórica sensorial, com formas orgânicas e espaços de acolhimento. No Folhas da Terra, o paisagista Marlon Nunes transforma 150 m² em uma experiência de proximidade com a natureza, combinando vegetação, metal, madeira, cerâmica, grama e pedras. Juntos, os projetos despertam os sentidos e aproximam pensamento, sentimento e natureza.

(Edgard César)
Tom Reis - Espaço Terra - Banheiro PCD
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Tom Reis - Espaço Terra - Banheiro PCD. Projeto da CASACOR Tocantins 2026.

(Edgard César)
Raymara Lima e Vivian Albuquerque - Travessia
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Raymara Lima e Vivian Albuquerque - Travessia. A integração entre paisagismo e arquitetura é um dos pontos centrais do projeto: formas orgânicas e uma estrutura especialmente pensada permitem que a vegetação se incorpore ao ambiente de maneira sutil. A arte regional também ganha protagonismo, transformando o espaço em uma galeria acolhedora por meio de obras exclusivas de artistas femininas. Entre natureza, arte e arquitetura, o ambiente Travessia estabelece uma relação sensível com o território e encontra no tema da mostra uma forma de celebrar as raízes e o afeto pelo lugar.

(Edgard César)
Tom Reis - O Tempo Entre Nós
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Tom Reis - O Tempo Entre Nós. O ambiente, assinado por Tom Reis, parte da ideia de desacelerar em um momento íntimo, transformando a pausa em uma experiência de presença. A proposta estabelece um encontro entre memória e contemporaneidade, resgatando referências das antigas cidades do Tocantins por meio das pedras cangas, do jardim vertical e das texturas em tons de barro. O espelho, inspirado no ritmo de um relógio, conduz a reflexão sobre a passagem do tempo e a maneira como escolhemos vivê-lo. A composição convida o visitante a perceber, mesmo em meio ao caos, a possibilidade de encontrar seu próprio tempo.

(Edgard César)
Bezerra + Colauto Arquitetos - Espaço MA
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Bezerra + Colauto Arquitetos - Espaço MA. Assinado pelo escritório Bezerra + Colauto Arquitetos, o ambiente MA parte do quartzito Opus White, material de origem tocantinense extraído na região sul do estado, que se torna a matéria-prima conceitual do projeto. O nome traduz o conceito central da proposta: na cultura japonesa, Ma (間) representa o intervalo, a pausa e o espaço entre as coisas. Esse vazio é compreendido como aquilo que permite perceber plenamente o que está presente. Na arquitetura, o princípio se manifesta por meio de respiros, proporções, luz e matéria, criando uma experiência pautada pela contemplação.

(Edgard César)
Crivelari Arquitetura e Interiores - Clemente Mumbuca Restô
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Crivelari Arquitetura e Interiores - Clemente Mumbuca Restô. Com 190 m², o Clemente Mumbuca Restô, desenvolvido por Daniela e Bárbara Crivelari, nasce das vivências no campo e das lembranças das antigas casas de fazenda. O nome Clemente presta homenagem ao pai das profissionais, enquanto Mumbuca estabelece a relação com o Tocantins, sua cultura e identidade. O restaurante reúne gastronomia, arquitetura e experiências em um espaço pensado para criar novas memórias. Em sintonia com “Mente e Coração”, o projeto equilibra uma arquitetura contemporânea com referências afetivas e uma atmosfera acolhedora e sofisticada.

(Edgard César)
Axial Arquitetura (Cássia Veras, Bruno Luiz e Alexandra Rabelo) - Espaço Pedra Viva
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Axial Arquitetura (Cássia Veras, Bruno Luiz e Alexandra Rabelo) - Espaço Pedra Viva. Partindo da valorização das belezas naturais do Tocantins e colocando as pedreiras do estado como referência central, o ambiente assinado pela designer de interiores Cássia Veras e pelos arquitetos Bruno Luiz e Alexandra Rabelo amplia as possibilidades de uso das rochas originárias da região para além das aplicações convencionais. Ligado ao tema da mostra, o senso de pertencimento ao território conduz as escolhas do projeto, que incorpora referências às Dunas do Jalapão. Materiais e elementos estabelecem uma conexão com a cultura e a identidade tocantinenses, revelando a riqueza e o potencial do estado em uma composição que aproxima arquitetura, matéria e território.

(Edgard César)
Danilo Noleto - Casa Legado
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Danilo Noleto - Casa Legado. Assinado pelo arquiteto Danilo Noleto, o Gabinete propõe um encontro entre arquitetura, memória e a história de Palmas. Concebido como espaço destinado ao exercício dos poderes, o ambiente incorpora fotografias, livros e objetos que relembram a criação e a trajetória da capital tocantinense. Madeira, tons terrosos, obras de arte e mobiliário de linhas marcantes criam uma atmosfera de sobriedade e acolhimento. Entre passado e presente, o projeto transforma o gabinete em um lugar onde decisões são tomadas sem perder de vista a memória e a identidade do território.

(Edgard César)
Iamamoto Arquitetura e GA Arquitetura - Clínica Pulsoosta estabelece uma relação com o tema desta edição da CASACOR ao aproximar técnica e sensibilidade a partir da ideia de pulso como representação da vida. O conceito também se revela na mesa de formato orgâni
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Iamamoto Arquitetura e GA Arquitetura - Clínica Pulso. A Clínica Pulso, com 50 m², parte do encontro entre pedra e madeira, elementos que carregam em suas formas as marcas das transformações do tempo. A propco, cujo tampo reproduz a forma do Morro do Saca Trapo, marcante formação rochosa localizada no Jalapão. Inspirado na iconografia do morro, o desenho leva ao ambiente uma referência direta ao território.

(Edgard César)
Stella Tedesco - Espaço Indígena
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Stella Tedesco - Espaço Indígena. Este ambiente traz a Mostra “Tempos e modos de vida dos povos originários do Tocantins” e registra memórias de viver e fazer dos povos indígenas no território tocantinense. Pensada de forma coletiva, com a colaboração de indígenas e não indígenas, a exposição parte de um ponto central onde está disposto o mapa do território. A proposta apresenta diferentes formas de organização das aldeias, relacionadas ao tempo dos rios, como entre o povo Inỹ, ou à circularidade do sol, entre o povo Krahô. Madeira crua, terra e o vermelho do urucum compõem o espaço, que reúne textos, imagens e objetos significativos e legítimos. O percurso inclui ainda um protótipo de habitação de madeira, palha e terra, com a taipa de mão como expressão da sabedoria ancestral.

(Edgard César)
Tharlon Lopes - Playground Linguarudo
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Tharlon Lopes - Playground Linguarudo. “A infância é o chão que a gente pisa a vida toda.” É a partir dessa ideia que nasce o Playground Linguarudo, assinado por Tharlon Lopes, do escritório 3T Arquitetura, um ambiente que convida ao movimento, à descoberta e à convivência. Organizado como um circuito de desafios, o espaço reúne pirâmide de escalada, ponte de equilíbrio, passarela em zigue-zague e uma torre conectada a um escorregador tubular. Com uma linguagem lúdica, colorida e interativa, o projeto propõe vivências para além das telas, incentivando as crianças a explorar, se desafiar e construir relações por meio do brincar e da experiência compartilhada.

(Edgard César)
Gustavo Monteiro e Melissa Siqueira - Gelateria Cadore
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Gustavo Monteiro e Melissa Siqueira - Gelateria Cadore. Com 48 m², a Gelateria Cadore, de Gustavo Monteiro e Melissa Siqueira, celebra a relação entre pessoas, território e afeto a partir dos processos que envolvem cultivo, colheita e fazer manual. Valoriza os frutos, as riquezas naturais do Tocantins e o trabalho de seus produtores, traduzindo a diversidade da paisagem em uma composição completa. Um dos principais destaques do projeto é o uso do tijolo ecológico, empregado tanto na estruturação da ilha quanto como elemento estético e de identidade do ambiente, prezando pelo uso de soluções mais conscientes.

(Edgard César)
Tom Reis, Amelia Milieli, Ellen Hadassa, Emanoel Pinheiro e Sarah Vitória - Entrefolhas - Lavabos e Jardim
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Tom Reis, Amelia Milieli, Ellen Hadassa, Emanoel Pinheiro e Sarah Vitória - Entrefolhas - Lavabos e Jardim. O ambiente convida à pausa e à reconexão em meio ao ritmo da vida contemporânea. Composto por dois lavabos PCD e uma área externa com jardim, o projeto constrói uma experiência em que arquitetura, arte, design e paisagismo se articulam de forma integrada. A natureza conduz a composição, estabelecendo diálogo com o bosque existente e se revelando na vegetação, nas pedras naturais, nas texturas e na materialidade do ambiente. A memória do próprio casarão também integra o projeto: madeiras reaproveitadas de seu restauro foram incorporadas aos pilares que acompanham a parede de tijolos ecológicos dos lavabos.

(Edgard César)
Daniela Marcon - Cheiro da Flor
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Daniela Marcon - Cheiro da Flor. Assinado pela arquiteta e urbanista Daniela Marcon, o ambiente parte do conceito “Onde a pedra ganha perfume”. Extraída no Tocantins, a pedra Moulin Rouge, marcada por veios naturais e pela força da terra, assume o protagonismo do espaço, transformando-se em ilha central, aparador, monólito e prateleiras expositivas suspensas, concebidas para apresentar os frascos de perfumes como joias. Madeira, vegetação, luz e a tonalidade Bronze Talismã, da Coral, completam a composição.

(Edgard César)
Expoente Arquitetura (Rayron Castro e Raphael de Sousa) - Garagem Lounge – Ram House
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Expoente Arquitetura (Rayron Castro e Raphael de Sousa) - Garagem Lounge – Ram House. Assinado por Rayron Cirqueira Castro e Raphael de Sousa Santos, do escritório Expoente, o Garagem Lounge RAM House transforma a garagem em um espaço de convivência e desaceleração, em sintonia com o tema da amostra. Inspirado na força do agronegócio e na paisagem tocantinense, o projeto traz para o interior referências do Cerrado, expressas nos tons terrosos e no barro avermelhado que dialogam com a picape em exposição. A composição equilibra a estrutura metálica, inspirada nos modernos celeiros americanos, com materiais que acrescentam calor e sofisticação, como o MDF Pau de Ferro, a Teca, o couro e as cerâmicas artesanais.

(Edgard César)

Al ocupar el Orquidario de Palmas, la muestra transforma el espacio en un recorrido por la identidad del Estado. El territorio surge en el origen de los materiales, en los recuerdos familiares, en las técnicas constructivas, en los modos de recibir y en las referencias a las antiguas casas, a la vida en el campo, a las comunidades tradicionales y a los paisajes tocantinenses. No existe, por lo tanto, un único Tocantins dentro de la muestra. Y quizás esté ahí una de sus lecturas más interesantes.

Territorio transformado en materia

Divino Alcan Arte y Paisajismo - Camino de los Quilombos. Proyecto de CASACOR Tocantins 2026.

Divino Alcan Arte e Paisagismo - Caminho dos Quilombos. Projeto da CASACOR Tocantins 2026. (Edgard César/CASACOR)

En Caminho dos Quilombos, Divino Alcan comienza literalmente por el suelo. El proyecto de 560 m² parte de la historia de los pueblos quilombolas del Tocantins y tiene la tierra roja apisonada como protagonista. Carbón, vasijas producidas en alfarerías locales, acero, materiales reutilizados, astillas y troncos del Cerrado acercan ancestralidad, arte y reaprovechamiento.

Fábio Marxx y Fausto Paiva - Cápsula Madre. Proyecto de CASACOR Tocantins 2026.

Fábio Marxx e Fausto Paiva - Cápsula Mãe. Projeto da CASACOR Tocantins 2026. (Edgard César/CASACOR)

Esa presencia regional integrada a la propia arquitectura también aparece en la Cápsula Mãe, de Fausto Paiva y Fábio Marxx. El piso de barro, las hojas de piaçaba y otros elementos naturales recuperan soluciones ancestrales, saberes tradicionales y referencias a la presencia femenina.

Gabriella Agostini y Camila Caco - Terra e Trama. Proyecto de CASACOR Tocantins 2026.

Gabriella Agostini e Camila Caco - Terra e Trama. Projeto da CASACOR Tocantins 2026. (Edgard César/CASACOR)

En Terra e Trama, Gabriella Agostini y Camila Caco hacen de la artesanía tocantinense el hilo conductor del proyecto. Retazos, residuos de la industria de la moda, sobras de tejidos y fibras naturales forman una instalación inspirada en el mapa del Estado, conectando sostenibilidad, identidad y trabajo manual.

Bezerra + Colauto Arquitetos - Espacio MA. Proyecto de CASACOR Tocantins 2026.

Bezerra + Colauto Arquitetos - Espaço MA. Projeto da CASACOR Tocantins 2026. (Edgard César/CASACOR)

Las rocas tocantinenses también asumen diferentes lenguajes. En el Espaço MA, Márcio Colauto y Thamise Bezerra acercan la cuarcita Opus White, extraída en el sur del Estado, al concepto japonés de Ma, relacionado con la pausa y el intervalo. Ya en el Espaço Pedra Viva, Cássia Veras, Bruno Luiz y Alexandra Rabelo exploran las posibilidades de aplicación de las piedras locales y recurren a las Dunas del Jalapão como referencia visual.

Daniela Marcon - Cheiro da Flor. Proyecto de CASACOR Tocantins 2026.

Daniela Marcon - Cheiro da Flor. Projeto da CASACOR Tocantins 2026. (Edgard César/CASACOR)

En Cheiro da Flor, de Daniela Marcon, la roca Moulin Rouge aparece en piezas centrales y estantes suspendidos, combinada con la madera, la vegetación y la luz para crear una experiencia sensorial.

Memorias que construyen la casa

Daniella Torres - Cocina Legado Deca. Proyecto de CASACOR Tocantins 2026.

Daniella Torres - Cozinha Legado Deca. Projeto da CASACOR Tocantins 2026. (Edgard César/CASACOR)

Los recuerdos familiares amplían el sentido de habitar. En la Cozinha Legado Deca, Daniella Torres parte de las memorias de su padre y de la manera en que él reunía a la familia alrededor de la mesa. Recetas, libros, enseñanzas y sabores componen un espacio orientado a la convivencia y a la permanencia. La misma profesional firma el Louceiro Flor de Maracujá, en el cual el gesto cotidiano de elegir la vajilla, arreglar la mesa y recibir gana dimensión afectiva. La flor, el fruto y las ramas del maracuyá inspiran un estampado autoral, una colección de vajillas y la paleta del espacio.

Gabriel Kós y Gabriele Dourado - Suite Laços. Proyecto de CASACOR Tocantins 2026.

Gabriel Kós e Gabriele Dourado - Suíte Laços. Projeto da CASACOR Tocantins 2026. (Edgard César/CASACOR)

En la Suíte Laços, Gabriele Dourado y Gabriel Kós dirigen la mirada hacia la relación entre hermanos y hacia los primeros recuerdos construidos dentro de casa. Concebido como un nido compartido, el ambiente utiliza arcos como símbolos de unión y estabilidad.

Crivelari Arquitetura e Interiores - Clemente Mumbuca Restô. Proyecto de CASACOR Tocantins 2026.

Crivelari Arquitetura e Interiores - Clemente Mumbuca Restô. Projeto da CASACOR Tocantins 2026. (Edgard César/CASACOR)

La memoria también alcanza las vivencias en el campo. En el Clemente Mumbuca Restô, Daniela y Bárbara Crivelari recurren a las antiguas casas de hacienda y unen, en el propio nombre, un homenaje al padre de las profesionales y una referencia a la comunidad Mumbuca. Gastronomía y arquitectura se encuentran en un espacio pensado para recibir y crear nuevos recuerdos.

Paisaje, arte y modos de vivir

Raymara Lima y Vivian Albuquerque - Travessia. Proyecto de CASACOR Tocantins 2026.

Raymara Lima e Vivian Albuquerque - Travessia. Projeto da CASACOR Tocantins 2026. (Edgard César/CASACOR)

La naturaleza tocantinense no aparece solo como escenario. En Travessia, de Raymara Lima y Vivian Albuquerque, formas orgánicas articulan vegetación y arquitectura, mientras que obras de artistas mujeres transforman el espacio en una galería. En el Entrefolhas, maderas reutilizadas durante la restauración se incorporan al proyecto, que también preserva el diálogo con el bosque existente y con las marcas anteriores del inmueble.

Gustavo Monteiro y Melissa Siqueira - Gelateria Cadore. Proyecto de CASACOR Tocantins 2026.

Gustavo Monteiro e Melissa Siqueira - Gelateria Cadore. Projeto da CASACOR Tocantins 2026. (Edgard César/CASACOR)

Ríos, pesca, embarcaciones y veredas surgen en formas, texturas y colores. El Cerrado se manifiesta a través de la biodiversidad, de los frutos y de las actividades que se desarrollan a partir de él. En la Gelateria Cadore, Melissa Siqueira y Gustavo Monteiro llevan esta relación al campo de la producción: cultivo, cosecha y trabajo manual orientan un proyecto que valora las riquezas naturales de Tocantins y el trabajo de los productores locales. El ladrillo ecológico integra tanto la estructura como la identidad visual.

Al reunir proyectos residenciales, restaurante, gelatería, clínica, espacios comerciales, jardines, áreas de convivencia e instalaciones artísticas, la muestra amplía la reflexión sobre la manera en que las personas ocupan los lugares. La casa, en este contexto, no se limita a la composición estética: se convierte en territorio de relaciones, hábitos, recuerdos y experiencias.

Danilo Noleto - Casa Legado. Proyecto de CASACOR Tocantins 2026.

Danilo Noleto - Casa Legado. Projeto da CASACOR Tocantins 2026. (Edgard César/CASACOR)

Para Leny Araújo, franquiciada de CASACOR Tocantins, la pluralidad de referencias permite que el público reconozca el Estado desde diferentes perspectivas. “La muestra valora lo que es nuestro sin quedarse atada al pasado. Son espacios que traducen la riqueza de nuestra cultura y, al mismo tiempo, apuntan hacia nuevas formas de habitar, crear y relacionarse”, afirma.

Servicio - CASACOR Tocantins 2026


  • Cuándo: del 28 de agosto al 10 de octubre de 2026

  • Horarios: de martes a viernes, de 17h a 22h. Sábados, de 16h a 22h. Domingos, de 16h a 21h

  • Dónde: Quadra 402 Sul Avenida LO 9, 48 - Plano Diretor Sul Orquidário de Palmas

  • Entradas: desde R$ 45 (media) hasta R$ 90 (entera)

  • Boletería: online, aplicación oficial de CASACOR y venta presencial en el local

  • Redes sociales: @casacortocantins